"Die Materie ist nicht ein Erzeugnis des Geistes, sondern der Geist ist selbst nur das höchste Produkt der Materie"
nulla potest rerum in numero natura relinqui,
nec quae sub sensus cadat ullo tempore nostros
nec ratione animi quam quisquam possit apisci.
– Titus Lucretius Carus
nulla potest rerum in numero natura relinqui,
nec quae sub sensus cadat ullo tempore nostros
nec ratione animi quam quisquam possit apisci.
– Titus Lucretius Carus
constitit in rebus; nam corpora sunt et inane,
haec in quo sita sunt et qua diversa moventur.
– Titus Lucretius Carus
De rerum natura. - Liber Primus (418-420)
constitit in rebus; nam corpora sunt et inane,
haec in quo sita sunt et qua diversa moventur.
– Titus Lucretius Carus
De rerum natura. - Liber Primus (418-420)
comprimida; pois existe nas coisas vazio [namque est in rebus inane].
Isso em muitas coisas a ti será útil saber e
não deixará que, errante, sempre duvides e inquiras +
comprimida; pois existe nas coisas vazio [namque est in rebus inane].
Isso em muitas coisas a ti será útil saber e
não deixará que, errante, sempre duvides e inquiras +
[320] Corpos quais, porém, descolam a cada momento,
ínvia natureza nos impede de vermos.
O que quer que a natura e os dias enfim às coisas
atribuam, fazendo-as crescer paulatinas, +
[320] Corpos quais, porém, descolam a cada momento,
ínvia natureza nos impede de vermos.
O que quer que a natura e os dias enfim às coisas
atribuam, fazendo-as crescer paulatinas, +
[265] Vamos agora: já que ensinei que uma coisa não pode
ser criada do nada, ou nele as nascidas voltarem,
para que não desconfies, talvez, das coisas que digo,
por não poderem, aos olhos, discernir-se os primórdios [rerum primordia cerni], +
[265] Vamos agora: já que ensinei que uma coisa não pode
ser criada do nada, ou nele as nascidas voltarem,
para que não desconfies, talvez, das coisas que digo,
por não poderem, aos olhos, discernir-se os primórdios [rerum primordia cerni], +
[237] Todas as coisas não podem, assim, ao nada verter-se [ad nilum quaeque reverti].
Força e causa mesmas, portanto, a todas as coisas
destruíram, a não ser que, eternamente, a matéria,
com nexos mais ou menos enredados, as sustentasse. +
[237] Todas as coisas não podem, assim, ao nada verter-se [ad nilum quaeque reverti].
Força e causa mesmas, portanto, a todas as coisas
destruíram, a não ser que, eternamente, a matéria,
com nexos mais ou menos enredados, as sustentasse. +
[215] Segue-se que a natureza dissolve todas as coisas
novamente em seus corpos primevos [in sua corpora rursum] e nada aniquila.
Pois se as coisas fossem mortais em todas as partes
diante dos olhos de súbito tudo pereceria. +
[215] Segue-se que a natureza dissolve todas as coisas
novamente em seus corpos primevos [in sua corpora rursum] e nada aniquila.
Pois se as coisas fossem mortais em todas as partes
diante dos olhos de súbito tudo pereceria. +
[167] Dessa maneira, se a tudo não houvesse semente [non essent genitalia corpora]
que mãe certa haveria, constante, a todas as coisas?
Mas como tudo se cria através de fixas sementes [seminibus quia certis],
e dessa forma nasce e sai para as orlas das luzes, +
[167] Dessa maneira, se a tudo não houvesse semente [non essent genitalia corpora]
que mãe certa haveria, constante, a todas as coisas?
Mas como tudo se cria através de fixas sementes [seminibus quia certis],
e dessa forma nasce e sai para as orlas das luzes, +
[149] Tal é o princípio que fundamenta, princípio primeiro:
coisa nenhuma jamais vem do nada por ato divino [nullam rem e nihilo gigni divinitus umquam].
Naturalmente o medo domina todos os mortais,
pois muitas coisas vê-se que ocorrem no céu e na terra +
[149] Tal é o princípio que fundamenta, princípio primeiro:
coisa nenhuma jamais vem do nada por ato divino [nullam rem e nihilo gigni divinitus umquam].
Naturalmente o medo domina todos os mortais,
pois muitas coisas vê-se que ocorrem no céu e na terra +
nullam rem e nihilo gigni divinitus umquam.
quippe ita formido mortalis continet omnis,
quod multa in terris fieri caeloque tuentur,
quorum operum causas nulla ratione videre
possunt ac fieri divino numine rentur.
nullam rem e nihilo gigni divinitus umquam.
quippe ita formido mortalis continet omnis,
quod multa in terris fieri caeloque tuentur,
quorum operum causas nulla ratione videre
possunt ac fieri divino numine rentur.
[62] Quando jazia a humanidade diante de todos
pela cruel religião tão terrivelmente oprimida [in terris oppressa gravi sub religione]
que mostrava suas garras do alto dos campos celestes,
com o horrível aspecto instando por sobre os mortais, +
[62] Quando jazia a humanidade diante de todos
pela cruel religião tão terrivelmente oprimida [in terris oppressa gravi sub religione]
que mostrava suas garras do alto dos campos celestes,
com o horrível aspecto instando por sobre os mortais, +
Quae quoniam rerum naturam sola gubernas
Tu, que sozinha governas a natureza das coisas,
nec sine te quicquam dias in luminis oras
nem sem ti às orlas divinas da luz qualquer coisa +
Quae quoniam rerum naturam sola gubernas
Tu, que sozinha governas a natureza das coisas,
nec sine te quicquam dias in luminis oras
nem sem ti às orlas divinas da luz qualquer coisa +
alma Vênus, que sob os astros nos céus deslizantes,
tu, que os navigeros mares, frutíferas terras frequentes,
toda a espécie dos animais foi por ti no princípio
concebida.
De rerum natura. - Liber Primus (1-49).
alma Vênus, que sob os astros nos céus deslizantes,
tu, que os navigeros mares, frutíferas terras frequentes,
toda a espécie dos animais foi por ti no princípio
concebida.
De rerum natura. - Liber Primus (1-49).
Aeneadum genetrix, hominum divomque voluptas,
Mãe dos Enéades, ó volúpia dos homens e deuses,
alma Venus, caeli subter labentia signa
alma Vênus, que sob os astros nos céus deslizantes,
quae mare navigerum, quae terras frugiferentis +
Aeneadum genetrix, hominum divomque voluptas,
Mãe dos Enéades, ó volúpia dos homens e deuses,
alma Venus, caeli subter labentia signa
alma Vênus, que sob os astros nos céus deslizantes,
quae mare navigerum, quae terras frugiferentis +
– Titus Lucretius Carus
– Titus Lucretius Carus
De rerum natura.
De rerum natura.
“XX. [Mais il faut satisfaire encore aux difficulté] Mas é preciso satisfazer ainda as dificuldades mas especulativas e metafísicas que foram mencionadas e dizem respeito à causa do mal. Pergunta-se, em primeiro lugar, de onde vem o mal..."
“XX. [Mais il faut satisfaire encore aux difficulté] Mas é preciso satisfazer ainda as dificuldades mas especulativas e metafísicas que foram mencionadas e dizem respeito à causa do mal. Pergunta-se, em primeiro lugar, de onde vem o mal..."
“XVIII. [Il y a un homme d’esprit qui, poussant] Há um homem de espírito que, levando o meu princípio da harmonia a suposições arbitrárias, o que eu absolutamente arovo, fez uma teologia quase astronômica. Ele acredita que a desordem deste nosso mundo..."
“XVIII. [Il y a un homme d’esprit qui, poussant] Há um homem de espírito que, levando o meu princípio da harmonia a suposições arbitrárias, o que eu absolutamente arovo, fez uma teologia quase astronômica. Ele acredita que a desordem deste nosso mundo..."
“XVI. [Il faut avouer cependant qu’il y a des désordres] É preciso confessar, entretanto, que há desordens nesta vida, as quais se mostram, particularmente, na prosperidade de tanta gente má e na infelicidade de muita gente de bem. Há um provérbio alemão..."
“XVI. [Il faut avouer cependant qu’il y a des désordres] É preciso confessar, entretanto, que há desordens nesta vida, as quais se mostram, particularmente, na prosperidade de tanta gente má e na infelicidade de muita gente de bem. Há um provérbio alemão..."
“X. [Il est vrai qu’on peut s’imaginer des mondes] É verdade que se podem imaginar mundos possíveis sem pecado e sem infelicidade e se poderia fazer com eles romances, utopias, sevarambos, mas esses mesmos mundos seriam muito inferiores em bem ao nosso...."
“X. [Il est vrai qu’on peut s’imaginer des mondes] É verdade que se podem imaginar mundos possíveis sem pecado e sem infelicidade e se poderia fazer com eles romances, utopias, sevarambos, mas esses mesmos mundos seriam muito inferiores em bem ao nosso...."
“VIII. [Or, cette suprême sagesse, jointe à une bonté] Ora, essa suprema sabedoria, unida a uma bondade que não é menos infinita que ela, não podia deixar de escolher o melhor [de choisir le meilleur]. Pois, como um mal menor é uma espécie de bem,.."
“VIII. [Or, cette suprême sagesse, jointe à une bonté] Ora, essa suprema sabedoria, unida a uma bondade que não é menos infinita que ela, não podia deixar de escolher o melhor [de choisir le meilleur]. Pois, como um mal menor é uma espécie de bem,.."
“VII. [Dieu est la première raison des choses] Deus é ‘a primeira razão das coisas’, pois aquelas que são limitadas, como tudo o que vemos e experimentamos, são contingentes e não têm nada em si que torne sua existência necessária, sendo manifesto que..."
“VII. [Dieu est la première raison des choses] Deus é ‘a primeira razão das coisas’, pois aquelas que são limitadas, como tudo o que vemos e experimentamos, são contingentes e não têm nada em si que torne sua existência necessária, sendo manifesto que..."
“V. [De sorte que c’est un jugement terrible que Dieu] De sorte que é um julgamento terrível que Deus, dando seu único filho a toda a espécie humana e sendo o único autor ou senhor da salvação de todos os homens, salve, todavia, tão poucos e abandone..."
“V. [De sorte que c’est un jugement terrible que Dieu] De sorte que é um julgamento terrível que Deus, dando seu único filho a toda a espécie humana e sendo o único autor ou senhor da salvação de todos os homens, salve, todavia, tão poucos e abandone..."