Reservatório da Vale se rompe e atinge área da CSN em MG no dia em que Brumadinho completa sete anos
Um reservatório da Vale se rompeu na madrugada deste domingo (25), no limite entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, e provocou o alagamento de áreas da unidade Pires, da CSN Mineração. Em nota, a Vale afirmou que a ocorrência não tem qualquer relação com barragens da empresa e que não houve impacto a pessoas ou comunidades. O episódio ocorre no mesmo dia em que Minas Gerais lembra os sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho, marcado por atos em memória das vítimas.
Segundo a CSN Mineração, o rompimento provocou o alagamento de áreas como o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. A empresa informou que as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração continuam operando normalmente.
"A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas", informou a empresa, em nota.
De acordo com informações divulgadas inicialmente pelo g1, o reservatório pertence à mina de Fábrica, da Vale. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um fluxo intenso de água atingindo instalações da CSN após o rompimento.
A prefeitura de Congonhas informou que o acidente ocorreu após chuvas intensas que atingiram a região no sábado (24). O reservatório seria responsável por reter água pluvial, mas não suportou o volume registrado. A Defesa Civil Municipal e o secretário de Meio Ambiente de Congonhas estiveram no local. A Defesa Civil Estadual também foi acionada. Até o momento, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que não foi chamado para atender a ocorrência.
O rompimento ocorre em uma data simbólica para o estado. Neste domingo, Brumadinho realizou uma série de atos em memória das 270 vítimas do rompimento da barragem da Vale em 25 de janeiro de 2019. Homenagens, manifestações por justiça e atividades no Memorial Brumadinho marcaram os sete anos da tragédia.
Veja a nota da Vale na íntegra:
A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.