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trechos das obras de hilda diariamente

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(...) eu falava, falava, e nas primeiras noites ela ouvia o que eu falava, depois ela queria fazer amor e eu fazia amor direitinho e tudo o mais, mas eu queria continuar falando depois. Depois de fazer amor. Aí, ela não me ouvia mais.
January 8, 2026 at 12:14 AM
(...) com aquelas coxas suadas inundadas de pelinhos loiros luminosos. As coxas de Líria falam (...) Lembro-me neste instante de uns versos de Pessoa: “apetece como um barco, tem qualquer coisa de gomo, meu Deus quando é que eu embarco? ó fome, quando é que eu como?”
January 7, 2026 at 8:19 PM
(...) achei incrível a palavra e perguntei o que era aquilo, o que era logaritmo. Ele respondeu que era uma coisa bastante enredada, coisa dos números, de aritmética (...) achava a palavra muito bonita, tão bonita que deu o nome de Logaritmo para o jumento que vivia lá na roça.
January 7, 2026 at 4:12 PM
E a sedução de me pensares presa me sabendo invasão.
January 7, 2026 at 12:08 AM
E nos cobrimos de beijos e de flores antes que o mundo se acabe, antes que acabe em nós nosso desejo.
January 6, 2026 at 10:03 PM
(...) as estrelas do Cruzeiro do Sul se chamavam, aliás ainda se chamam, alfa, beta, gama, delta e épsilon (...) e então de repente vi que épsilon começou a andar lentamente em direção a alfa, andou, andou, chegou até alfa, contornou alfa e desapareceu.
January 6, 2026 at 8:08 PM
Quero ser santa, quero morrer por amor a Jesus, quero que me castiguem se eu fizer coisas erradas, quero conseguir a salvação da minha alma.
January 6, 2026 at 6:17 PM
Toda a delicadeza do poeta flui, exangue num círculo de dor. Assim te lembro.
January 6, 2026 at 4:18 PM
Busquei a luz e o amor. Humana, atenta como quem busca a boca nos confins da sede.
January 6, 2026 at 12:41 AM
(...) eu queria ter, ter, ter, ter, ter muitas coisas, uma infinidade de coisas, montanhas de coisas. E de repente me vinha uma vontade de não querer mais nada, de apenas respirar, fruir a vida, olhar ao redor silenciosamente (...)
January 5, 2026 at 10:10 PM
Existe um deus qualquer nas minhas entranhas.
January 5, 2026 at 8:04 PM
Atormenta-me a vida de poesia, de amor e medo e de infinita espera.
January 5, 2026 at 6:31 PM
(...) são raras as mulheres engraçadas, a maior parte das vezes você pega sempre uma Jocasta, umas lamuriosas meio falsas… você acha que Jocasta era falsa? falsa com quem? ela inteira, eu digo, devia saber que aquele filho era dela e gozava muito com isso.
January 5, 2026 at 12:04 AM
Você sabe que os seres demoníacos têm um fascínio que os angélicos não têm?
January 4, 2026 at 10:03 PM
Escute, você não está ouvindo umas vozes? (...) São as vozes dos mortos. Eles estão dizendo: não há nada a fazer, deixa cair a chuva sobre a carne, chora, chora.
January 4, 2026 at 8:03 PM
A vontade de olhar cada vez mais fundo para dentro de mim.
January 4, 2026 at 6:01 PM
Vi as éguas da noite galopando entre as vinhas, e buscando meus sonhos. Eram soberbas, altas. Algumas tinham manchas azuladas, e o dorso reluzia igual à noite, e as manhãs morriam debaixo de suas patas encarnadas.
January 4, 2026 at 3:58 PM
Enquanto tu morrias, Ehud, minha carne era tua, e disciplina e ascese tudo que me pretendi para livrar o coração de um fogo vivo, ah, inútil inútil os longos exercícios, a fome do teu toque ainda que me recusasse (...) Enquanto tu morrias eu te abraçava numa fúria alagada (...)
January 4, 2026 at 12:06 AM
Compre meia dúzia de cerejas, um copo de creme de leite (...) cem gramas de nozes já descascadas, um cálice de Cointreau (...) Ponha todos os ingredientes no liquidificador, acondicione corretamente nessas pequenas geladeirinhas portáveis e viaje para a Grécia. Tá na hora.
January 3, 2026 at 8:27 PM
E posso me ferir no gelo das espadas se me quiseres banhada de vermelho.
January 3, 2026 at 6:03 PM
Tão doce morrer em vida, tão triste viver em vão.
January 3, 2026 at 4:01 PM
Stela, me perguntaram se permaneces no tempo. Se teu rosto de coral e teus cabelos de pedra ficarão indefinidos no espaço, pedindo sol.
January 3, 2026 at 12:03 AM
Desamparo, Abandono, desde sempre a alma em vaziez, buscava nomes, tateava cantos, vincos, acariciava dobras, quem sabe se nos frisos (...) nos visíveis cotidianos, no ínfimo absurdo, nos mínimos, um dia a luz, o entender de nós todos o destino, um dia vou compreender (...)
January 2, 2026 at 10:09 PM
Tínhamos discussões intermináveis. Eu lhe mostrava meus textos e ele dizia: tu não tens fôlego, meu chapa, tudo acaba muito depressa, tu não desenvolve o personagem, o personagem fica por aí vagando, não tem espessura, não é real.
January 2, 2026 at 8:09 PM
Enquanto choras há lá fora um canto que de chorares tanto não o sabes.
January 2, 2026 at 6:26 PM