#ArteECultura
_Foto: MST_ _Por Agatha Azevedo Da Página do MST_ “Tem alguém aqui entre nós que sabe de tudo? Levanta a mão quem não sabe de nada? Se não tem quem sabe de tudo e quem sabe de nada, vamos aprender e ensinar com o outro. A vida é uma escola e vocês são meus professores.” — Mestre Boi A 1ª Escola de Teatro Político e Popular de Minas Gerais chegou ao fim reafirmando que a arte que nasce do chão da luta é também instrumento de organização, formação política e transformação social. Ao reunir Sem Terra, comunidades quilombolas, universidade pública e artistas-militantes, a Escola consolidou um processo coletivo de fortalecimento da cultura popular, da memória ancestral e da luta por justiça social. A Escola de Teatro Político e Popular de Minas Gerais foi viabilizada pela Lei Aldir Blanc, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura — Governo Federal. Mais do que uma formação artística, a Escola foi espaço de encontro entre territórios, gerações e saberes, afirmando a arte como parte essencial do projeto da Reforma Agrária Popular e da luta antirracista. ## Um sonho construído na luta _Foto: Integrantes da oficina de comunicação da ETPP-MG_ De acordo com Carolina Gomes, do Coletivo de Cultura do MST na Zona da Mata Mineira, a Escola é resultado de um sonho gestado coletivamente ao longo do tempo. “Essa edição da Escola de Teatro Político foi sonhada há cerca de dois anos, em uma atividade em que estavam o MST, o Coletivo Fuzuê e o Quilombo Buieié, debatendo a cultura na luta pela terra e na construção das nossas identidades”, afirma. Para Carolina, a parceria entre o MST, os quilombos e a universidade expressa um projeto de sociedade que reconhece a arte como direito do povo trabalhador. “A Escola propõe uma fusão de linguagens, onde música, teatro, corpo, artes plásticas e comunicação se misturam. O desafio é não pensar essas linguagens separadas, mas compreender como elas se encontram para trabalhar a sensibilidade e fortalecer a luta”, explica. _Foto: Integrantes da oficina de comunicação da ETPP-MG_ Para Carina Veridiano, do Quilombo Buieié, a Escola é a continuidade da luta e do sonho dos ancestrais. “A Escola fortalece nossa cultura viva, ancestral, de enxada, capoeira e congado. As oficinas dialogam com tudo aquilo que já fazemos no território. Ver nossos mais velhos transmitindo a folia e o congado aos mais jovens é garantir que nossa cultura siga viva”, conta. Ela também destaca os pontos em comum entre o quilombo e o MST. “Nós somos da terra, trabalhamos a terra. Nossos ancestrais, mesmo com todas as dificuldades, cantavam, festejavam e transmitiam seus saberes durante o trabalho.” Segundo a professora Carina Moreira, coordenadora do Coletivo Fuzuê**,** a Escola rompe com a lógica elitizada da produção cultural. “A riqueza da cultura camponesa e quilombola fortalece o teatro político e a cultura popular. A Escola é essa troca entre os saberes acadêmicos e os saberes das lutas populares, derrubando os muros da universidade com a cultura do povo”, afirma. A professora reforça que a Escola integra projetos de pesquisa e extensão da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), como “Gambiarra Teatral” e “Afinando os Tambores”, desenvolvidos em diálogo direto com movimentos sociais, com apoio do CNPq e da FAPEMIG. ## Cultura, vivência coletiva e soberania _Foto: Leidi Assis_ A ETPP teve como metodologia a vivência cultural em todas as dimensões da vida, desde o acordar com o congado, sua tradição e cantigas, à alimentação que nutriu corpos e mentes ao longo da formação. Com o lema “Dar pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem fome”, a Escola foi atravessada pelo debate da soberania alimentar. Toda a alimentação consumida durante a formação veio de territórios quilombolas e de áreas de Reforma Agrária, reafirmando a produção de alimentos saudáveis como parte da luta do povo. A variedade de frutas e legumes e a presença do milho criolo vindo dos territórios quilombolas e do MST se transformaram em grandes mesas de café da manhã, almoço e jantar. Com fartura, o encontro trouxe também o café Guaií do MST no Sul de Minas e a produção beneficiada de compotas orgânicas de antepasto, doce de leite e geleia do MST na Zona da Mata mineira. Durante os dias de Escola, os participantes vivenciaram diversas linguagens artísticas que culminaram em um grande espetáculo coletivo, reunindo música, poesia, corpo, coro e atuação.Foram realizadas oficinas de composição musical, fotografia como memória da luta, teatro popular e político, artes plásticas, contação de histórias e causos, além de vivências em percussão, dança africana e poesia. Além da programação proposta, os participantes da ETPP também promoveram vivências espontâneas durante as noites e intervalos, que ampliaram o sentido da contação de histórias. “O que a gente quer é que todo mundo seja contador de história”, afirma Sebastião Farinhada, educador popular e militante do movimento negro. O educador traz também a importância da vibração coletiva ao longo de toda a Escola, organizada pela reza e pelo tambor. “O tambor é a batida do coração, o que nos conecta e distribui energia para todo o corpo”, completa. _Foto: Agatha Azevedo_ Nestes encontros que fortaleceram a luta ao longo da ETPP, destacam-se as lições de observação, força e coletividade tiradas dos causos narrados por Carlos Barbosa, que afirma a necessidade de nos enxergarmos como construtores de memória e saber. “A lagarta, quando se olha no espelho, vê a borboleta”, diz Barbosa. Para Larissa Goulart, do Coletivo de Cultura do MST no Sul de Minas, o maior valor da Escola está nas trocas entre gerações.“O mais valioso são os encontros. Poder ouvir nossos mais velhos é fundamental para que a gente possa caminhar”, afirma. Já Luiza Cassiano, do Coletivo Fuzuê, reforça o papel da universidade nesse processo. “O teatro é a arte do encontro, e a gente se encontrou de muitos modos, e pode aprender com os diversos territórios. Esse espaço da Universidade pode e precisa ser ocupado pelos povos e territórios que constroem a luta.” Sobre a cultura popular, a jovem quilombola Marcelly Cristina afirma que a identidade honra seus ancestrais. “O corpo da gente chama. É a vontade de estar lá participando. Eu sou uma pessoa que sente muito orgulho de ser neta de Mestre Boi e do congo”. Emocionada, a jovem afirma: “Eu sou congadeira”. Encerrando a formação, Carina Veridiano reforça o sentido coletivo da Escola. “Nós somos a mudança. A Escola de Arte é muito potente e maravilhosa porque podemos sair daqui levando a riqueza e a alegria e leveza do sorriso das pessoas. A gente precisa aprender a viver aquele tempo dos nossos ancestrais, que não é o tempo do capitalismo”. _Foto: Luiza Cassiano_ _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy
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February 2, 2026 at 6:03 PM
O futuro do indicativo da presença do galo!



#galodamadrugada #pernambuco #frevo #arteecultura #viralmundo
January 30, 2026 at 12:19 AM
_Foto: Leidi Assis_ _Por Matheus Teixeira e Luiza Cassiano Da Página do MST_ De 28 de janeiro a 1º de fevereiro, a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) sedia a 1ª edição da Escola de Teatro Político e Popular de Minas Gerais (EPTT-MG), uma iniciativa que nasce da união entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), comunidades quilombolas da Zona da Mata Mineira e o Coletivo Fuzuê, projeto de pesquisa e extensão da universidade. A escola propõe uma formação intensiva que entende o teatro para além da sua função artística. “O teatro é compreendido não apenas como linguagem artística, mas também no sentido da formação humana, reflexão crítica e do fortalecimento das lutas sociais – especialmente em torno da terra, da memória, da justiça social e das identidades negras e quilombolas”, explica a professora Dra. Carina Maria Guimarães, do Departamento de Artes da Cena (DEACE) e coordenadora do Coletivo Fuzuê. A proposta é fruto de um sonho coletivo gestado na “Troca de Saberes” em 2024, quando integrantes do MST e do Movimento Negro da região idealizaram uma escola de arte que unisse o povo Sem Terra e o povo quilombola. O projeto foi estruturado em duas etapas: oficinas preparatórias nos territórios e um curso concentrado de quatro dias na UFSJ. ## Raízes na terra e nos saberes tradicionais _Foto: Leidi Assis_ Antes do evento na universidade, o projeto já estava em movimento nos territórios. Foram realizadas oficinas de preparação no Assentamento Denis Gonçalves, do MST, e no Quilombo Buieié, em Viçosa, valorizando práticas culturais locais como folia de reis, calango, congado, capoeira e as culturas de terreiro. “Fizemos duas oficinas de preparação, uma novidade para nós”, relata Carol Rodrigues, do Coletivo de Cultura do MST na Zona da Mata. “Uma no assentamento, onde recebemos a Folia de Reis Estrela Guia, e outra no quilombo. A partir daí, construímos essa escola, que tem a cara do MST, a cara do quilombo, a cara do povo que luta. Nossa raiz é a mesma: a da luta, da resistência e da construção do mundo a partir da arte**.** “ Para Carina Veridiano, liderança do Quilombo Buieié, a troca com os mais velhos foi fundamental. “É muito importante construir a partir da vivência dos nossos mestres, porque eles têm muito conhecimento. Essa escola agrega esse saber para repassar às nossas futuras gerações”, afirma. “Fazemos a luta com arte, com resistência. A luta nos cansa, mas é importante fazê-la com arte e alegria, honrando nossos ancestrais”. ## Metodologia participativa e programação _Foto: Agatha Azevedo_ Durante os quatro dias na UFSJ, participantes de diferentes assentamentos do MST e do quilombo Buieié se reúnem para vivências teatrais, debates e sínteses coletivas. A programação conta ainda com a presença de artistas-militantes como Sérgio Pererê, Mestre Boi, Mestre Prego, Mestre Farinhada e Ofélia Ortega. As atividades se organizam em quatro eixos: Composição, Artes Visuais, Teatro e Comunicação, complementados por oficinas de práticas sonoras e corporais. A metodologia é participativa e dialógica, inspirando-se na Escola de Artes João das Neves – referência do MST desde 2017 – e combinando conhecimentos acadêmicos do teatro político com saberes tradicionais e experiências comunitárias. “A escola de arte é um pilar que sustenta a reforma agrária, que sustenta a identidade Sem Terra”, reforça Carol Rodrigues. “Ela constrói sujeitos mais livres e lutadores dentro do projeto da reforma agrária popular”. ## Realização e apoio _Foto: Leidi Assis_ A Escola de Teatro Político e Popular de Minas Gerais é uma realização do Coletivo Fuzuê (UFSJ), em parceria com o Coletivo de Cultura da Zona da Mata do MST em Minas Gerais e as comunidades quilombolas da Zona da Mata Mineira. O projeto foi viabilizado pela Lei Aldir Blanc, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo do Governo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura. _*Editado por Fernanda Alcântara_ * Whatsapp * Facebook * Twitter * Copy
mst.org.br
January 29, 2026 at 6:05 PM
Sempre più artisti mettono a disposizione della comunità la propria arte per sensibilizzare i cittadini nei confronti dei temi vicini all’#ambiente. E ora tocca al mare #arteeambiente #arteecultura #greenplanner #SavetheSea
www.greenplanner.it/2025/12/05/a...
December 9, 2025 at 1:02 PM
Non sono più collegati alla clandestinità, ma a rituali di incontri che hanno a che fare con lo slow e, soprattutto, senza collegamenti digitali #arteecultura #sostenibilità #greenplanner www.greenplanner.it/2025/11/21/s...
November 21, 2025 at 1:59 PM
Assista A Filha do Sol Nascente, todos os sábados de novembro, às 17h30, no Teatro Shopping Metrô Tatuapé – Sala Léa Garcia.
Uma história emocionante sobre coragem e esperança.

#AFilhaDoSolNascente #TeatroTatuapé #ArteECultura #Bubble #BubbleVirtual
November 5, 2025 at 2:02 PM
A Filha do Sol Nascente está em cartaz todos os sábados de novembro, às 17h30, no Teatro Shopping Metrô Tatuapé – Sala Léa Garcia.
Uma história cheia de aventura, emoção e esperança que encanta toda a família.

#AFilhaDoSolNascente #TeatroTatuapé #ArteECultura #TeatroInfantil #Bubble #BubbleVirtual
October 22, 2025 at 2:06 PM
Contest fotografici ma non solo: al via una rassegna di iniziative, mostre dedicate al linguaggio visivo, uno strumento emotivo di denuncia sociale, consapevolezza e memoria #arteeambiente #arteecultura #sostenibilità #greenplanner www.greenplanner.it/2025/09/24/i...
September 25, 2025 at 8:48 AM
Presso l'Università degli Studi Milano Bicocca ha preso il via la IV edizione del Planet Art Camp, il format scientifico-artistico che vuole sensibilizzare gli studenti e tutti i cittadini sugli effetti della crisi climatica #greenplanner #arteecultura
www.greenplanner.it/2025/09/22/p...
September 22, 2025 at 2:19 PM
Tutti i presupposti del nuovo spettacolo sull'acqua di Marco Paolini, scritto in collaborazione con Giulio Boccaletti #acqua #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/09/15/b...
September 17, 2025 at 7:45 AM
Fra settembre e ottobre nuovi appuntamenti dedicati al #cinema: al via la terza edizione del concorsoY-40 Film Festival - con iscrizioni aperte fino al 20 settembre - e Cineterme #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/09/10/a...
September 12, 2025 at 10:39 AM
Festival del cinema: tra Roma, Lucca e Torino tre  appuntamenti che uniscono arte, cultura e sostenibilità #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/09/09/f...
September 11, 2025 at 6:56 AM
A scrivere un saggio per guardare, anzi ascoltare, la crisi climatica in maniera diversa è Dario Giardi che nelle pagine di E se fosse la musica a salvarci - La memoria dei suoni e la sfida climatica, riassume i suoi due grandi amori #arteeambiente #arteecultura
www.greenplanner.it/2025/08/20/l...
August 21, 2025 at 7:57 AM
Fino al 13 ottobre all'interno dello spazio espositivo La foresta della tranquillità sarà possibile assistere all'installazione cinetica The Hidden Plant Community, creata dal team di Stefano Mancuso #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/07/23/e...
July 24, 2025 at 11:06 AM
Quando la tecnologia finisce nelle mani di un’artista ne possono uscire meraviglie #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/07/22/w...
July 23, 2025 at 9:55 AM
Sul Lago di Como un nuovo spazio di land art dedicato alle donne a cui è stato impedito di realizzare i propri sogni #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/07/15/g...
July 15, 2025 at 12:52 PM
Tra Cogne e il versante piemontese, nei prossimi giorni, sono in programma incontri di teatro per far riflettere su alcune tematiche ambientali #arteeambiente #arteecultura #greenplanner
www.greenplanner.it/2025/06/27/t...
June 27, 2025 at 1:53 PM
Al via la terza edizione del concorso Lucca Film Festival for Future, dedicato a cortometraggi su ambiente, società e giovani generazioni #arteeambiente #arteecultura #sostenibilità #greenplanner www.greenplanner.it/2025/06/27/s...
June 27, 2025 at 9:42 AM
Il Masi di Lugano allunga all’estate tre mostre dedicate, a loro modo, al tema della natura in un andirivieni di epoche, stili espressivi e sentimenti. Tra questi spicca Louisa Gagliardi #arteeambiente #arteecultura #greenplanner www.greenplanner.it/2025/05/27/s...
Artisti della natura in mostra al museo Masi di Lugano
Il Masi di Lugano allunga all’estate tre mostre dedicate, a loro modo, al tema della natura in varie epoche, stili espressivi e sentimenti
www.greenplanner.it
May 27, 2025 at 10:42 AM
A Arte, practicada desde idades temperás, repercute positivamente no desenvolvemento das persoas: fainos máis sensibles, tolerantes, creativas e apórtanos estructuras de pensamento complexas.
#DíaMundialDaArte #ArteÉDesenvolvemento #ArteÉCultura
April 15, 2025 at 9:51 AM
Il T.ink - Festival di Illustrazione sta per tornare a Tortona con una nuova edizione che promette di entusiasmare gli appassionati di arte e#arte #artedigitale #arteecultura #arteeinchiostro #artegrafica #artevisiva #artistiemergenti #artistiindipendenti
www.corrierenerd.it/t-ink-festiv...
March 30, 2025 at 6:09 AM
#cinema
#arteecultura
No *Arte e Cultura* de hoje: *Antonio Candido, anotações finais', de Eduardo Escorel, estreia no Canal Brasil*
coletivearts.blogspot.com/2025/02/arte...
February 20, 2025 at 10:11 AM