E tenho certeza de que o motorista me viu.
Mas o mesmo ônibus não parou,
E logo da minha vista sumiu.
Não é a primeira vez que espero,
Não é a primeira vez que sou esquecido.
Por isso, não me desespero,
Pois já se tornou um sentimento conhecido.
E tenho certeza de que o motorista me viu.
Mas o mesmo ônibus não parou,
E logo da minha vista sumiu.
Não é a primeira vez que espero,
Não é a primeira vez que sou esquecido.
Por isso, não me desespero,
Pois já se tornou um sentimento conhecido.
Mas nenhum é o que eu espero.
Sem nem saber onde estou, sigo pensando,
Acostumado, nem me desespero.
Penso: "Uma hora ele tem que passar."
Ingênuo eu, achar que ele virá só porque estou aqui,
E continuo, como um idiota, a esperar.
Mas nenhum é o que eu espero.
Sem nem saber onde estou, sigo pensando,
Acostumado, nem me desespero.
Penso: "Uma hora ele tem que passar."
Ingênuo eu, achar que ele virá só porque estou aqui,
E continuo, como um idiota, a esperar.
Sento no banco desconfortável.
Por não ter ninguém, sei que não estou incomodando,
O que me deixa um pouco mais confortável.
Música tocando no meu ouvido,
A ponto de eu não conseguir me escutar.
Para mim, sou um desconhecido,
Mas finjo não me importar.
Sento no banco desconfortável.
Por não ter ninguém, sei que não estou incomodando,
O que me deixa um pouco mais confortável.
Música tocando no meu ouvido,
A ponto de eu não conseguir me escutar.
Para mim, sou um desconhecido,
Mas finjo não me importar.