GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle
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De símbolo de rebeldia a 'cafonice retrô': corte mullet volta com força e estilo para os homens em 2026
Ame ou odeie, os mullets são o momento. Ou melhor, eles nunca caíram no esquecimento do imaginário popular, mas reinventaram-se com o tempo. A verdade é que o corte de cabelo, que sobreviveu ao estigma de "cafonice retrô" depois que deixou de ser símbolo de intransigência, é a principal tendência de cabelo para os homens neste ano. Agora em uma versão mais moderna e modesta, sem os exageros do passado, o mullet virou sensação no tapete vermelho do último Globo de Ouro 2026, no domingo (11). Estrelas do cinema internacional referências em estilo masculino como os atores Jacob Elordi, Glen Powell e Connor Storrie provaram essa tese. Resolvemos revisitar e destrinchar esse corte de cabelo tão icônico e polêmico, é verdade, datado da Antiguidade e que já foi o alvo de críticas, visual de grandes nomes da história, da cultura e do esporte. Os mullets do Globo de Ouro 2026. Dá esquerda para a direita: Jacob Elordi, Glen Powell e Connor Storrie. Getty Images Caracterizado pelo contraste entre a frente e as laterais curtas e a parte traseira alongada, segundo explica o hair stylist Ricardo dos Anjos, o mullet está há muitos séculos na história da sociedade. Com registros históricos da Antiguidade — de romanos a vikings e povos nativos —, ele cumpria funções mais práticas, como a proteger da nuca contra o sol e o frio. Outra curiosidade sobre a origem é que antes da década de 1990, o corte era conhecido como “pigmaleão”, em referência ao mito grego do escultor que busca reproduzir a mulher perfeita e acaba se apaixonado pela estátua. A lógica conversa com a ideia do penteado, este que é "esculpido" e feito sob medida ao rosto da pessoa que o escolhe. O mullet teve origem na Antiguidade clássica e apareceu em momentos importantes da história. À esquerda, retrato de James Knox Polk, o 11º presidente dos Estados Unidos. Wikimedia Commos "O formato que conhecemos hoje só começou a ganhar força nos anos 70 e se consolidou nos anos 80, principalmente com o rock, o punk e a cultura pop", remonta o especialista. Visual preferido dos músicos: do rock ao sertanejo Do rock ao sertanejo: os músicos foram os grandes responsáveis por disseminar os mullets. GQ Brasil Se existiu uma categoria responsável por "espalhar a palavra" dos mullets, certamente essa categoria foi a dos músicos. Inclusive, foi por conta de uma canção que o termo se popularizou entre os salões de beleza mundo afora. Mas David Bowie, em sua fase Ziggy Stardust (alter ego alienígena do artista britânico que marcou os anos 1970 com o disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars), é um dos grandes símbolos desse corte que, com ele, ganhou o tom ruivo e ousado. Mesmo depois dessa era do artista, ele continuou a usar o penteado. Nos anos 1980, foi a vez de Michael Jackson testar o corte. Apesar da versão do Rei do Pop ter sido menos espalhafatosa, marcou o auge da sua carreira: na época do lançamento de Thriller, trabalho que mudou o rumo da indústria fonográfica. O mullet também foi visual de grandes artistas do rock e do punk, como o caso do músico Iggy Pop. Até que nos anos 1990, o mullet chegou em sua fase menos contracultura, só que, ao mesmo tempo, mais exagerada. Em 1979, Iggy Pop com o seu mullet. Na época, o cantor lançava o 3º álbum solo "New Values". Getty Images Com figuras como a do cantor country norte-americano, Billy Ray Cyrus, aderindo ao corte com um topo desfiado e a cauda mais longa. A música Mullet Head, lançada pela banda de rap rock Beastie Boys em 1994, deu palco para críticas e piadas com o corte de cabelo considerado caricato na época. No Brasil, a dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó se tornou emblemática ao trazer o mesmo mullet de Billy Ray para jogo. No fim da década de 1980, com o disco Os meninos do Brasil, o visual chamava atenção pela proposta exagerada, com a parte longa e o topo da cabeça repicado. Chitãozinho & Xororó na contracapa do disco "Os meninos do Brasil, de 1989 Divulgação Corte de jogador E, como mais uma prova de sua popularidade, o mullet também apareceu com força no universo futebolístico. Dentro de campo, jogadores brasileiros e internacionais marcaram gerações com o visual. A exemplo de Renato Gaúcho (1988), Ricardo Rocha (1990) e Neymar Jr. (2012). Jogadores de futebol brasileiro que aderiram ao corte: Neymar Jr., Renato Gaúcho e Ricardo Rocha. Bia Jacks/GQ Brasil Vale dizer que há diversas adaptações para o mullet: ele pode aparecer em moicanos, em cortes de camadas com franja (shaggy), com comprimentos maiores ou menores e em fios crespos e cacheados, conforme detalha Ricardo dos Anjos. O ponto alto dele é justamente por ser altamente adaptável e versátil ao estilo pessoal. O tal do 'mullet moderno' Na nossa lista de tendências em cabelos masculinos em 2026, o mullet moderno está presente. Mas, afinal de contas, como definir essa modernidade? Bem, segundo especialistas, ela se dá por meio de camadas mais integradas, a parte traseira equilibrada e a frente desenhada para valorizar o formato do rosto. O styling também assume protagonismo, com o uso de finalizadores, pomadas e óleos que ajudam a dar um efeito mais descolado ao corte. “O mullet deixou de ser um corte ‘fantasia’ e passou a ser uma opção de personalidade e estilo”, avalia o profissional. Austin Butler e Paul Mescal com mullets modernos Bia Jacks/GQ Braisl
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January 16, 2026 at 10:13 PM
Kleber Mendonça, diretor de 'O Agente Secreto', vai a primeiro desfile junto da família em Milão
O já premiado diretor de O Agente Secreto, o recifense Kleber Mendonça Filho, participou pela primeira vez de um desfile e começou a tarefa em grande estilo: com a grife Zegna, na Semana de Moda masculina de Milão, nesta sexta (16), menos de uma semana após ser premiado com o longa no Globo de Ouro, nos Estados Unidos. Mendonça Filho bateu um papo com a GQ Brasil. Assista. "Ao longo dos meus filmes, da minha carreira, fui prestando cada vez mais atenção à ideia de roupa. A roupa faz parte de uma narrativa, de uma história, e também é um elemento estético de um filme", afirma. Kleber Mendonça Filho no backstage do desfile da Zegna na Semana de Moda de Milão outono/inverno 26. Thiago Biagi/GQ Brasil Segundo o diretor, essa percepção sobre a importância do figurino só surgiu graças à parceria com a figurinista Rita Azevedo, que recriou o guarda-roupa brasileiro dos anos 70 para O Agente Secreto. Initial plugin text "Isso é algo que eu não tinha voltando há 20 anos, quando fazia meus curtas metragens e até quando fiz meu primeiro longa, O Som ao Redor", diz. O filme narra a jornada do professor Marcelo para escapar de uma ameaça de morte durante o regime militar no Brasil (1964 - 1985) e emplacou a vitória no Globo de Ouro no último domingo (11) de melhor filme de língua não inglesa e de melhor ator para Wagner Moura, ator que desbancou estrelas consolidades de Hollywood. A produção também venceu o Critic's Choice Awards, neste mês. Já no ano passado, Kleber foi eleito como melhor diretor no Cannes, em maio do ano passado. Leia mais sobre 'O Agente Secreto' na GQ Brasil Com tantos tapetes vermelhos e a possibilidade concorrer ao Oscar, em março, o diretor passou a se aproximar dos grandes eventos estrelados. No desfile, estavam presentes nomes como Mads Mikkelsen, de Hannibal, Matt Smith, de A Casa do Dragão e The Crown e Giancarlo Esposito, de Breaking Bad. "Podem até dizer que tenho nada a ver com isso, mas é onde eu transito. Eu transito na minha cidade no Brasil e cidades estrangeiras no Brasil. Por exemplo, trabalhar com a Zegna e vestir essas roupas", diz. Na passarela, também viu elementos que ele mesmo aplica ao levar suas histórias ao cinema. "Achei teatral e muito sofisticado de uma maneira boa", diz. No desfile, esteve acompanhado dos filhos e da esposa, a francesa Emilie Lesclaux, 46, também produtora de O Agente Secreto.
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January 16, 2026 at 10:17 PM
Quem são os três filhos do ator Wagner Moura
O ator brasileiro Wagner Moura, 49, abriu mais detalhes sobre a sua jornada com a paternidade em entrevista ao programa de entrevistas da atriz Drew Barrymore, exibido pela emissora de televisão americana CBS. O trecho da conversa foi divulgado nesta última quinta-feira (15). "Ser ator é outra coisa [que me define], mas ser pai está acima do resto. É uma aventura. Algumas vezes você comete erros, diz coisas que não deveria dizer, toma decisões que não deveria tomar. E o que estou aprendendo é que é preciso me perdoar", comentou. Casado há 25 anos com a fotógrafa e documentarista Sandra Delgado, Wagner é pai de três adolescentes: Bem, 19, Salvador, 15, e José, 13. Initial plugin text Quem são os três filhos de Wagner Moura? No papo com a atriz e apresentadora norte-americana, o astro brasileiro que está brilhando na carreira internacional por O Agente Secreto, filme do diretor Kleber Mendonça Filho, relembrou a experiência ao ser pai ainda jovem. "Quando eu tive o meu primeiro filho, eu só tinha 29 anos, quase 30. Na idade dos homens é como se eu tivesse 12", disse descontraído. Bem Moura nasceu em agosto de 2006, após cinco anos da união de Wagner e Sandra (os dois estão juntos desde 2001). O casal se conheceu na faculdade, quando cursaram comunicação social na Universidade Federal da Bahia. Mas o namoro só engatou após formados. O primogênito é o que mais aparece na mídia. Ele tem uma conta ativa no Instagram, apenas com duas publicações, e chama bastante atenção pela semelhança física com o pai. Leia também E tudo indica que ele seguirá os mesmos passos dos pais no audiovisual. O jovem estuda cinema em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde a família mora há 8 anos, e acompanhou as gravações do longa que garantiu a estatueta de Melhor Ator em Drama no Globo de Ouro 2026. O próprio herdeiro compartilhou o clique ao lado do pai, em uma publicação na rede social feita em julho de 2025, no set de O Agente Secreto. Wagner Moura com Bem, seu primogênito de 19 anos. Reprodução/Instagram @bem_moura_ O filho do meio do casal é o Salvador, que diferente de Bem, não teve a data do seu nascimento divulgada. Mas calcula-se que ele tenha 15 anos. O adolescente não tem perfil nas redes sociais e um dos seus únicos registros foi compartilhado em abril de 2023. Na ocasião, ele estampou a capa do disco da banda de Wagner Moura, Sua Mãe, formada pelo ator com amigos da escola e da faculdade, desde 1992. O retrato de Salvador foi inspirada na capa do álbum The Best of 1980-1990, da banda de rock irlandesa U2. "No disco deles tem uma criança com um capacete de guerra. Aqui temos o nosso filho vestindo um boné do MST", explicou Sandra em uma publicação feita no Instagram. Salvador Moura, filho do meio de Wagner e Sandra, foi capa de um projeto musical da documentarista. Reprodução/Instagram @sandradelgado1976 Já o caçula, José, de 13 anos, é o mais preservado na mídia. Ele também não possuiu redes sociais e a foto mais recente em que aparece é de um registro também publicado por Sandra no Instagram, feito no Dia das Mães em 2022. No clique, ele está do lado dos irmãos e da mãe. Sandra Delgado, esposa de Wagner Moura, em clique raro com os três filhos: Bem, Salvador e José Reprodução/Instagram @sandradelgado1976
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January 16, 2026 at 10:16 PM
Herdeiros revelam causa da morte de Oscar Maroni e fazem "rebranding" de famoso bordel Bahamas do empresário: "Balada mais sem vergonha"
Nos últimos cinco anos, o empresário Oscar Maroni, morto em dezembro aos 74, havia se tornado ainda mais teimoso e centralizador à frente do Bahamas Hotel Club, negócio erguido por ele na década de 90 em São Paulo. No passado, o endereço já o colocara em problemas, como a prisão sob acusação de exploração de prostituição e longas batalhas judiciais. Os filhos não entendiam bem a mudança de comportamento. Uma simples proposta de reparo no salão o irritava. As reuniões eram inconclusivas. Maroni parecia perder o fio da meada. Em outros momentos, tomava decisões ainda mais impulsivas do que o costume. Ninguém parecia disposto a questionar a autoridade do “rei da noite” - até Maroni sofrer uma queda e, depois, retirar um coágulo do cérebro, em 2023. No pós-operatório, os filhos o convenciam a passar por exames com a desculpa de consultas ortopédicas. Aos poucos, Maroni deixou de questionar sobre o Bahamas, a sua maior obsessão na vida. No lugar, perguntava da ex-esposa, com quem teve quatro filhos: “Ela não vem me visitar?”. Mas Marisa Vaccari havia morrido vítima de um câncer em 2022. Os dois se separaram quando os filhos ainda entravam na adolescência. Causa da morte Em 2022, Maroni recebeu tratamento contra um câncer de próstata, mas, em novembro de 2025, descobriu-se uma metástase, que provocou a falência múltipla de órgãos e sua morte, no dia 31 de dezembro de 2025. Até agora, a causa não havia sido divulgada. Os médicos acreditavam que os problemas neurológicos eram causados pelo Alzheimer. À GQ Brasil, um dos herdeiros de Maroni, Aratã Maroni, 38, revelou que o pai, na verdade, teve um quadro de DFT, ou Demência Frontotemporal, que atinge os lóbulos frontais do cérebro. “Essas regiões estão ligadas ao comportamento social, ao controle das emoções e à linguagem”, explica o neurologista Fabiano Ferreira de Abrantes, médico da Rede D’Or, consultado pela GQ e sem relação com o caso. Leia mais na GQ Brasil Segundo o especialista, enquanto o Alzheimer provoca esquecimento de lembranças recentes, essa perda de memória não é uma regra do DFT. Não é possível detectá-la com apenas um sintoma. O diagnóstico se dá a partir de exames de imagem cerebrais e acompanhamento clínico. A causa mais provável é genética, mas Abrantes afirma que até hoje a ciência não mapeou um agente específico para ser combatido no organismo. Por isso, não há cura. O tratamento envolve antidepressivos e antipsicóticos para frear os sintomas. "Vê-se dificuldade para realizar tarefas complexas, apatia, perda de empatia, desinibição e adoção de comportamentos repetitivos e compulsivos”, acrescenta o especialista. A DFT também pode afetar a linguagem, causar erros gramaticais e fazer o paciente esquecer o significado das palavras. “Ele sabia quem a gente era, mas se confundia. Me chamava de Eros, que é o nome do meu tio, mas sabia que estava falando comigo”, lembra Aratã. Após o agravamento da doença, Maroni se hospedou em uma casa de repouso, em São Paulo, mas, em meados de 2023, o tratamento continuou na fazenda de 1.300 hectares da família em Araçatuba, onde os Maroni criam gado e cultivam soja, cana e milho. Maroni em frente ao Bahamas Hotel Club, em 2017; aos fundos, o hotel embargado e jamais inaugurado do "rei da noite" Reprodução/YouTube Rebranding do Bahamas Os filhos já haviam assumido a administração do Bahamas na ausência do pai. O prédio construído em Moema - bairro com aparência tranquila onde se concentra uma das principais rotas do sexo liberal de alto padrão em São Paulo - hoje é gerido pelo filho Aratã, responsável por ampliar a marca Bahamas, após os herdeiros dividirem a responsabilidade dos negócios do pai. Para isso, ele pretende realizar um rebranding, uma repaginada na marca. A primeira medida foi investir em uma hamburgueria, a Bahamas Burguer, inaugurada em dezembro, com opções como “Ménage à trois”, “Noite picante” e “Pós-balada”. Os próximos investimentos serão em uma gastronomia mais requintada no andar superior e uma balada “mais sem vergonha”, nas palavras dele, no subsolo do Bahamas. A inspiração vem de Hugh Hefner, magnata criador da revista Playboy, famosa pelo coelhinho. A ideia é manter a marca atrelada à sexualidade, mas como símbolo de lifestyle, incluindo aí a venda de souvenirs. “Minha ideia é que o marido possa comprar uma lingerie com o [logo] do coqueirinho para a esposa sem deixá-la brava”, diz Aratã. Aratã (foto) assumiu a ponta de marketing do clube, onde há uma estante para charutos ao lado do bar Claudio Gatti/Divulgação O Bahamas é um prédio com 22 suítes, das mais enxutas às mais amplas nos andares superiores. Maroni era obcecado por mármore e mandou revestir todo o piso com a rocha. No salão de entrada, há mesas, um lago artificial para carpas, um piano, um bar com um garçom de gravata borboleta e assentos reservados que servem como camarotes. Na parede, fica um alerta que proíbe qualquer fotografia nas dependências da casa. A localização é estratégica: próxima ao aeroporto de Congonhas, onde durante o dia é possível sentir o tremor dos aviões que decolam e aterrissam - o que, na interpretação do negócio, facilitava a chegada de executivos e turistas a passeio com grana para pagar por um programa. Aratã explica que o pai desconhecia os termos de marketing, mas sabia fazer publicidade do negócio. “Não sei exatamente como o coqueirinho foi criado, mas ele brincava: no coqueiro, você pode trepar à vontade que não dá galho”, ri. Acauã Maroni (à esq.) será responsável pela parte financeira do Bahamas; Aratã (à dir.), pelo marketing e implementações na casa Claudio Gatti/Divulgação A contabilidade do dia a dia ainda se fazia à moda antiga. “Pelo meu pai, até hoje o Bahamas teria uma comandazinha de mão [para anotar os pedidos]”, afirma. Segundo ele, o sistema nem sempre contabilizava quantas bebidas eram servidas, causando problemas no estoque, e havia até episódios como subornos pagos por clientes a funcionários para entrar com valor mais barato. O filho diz ter informatizado o processo, até mesmo para aliviar a própria agenda. “Meu pai queria ficar a noite toda aqui cuidando. Eu, não”, diz. “Sou apaixonado por dashboards.” O pai só permitiu Aratã entrar no Bahamas após os 18 anos. Antes, restringia-o a trabalhar como office boy do escritório dos Maroni. Praticante de jiu-jitsu, ele ajudou o pai a organizar um torneio de luta em São Paulo nos anos 2000, quando conheceu o boxeador Mike Tyson e treinou com Wanderley Silva. É pai de duas meninas e afirma levá-las à escola todos os dias. De Maroni, herdou o gosto por motos, cavalos e armas. Os filhos deixaram a Harley Davidson no salão do clube como homenagem e Aratã pratica tiro esportivo. (Em 2008, Maroni foi inocentado da acusação de posse ilegal de arma de fogo restrito. À época, a polícia apreendeu uma pistola Walther, calibre 9 milímetros, guardada em um cofre da boate. Maroni foi preso, mas a Justiça considerou que a arma não era potente suficiente para ser considerada de uso restrito, ou seja, apenas para militares). A família sabia bem da natureza do negócio. “Ele falava de sexo tempo inteiro, mas naturalmente. Sexo é só sexo - e acho que esse foi o melhor conselho que ele me deu”, afirma. “Nunca fomos uma família maluca”, acrescenta. Maroni começou no ramo quando, dizia, por recomendações médicas, visitou uma casa de massagem nos anos 70 e viu que havia solo fértil para prosperar com negócio similar na capital. “Só que o trabalho dele era um puteiro, só isso.” A prostituição não é crime no Brasil, mas a exploração é. O rufianismo, a popular cafetinagem, pode rende prisão de até quatro anos e multa. Assim, Maroni sempre operou sob o modelo don’t ask, don’t tell. Segundo o filho, as garotas e os frequentadores pagam a entrada e um eventual programa é negociado diretamente entre as partes. De quarta a domingo, um cliente paga R$ 400 (consumíveis) para entrar. Aratã - irmão de Aruã, Acauã e da única mulher do quarteto, a chef Aritana, todos com nomes inspirados em uma antiga novela da TV Tupi dos anos 70 - esclarece que o modelo deu “segurança jurídica” ao pai. “Eu não vendo sexo. Quem vende isso é ela. Eu ganho na entrada, na suíte e no bar”, pontua. Na prática, esse arranjo nem sempre funcionou. Em agosto de 2007, Maroni afirmou a uma emissora que o Bahamas era “sim, uma casa de prostituição de luxo, sim. Não vamos ser hipócritas, não vamos ser falsos”. Pressionado, distribuiu pizza para a imprensa acumulada na porta da boate com um bilhete escrito “estou de saco cheio” e provocação aos agentes municipais. Não pegou bem. Como resposta, a prefeitura comandada por Gilberto Kassab lacrou a boate e três dias após a declaração à rede de televisão, o empresário acabou preso pela Polícia Civil por exploração à prostituição, formação de quadrilha e tráfico nacional de humanos. Ficou preso durante 50 dias. Depois, pôde responder o processo em liberdade. Na saída, vestindo um terno risca de giz Armani, anunciou em coletiva de imprensa a própria candidatura à prefeitura de São Paulo, o que não aconteceu. Em 2011, foi condenado a onze anos de prisão. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e a absolvição só aconteceu em 2013, sob protestos do Ministério Público de São Paulo. Ao lado da boate, Maroni também havia construído o hotel Oscar’s Hotel, embargado na Justiça desde 2007. O prédio, praticamente pronto, com 223 suítes equipadas com janelas antirruído, salões para eventos e também assentado em mármore, recebeu ordem de demolição devido à proximidade com o aeroporto de Congonhas - os aviões passavam a cerca de 30 metros do ponto mais alto da torre. À época, Congonhas havia sido recentemente palco do acidente do voo 3054 da Tam, a maior tragédia da história da aviação brasileira, com 199 vítimas, após a aeronave sair da pista e bater contra um prédio. Durante o processo, o hotel também foi investigado sob suspeita de suborno a um agente da Aeronáutica para ser autorizado. Os Maroni entraram com recursos para evitar a demolição, com processo ainda correndo na Justiça. Hoje, o edifício chama atenção pelas pichações na fachada. O Bahamas ficou lacrado por seis anos e só foi reaberto em 2013. No ano seguinte, Maroni participou do reality "A Fazenda", mas acabou eliminado na primeira semana. Em 2018, candidatou-se a deputado federal com o número 90, do partido Pros, e com o final “69”. Com patrimônio declarado de R$ 13 milhões, investiu cerca de R$ 2 milhões na campanha, mas recebeu apenas 9 mil votos e não foi eleito. Defensor do agro, ainda teve a fazenda no interior de São Paulo ocupada pelo MST. Passagem de bastão Em 2023, já debilitado pela doença, passou o bastão em definitivo para os filhos com uma festa para celebrar os 30 anos de Bahamas, com um investimento de R$ 2 milhões para ampliações. A data escolhida foi o dia 6 de setembro, ou 6/9. A mudança de poder era um dos sinais do avanço da doença. Antes dela, Maroni era resistente à troca de comando, e comandas. “Você cria uma empresa como um filho, para fazê-la crescer e depender cada vez menos de você. Mas muitas pessoas não conseguem tirar o ego da frente. Muitas pessoas não conseguem. Meu pai não conseguia. Era muito centralizador”, diz Aratã. Os irmãos - que, hoje, assinam como “os Maroni “- se preparavam para o Ano Novo quando receberam o telefonema sobre a morte do pai. “Não foi um baque. Era uma coisa que trabalhava psicologicamente havia um tempo. Não foi dia para a noite. Mas minha mãe morreu em 2022 e digo que o sentimento de perda não vai embora. Você só se acostuma com ele”, lamenta. O corpo foi cremado no crematório da Vila Alpina, zona leste de São Paulo. Segundo o filho, as casas concorrentes do Bahamas Club, como a Scandallo, na região do Ipiranga, enviaram coroas de flores. Para este ano, Aratã visualiza a continuidade do negócio, desta vez em busca de um “público mais amplo”, afastado das polêmicas do passado, mas mantendo o DNA criado pelo. “O puteiro no Brasil é uma instituição social”. Imagem de despedida do Bahamas Hotel Club para seu fundador, Oscar Maroni (foto) Reprodução
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January 16, 2026 at 10:14 PM
Quer definir os cachos? Este finalizador de cabelo, eleito o melhor entre especialistas, te ajuda nessa missão
Os cabelos cacheados, crespos e ondulados requerem um cuidado especial. A lavagem com xampu e condicionador, apenas, não é suficiente para modelar os fios e deixá-los em sua melhor forma. Após o banho, um produto que não pode faltar na rotina capilar como último passo é o definidor/finalizador de cachos. Pensando nisso, trazemos uma indicação para quem procura ampliar os cuidados e, claro, apostar no melhor produto para esse momento. O finalizador Pro.Cronology Curvas Jelly da Eudora Siàge foi escolhido como o melhor da categoria, segundo jurados especialistas em cabelo. A opção, que trazemos abaixo como sugestão de compra, foi a vencedora do nosso prêmio anual de cuidados pessoais, o Grooming Awards Brasil. Finalizador Eudora Siàge Pro Cronology Curvas Jelly, de R$ 56,90 por R$ 50,90 "Traz mais durabilidade aos cachos sem os deixar esbranquiçados", descreveu Romeu Felipe, hair stylist e fundador do salão ROM Concept, considerado o maior do mundo. Além dele, quem também votou para a categoria foram os cabeleireiros Alan Vivian, Kenny Barbeiro e o cirurgião capilar Renan Brigante. Leia também Com textura gelatinosa e fragrância robusta, o produto da Eudora, do grupo O Boticário, prolonga a definição dos fios sem pesar o movimento. Além disso, o finalizador promete reduzir em até 76% o frizz. Compre o Finalizador Pro Cronology Curvas Jelly da Eudora Siàge. Veja aqui outros produtos campeões da categoria cabelo do Grooming Awards 2025 * Todos os produtos apresentados na GQ Brasil são selecionados de forma independente por nossos editores. No entanto, quando você compra algo por meio de nossos links, podemos ser remunerados via comissão. Os preços foram verificados na publicação deste conteúdo. Preços e disponibilidade estão sujeitos à variação.
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January 16, 2026 at 10:13 PM
7 lançamentos de Piet, Casio, Montblanc e mais
Confira abaixo a nossa seleção de novidades da moda na Vitrine GQ da semana. Os produtos apresentados a seguir são selecionados de forma independente por nossos editores. Piet Colaboração entre Piet e KidSuper. Divulgação A Piet, de Pedro Andrade, e a KidSuper, de Colm Dillane, se unem pela primeira vez em uma colaboração. A coleção integra o conceito de craftsmanship, unindo a técnica têxtil da Piet — como tricô 3D, crochê e bordados complexos — à linguagem artística da KidSuper, marcada por pinturas autorais e padronagens camufladas, desenvolvidas de forma descentralizada e colaborativa. O primeiro drop traz duas calças cargo, um boné, dois modelos de calçados e uma camiseta exclusiva, com destaque para o conjunto camuflado e detalhes em tricô 3D. A paleta de cores mescla tons terrosos com acentos em vinho, e as pinturas de Colm são digitalizadas e aplicadas às peças. A campanha conecta o Brasil e o futebol à coleção, com o ex-atleta Zé Roberto como protagonista. Reserva Go Chinelo Deck da Reserva Go. Divulgação A Reserva Go lançou o chinelo Deck em três versões, cada uma pensada para diferentes ocasiões e estilos: tira de borracha, versátil, resistente e funcional; tira de gorgurão com forro espumado, que proporciona mais firmeza e toque macio; e opção com tira e palmilha de couro, combinando acabamento sofisticado e conforto. Montblanc Artigos de couro do verão 2026 Montblanc. Divulgação A Montblanc apresenta a coleção Verão 2026 de artigos em couro, com formatos renovados e tonalidades inspiradas na natureza. A linha conecta a herança da Maison na escrita e nas viagens, transformando porta-canetas, carteiras e bolsas em acessórios funcionais, pensados para acompanhar a rotina urbana e o trabalho híbrido. Entre os lançamentos estão o Colar Pen Loop Sartorial, bolsas transversais Belt Crossbody e a linha Writing Traveler, que combina compartimentos para instrumentos de escrita e pequenos objetos pessoais. A coleção também inclui peças em couro Extreme, como a Pasta Sling e a On-Body Bag, com motivos geométricos e acabamento durável. Urban Coleção verão 2026 da Urban. Divulgação A coleção Verão 2026 da Urban se inspira em viagens e encontros e inclui camisas, polos, bermudas e calças que unem funcionalidade e versatilidade para o dia a dia, lazer e deslocamentos. Os tecidos tecnológicos garantem secagem rápida, elasticidade, impermeabilidade e resistência a odores, permitindo liberdade de movimento e facilidade de uso em múltiplos contextos ao longo do dia. Casio Casio CA-500WEBF, edição limitada inspirada em 'De Volta para o Futuro'. Divulgação O Casio CA-500WEBF chega ao Brasil como edição limitada inspirada em De Volta para o Futuro, celebrando os 40 anos do clássico. Baseado no CA-500 original com função calculadora, o modelo traz referências ao DeLorean, incluindo caixa prateada, botões coloridos e mostrador inspirado no painel de destino, além da gravação do lendário capacitor de fluxo. Com estética retrô-futurista, mantém a funcionalidade da calculadora e detalhes nostálgicos, como a pulseira com logotipo do filme e embalagem em estilo fita VHS. Ricardo Almeida Um dos novos modelos de sandália de Ricardo Almeida. Divulgação A Ricardo Almeida expande sua linha de calçados com duas sandálias em couro e camurça, nas cores preto e marrom. Com fabricação própria e solado quadrado característico da marca, a sandália de tira prioriza conforto e ajuste seguro com tira frontal e elástico traseiro, enquanto a de faixa apresenta tiras paralelas com fechamento em velcro, garantindo ventilação nos dias mais quentes. Burberry Coleção Primavera 2026 da Burberry. Divulgação A Burberry apresenta a Coleção Primavera 2026, reinterpretando seus ícones para o vestir entre estações. A linha aposta em silhuetas marcantes e os clássicos checks da maison. No masculino, destacam-se sobreposições descomplicadas, com trench coats leves, jaquetas com capuz, tricôs Aran com o Cavaleiro Burberry e camisetas com logo. Os checks aparecem em camisas, coordenados texturizados, sneakers e bolsas Chester com tramas tonais e detalhes em couro.
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January 16, 2026 at 10:25 PM
Hotéis com diárias de até R$ 66 mil, iates e clubes privados: visitamos o reduto dos bilionários na Flórida
Quando se pensa na Flórida, imagens de parques temáticos e outlets costumam surgir imediatamente. Mas o estado vai muito além desses clichês. Para quem busca um refúgio que una bem-estar, natureza e sofisticação, a região de Palm Beaches desponta como um dos destinos mais exclusivos dos Estados Unidos. Localizado a cerca de 1h30 de carro de Miami, o condado reúne 39 pequenas cidades marcadas por mansões à beira-mar, marinas repletas de iates, restaurantes premiados, spas de alto padrão e campos de golfe — elementos que definem o lifestyle da elite global. Não por acaso, estima-se que entre 56 e 58 bilionários possuam imóveis na ilha de Palm Beach, enquanto, no condado como um todo, os números variam de 44 a 68. Celebridades como Jon Bon Jovi, Sylvester Stallone, Serena Williams, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantêm casas de veraneio e iates na região. Entrada do hotel The Breakers, em Palm Beaches. Divulgação Hotéis icônicos e suítes de luxo Entre os endereços mais emblemáticos da região está o The Breakers, resort histórico fundado em 1896 pelo magnata ferroviário Henry M. Flagler. Símbolo do luxo clássico americano, o hotel segue como um dos principais ícones da hotelaria de alto padrão na Flórida. Para quem busca uma experiência mais intimista, os hotéis boutique surgem como alternativa sofisticada. O The White Elephant, por exemplo, combina design contemporâneo, coleção de arte própria e serviços personalizados (entre eles, o uso de uma BMW de cortesia para explorar os arredores). Na alta temporada, as diárias podem chegar a US$ 6 mil (cerca de R$ 32 mil, na cotação atual). Suíte mais cara do hotel Tower, em Boca Raton. Divulgação Em Boca Raton, o destaque é o The Boca Raton, complexo de luxo à beira-mar que reúne diferentes estilos de hospedagem, beach club privativo, spa premiado (abaixo, faça um tour virtual pelo spa Palmera) e uma marina integrada ao funcionamento do resort. Entre os cinco hotéis do complexo — Beach Club, Bungalows, Tower, Yacht Club e Cloister —, o Tower abriga a suíte mais cara da propriedade, com diárias de até US$ 12.250 (cerca de R$ 66 mil). Initial plugin text A relação com o mar é central. No resort, passeios de iate e veleiro fazem parte da experiência, assim como deslocamentos pelos canais do Intracoastal Waterway, que cortam a região. A marina privativa, às margens do Lago Boca Raton, oferece estrutura completa para embarcações e acesso direto aos serviços do hotel, reforçando um lifestyle náutico. Vista de parte do resort The Boca Raton, em Palm Beaches. Divulgação Bem-estar e esporte Palm Beaches construiu parte de sua identidade a partir do esporte e do bem-estar. São mais de 160 campos de golfe, além de clubes privados e torneios internacionais. Em Wellington, entre janeiro e abril, o polo e o hipismo colocam a cidade no centro do circuito equestre global, frequentado por atletas, investidores e nomes da alta sociedade, como príncipe Harry e Meghan Markle, que estiveram por lá em 2024. Campo de golfe do PGA National Resort & Spa, em Palm Beach Gardens. Discover The Palm Beaches Nos últimos anos, outro esporte ganhou espaço no lifestyle local: o pickleball, uma mistura de tênis e pingue-pongue. A modalidade se espalhou por clubes privados, hotéis e residências de alto padrão, com quadras exclusivas, incluindo versões flutuantes. Fora dos clubes, atividades ao ar livre fazem parte da rotina. Ciclovias, parques urbanos e áreas à beira-mar são usados para passeios de bicicleta, caminhadas, corridas e práticas como ioga. O interesse por saúde e longevidade também aparece no Eudemonia Summit, evento criado em 2024 e dedicado ao mercado de wellness, com aulas experimentais, palestras e convidados especiais — em 2025, a atriz Halle Berry participou de um painel sobre longevidade. Natureza preservada Apesar da concentração de riqueza, a região mantém áreas naturais expressivas. O litoral soma aproximadamente 76 km de praias, com recifes de mergulho e a presença de cinco das sete espécies de tartarugas marinhas do planeta. No interior do condado, reservas de vida selvagem como o Arthur R. Marshall Loxahatchee National Wildlife Refuge oferecem experiências de observação da fauna. Já o Lago Okeechobee é considerado um dos principais destinos dos Estados Unidos para a pesca esportiva, especialmente do robalo. Cultura, gastronomia e compras A história de Palm Beach está diretamente ligada a Henry M. Flagler, responsável pelo desenvolvimento de hotéis como o Royal Poinciana e o Palm Beach Inn, que mais tarde se tornaria o The Breakers. Sua antiga residência de inverno, Whitehall, hoje abriga o Flagler Museum. Museu Henry Flagler, na ilha de Palm Beach. Discover The Palm Beaches Além dele, a vida cultural se organiza em torno de instituições como o Norton Museum of Art e o Kravis Center for the Performing Arts, além de um calendário contínuo de festivais ao longo do ano. A cena gastronômica reúne mais de 3.200 restaurantes, equilibrando alta cozinha internacional e endereços locais. No varejo, a Worth Avenue — inspiração para a Rodeo Drive, em Los Angeles — segue como um dos endereços comerciais mais exclusivos dos Estados Unidos. O famoso relógio da Worth Avenue, em Palm Beach. Discover The Palm Beaches
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January 16, 2026 at 10:13 PM
20 anos de High School Musical: como está o elenco da trilogia de sucesso dos anos 2000
Neste mês, High School Musical completa 20 anos desde o seu lançamento. Após a estreia, se tornou o filme original mais bem sucedido do Disney Channel, garantindo uma sequência no ano seguinte, High School Musical 2. Em 2008, o último filme da trilogia, High School Musical 3: Senior Year, foi lançado nos cinemas. High School Musical foi o segundo filme mais assistido do Disney Channel em 2006, com 7,7 milhões de telespectadores em sua estreia nos Estados Unidos, ficando atrás apenas de The Cheetah Girls 2, que teve 8,1 milhões de telespectadores. O longa-metragem conta a história de Troy Bolton (Zac Efron), capitão do time de basquete, e Gabriella Montez (Vanessa Hudgens), nova aluna que se destaca em ciências e matemática. Os dois se conhecem em uma festa de Ano Novo, onde cantam juntos, e se reencontram na escola. Eles descobrem o talento para o canto e fazem um teste para o musical da escola. No entanto, preciam lidar com as vilanias da patricinha Sharpay Evans (Ashley Tisdale) e seu irmão gêmeo, Ryan (Lucas Grabeel). Em comemoração aos 20 anos da franquia, a GQ Brasil te conta como os protagonistas estão atualmente. Zac Efron antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução Zac Efron O personagem de Troy Bolton foi um divisor de águas na vida de Zac Efron. Quando ainda estava trilogia, ele participou do musical Hairspray (2007), ao lado de John Travolta e coleciona uma série de sucessos, como 17 Outra Vez (2009), Vizinhos (2014) e O Rei do Show (2017). Em 2019, ele surpreendeu ao interpretar o serial killer Ted Bundy no filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal. Seu trabalho mais recente foi a comédia romântica Um Caso de Família (2024), ao lado de Nicole Kidman e Joey King. Efron e Vanessa Hudgens começaram a namorar durante as filmagens do primeiro filme da franquia, e o relacionamento chegou ao fim em 2010, após cinco anos juntos. Vanessa Hudgens antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução/Instagram Vanessa Hudgens Após o sucesso de High School Musical, a artista assinou contrato com a gravadora Hollywood Records, lançando seu primero álbum solo, em 2006, com hits como Come Back To Me e Say OK. No entanto, ela decidiu focar na sua carreira de atriz, estrelando filmes como A Fera (2011), Viagem ao Centro da Terra 2 (2012), Spring Breakers (2012) e Tick, Tick... Boom! (2021). Um dos seus trabalhos de maior sucesso foi a franquia de A Princesa e a Plebeia, onde interpretou duas personagens bem diferentes: a cozinheira Stacy e a aristocrata Margaret. Vanessa ainda se destacou na Broadway, no espetáculo Gigi, e viveu Rizzo no musical Grease, ao vivo para televisão. Após o fim do relacionamento com Zac Efron, a atriz namorou Austin Butler durante nove anos. Em 2023, ela se casou com o jogador de beisebol, Cole Tucker, e têm dois filhos com ele. Ashley Tisdale antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução/Instagram Ashley Tisdale Após o fim da trilogia musical, a personagem de Ashley Tisdale, Sharpay Evans, ganhou um spin-off A Fabulosa Aventura de Sharpay (2011) e dublou a personagem Candace em Phineas e Ferb. Desde então, participou de diferentes projetos, como a série Hellcats (2010) e filmes como Pequenos Invasores (2009) e Todo Mundo em Pânico (2013). Desde 2014, a artista é casada com o compositor Christopher French, e mãe de duas filhas: Jupiter, 4 anos, e Emerson, 1 ano. Lucas Grabeel antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução/Instagram Lucas Grabeel Lucas Grabeel continuou trabalhando como ator, em séries de TV como Switched at Birth e Smallville. Ele fez uma participação especial na série High School Musical: A série: O Musical, inspirada na franquia original, como ele mesmo. O artista também atuou como dublador, emprestando sua voz em animações como Family Guy. Corbin Bleu antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução/Instagram Corbin Bleu Assim como Vanessa, Corbin Bleu foi convidado pela Hollywood Records a seguir na carreira musical, e lançou seu álbum de estreia, Another Side, em 2007, com o hit Push It to the Limit. No mesmo ano, ele protagonizou Jump In!, outra produção do Disney Channel. O artista não deixou a atuação de lado e participou de séries como Drop Dead Diva (2014) e Castle (2016), além de filmes como Megachurch Murder (2015) e Ovid and the Art of Love (2019). Apesar de ter trabalhado na música, cinema e televisão, foi no teatro onde Bleu mais se destacou, estrelando diversos musicais da Broadway, dentre eles: Usnavi em In the Heights, Godspell, One Life to live, Holiday Inn e Mamma Mia!. Ele é casado com a atriz canadense Sasha Clements desde 2016. Monique Coleman antes e depois de High School Musical Disney Channel/Reprodução/Instagram Monique Coleman Desde o fim de High School Musical, Monique Coleman passou a focar no seu trabalho como filantropa e ativista. Em 2011, foi nomeada como a primeira Campeã da Juventude da Organização das Nações Unidas. A artista defende bandeiras sobre o feminismo, movimento negro e empoderamento de jovens. Em 2010, ela lançou seu programa online chamado Gimme Mo, com o objetivo de dar voz, capacitar e empoderar jovens. Em 2018, o programa foi adquirido pelo canal Discovery Life Channel, e em 2019, ela foi indicada a um Daytime Emmy Award como Melhor Apresentadora.
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January 16, 2026 at 10:23 PM
Como tomar um bom banho, de acordo com os especialistas
Após mais de 70 horas confinados no quarto branco para a prova desta semana, os participantes do BBB 26, já infelizes com o mau cheiro corporal, receberam da produção um conjunto de lenços umedecidos para higiene íntima. Naturalmente, era um paliativo - 'É o que tem pra hoje.' Mas vamos esquecer um banho de gato como esse: o que significa afinal ter uma boa chuveirada de verdade? Pode ficar horas debaixo da água? Esfregar muito ou pouco? Só vale água fria ou está liberado, como dita o vernáculo online, deixar o "Lorenzetti torando"? E quantas vezes é ideal se banhar por semana? Respondemos suas dúvidas com o apoio de quem entende do assunto. Como tomar um bom banho? Além de ser um meio de limpar o corpo, a prática de se banhar está ligada à nossa cultura, aos cuidados pessoais de cada um e ao nosso bem estar físico e mental. Portanto, as normas listadas abaixo servem estritamente para definir boas práticas de higiene - sinta-se livre para adaptá-las a sua necessidade rotineira. Quanto tempo preciso ficar debaixo do chuveiro? "O banho deve ser curto. O tempo de duração varia de cinco a dez minutos", diz o Guia do Banho lançado em 2021 pelos especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Um tempo mais longo pode arriscar ressecar demais sua pele. Shampoo Eudora Siàge Men Divulgação Compre o Shampoo Eudora Siàge Men, que estimula o crescimento do fio, por R$ 35,90 Água quente não pode? O documento publicado pela sociedade dá sim preferência a banhos frios ou mornos. São mais saudáveis para a pele. Mas há evidências de que a água em uma temperatura entre 38 e 40° pode ser benéfica para o coração. "As altas temperaturas em uma banheira quente ou sauna fazem com que seus vasos sanguíneos se dilatem, o que reduz a pressão arterial", diz ao periódico de saúde da Faculdade de Harvard Dr. Adolph Hutter, professor de medicina da instituição. Caso você sofra de pressão baixa, por outro lado, é importante sim tomar cuidado com banhos muito quentes. Usei meu shampoo; preciso aplicar condicionador? Depende. "Fios lisos e mais oleosos dispensam o uso do produto. Para ondulados ou crespos, que costumam ter mais volume e ressecamento, indico passar o condicionador no comprimento e nas pontas, evitando a raiz", disse à GQ o hairstylist Wilson Eliodorio. Importante: se usá-lo, enxague-o 100% após a aplicação, sem deixar resquício. Condicionador Keune Care Confident Curl Divulgação Compre aqui o condicionador Keune Care Confident Curl para cabelos cacheados e crespos, por R$ 154,90 Que sabonete usar? O Guia do Banho recomenda aqueles com Ph abaixo de 5. "Eles facilitam a retirada de impurezas e mantêm a integridade da pele", dizem os especialistas. Evite usar com muita frequência os sabonetes antissépticos, pois estes são mais alcalinos e podem ferir a camada protetora da pele. Devo esfregar bem forte? Ao limpar o corpo, vale na verdade ser gentil com a bucha ou esponja - e, por consequência, com sua tez. Sabonete em barra Mantecorp Glycare Control Divulgação Compre aqui o sabonete em barra Mantecorp Glycare Control, por R$ 54,90 E se meu banho for na banheira? Primeira coisa é se lavar inteiro antes no chuveiro, para não acabar marinando em um caldo de suas próprias sujeiras e germes. De resto, as mesmas regras valem: não fique tempo demais (uma hora é exagero) e mantenha a temperatura do banho no campo dos 38°. Para máximo relaxamento, opte por sais de banho na água e uma vela aromatizante no ambiente. Vela Granado Limão & Neroli Vintage Divulgação Compre aqui a vela Granado Limão & Neroli Vintage, por R$ 148 Se hidrate depois de sair - realmente pode parecer contraditório, mas a pele resseca debaixo do chuveiro ou submersa na banheira, devido ao impacto na camada protetora da epiderme e a interação com produtos de limpeza (o mesmo acontece com os genitais, um dos motivos do sexo no box não ser assim tão sexy quanto parece). A recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia é usar um hidratante corporal após sair da ducha - de preferência ainda dentro do banheiro, ambiente que potencializa a absorção do produto. Seque o pênis - água e sabão é o básico da lavagem da área íntima. Mas também é essencial secá-la de acordo. Afinal, a "inflamação do prepúcio e da glande por fungos, a chamada balanopostite, pode surgir com o acúmulo de calor e umidade", disse à GQ Brasil o Dr. Ricardo Miyaoka, urologista do Hospital São Luiz Campinas, da Rede D’Or. Hidratante corporal Bioderma Atoderm Crème Ultra Divulgação Compre aqui o hidratante corporal Bioderma Atoderm Crème Ultra, por R$ 60,90 Quantas vezes tomar banho? Não há um só número de vezes ideal. O Harvard Health Publishing, por exemplo, aconselha contra tomar banho todo dia. O hábito, segundo os especialistas, é circunstancial: se você malha várias vezes por semana, naturalmente deveria tomar banho sempre após os exercícios. Se trabalha presencialmente, locomovendo-se pela cidade, vale cuidado similar. A dermatologista Isabella Baltazar reforça que, em países de clima tropical, a limpeza de certas partes do corpo deve ser mais frequente - ainda que a preocupação nesse caso seja de caráter social. "As axilas, genitais e pés devem, sim, ser higienizados diariamente, já que são áreas com glândulas de cheiro", comenta. Todos os produtos apresentados na GQ Brasil são selecionados de forma independente por nossos editores. No entanto, quando você compra algo por meio de nossos links, podemos ser remunerados via comissão. Os preços foram verificados na publicação deste conteúdo. Preços e disponibilidade estão sujeitos à variação.
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January 16, 2026 at 10:27 PM
O que é axilismo? Entenda o fetiche citado por Juliano Floss envolvendo Marina Sena no BBB 26
Confinado no BBB 26, Juliano Floss admitiu que gosta de cheira a axila de sua namorada, Marina Sena. Durante sua participação no programa, o influenciador digital confessou seu "fetiche" para outros brothers e perguntou se eles gostam de fazer o mesmo, ou até mesmo já tiveram parceiros que cheiraram a região. "Eu achava que era uma coisa minha, uma coisa doentia. Agora do nada eu tô cheirando o suvaco dos outros. Mas é muito gostoso", confessou Juliano no reality show. "Eu tenho vergonha de falar. Mas o que me pega é o cheirinho bom". Initial plugin text Esse desejo tem nome: axilismo. O fetiche ficou popular nas redes sociais nos últimos anos e se consiste na atração sexual provocado por axilas. Apesar de nem sempre ser uma região que agrada as pessoas, outras já sentem tesão por seu odor e pelos. Normalmente, quem é adepto ao axilismo gosta de cheirar, beijar e até mesmo lamber a axila de seu parceiro. Outros também se atraem pela aparência da axila, já que a região pode muitas vezes ser musculosa e bem desenhada. Por que isso acontece? Especialistas afirmam que a atração por axilas está ligada principalmente à química corporal, já que o local produz feromônios ligados ao odor que estimulam áreas do cérebro ligadas ao sexo. Assim, um simples contato com essa parte do corpo pode provocar uma excitação intensa na pessoa. O fetiche é principalmente comum em homens e pode estar ligado às práticas do BDSM, onde a pessoa dá mais atenção para as axilas na hora do sexo, seja prendendo as mãos de seu parceiro acima da cabeça, para deixar a região exposta durante o ato.
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January 15, 2026 at 4:16 PM
João Lucas, marido de Sasha, sobre ataques à masculinidade: 'Hombridade não é amar futebol e pornografia'
"O que te falta é testosterona". Esse é apenas um exemplo dos comentários que o cantor João Lucas, 26, costuma receber nas redes sociais a respeito de sua masculinidade. Não são raras as mensagens que vão além e questionam até sua sexualidade. Ainda assim, ele afirma não se deixar abalar por esse tipo de ataque. Casado desde 2021 com Sasha Meneghel, João está acostumado à exposição, e ao bônus e ônus que acompanham a fama. "O lado bom é muito maior e prevalece. O carinho que recebemos do público, de quem apoia nosso trabalho, é enorme. Mas, sim, é desafiador viver tudo isso de forma pública", diz em conversa com a GQ Brasil. Sasha Meneghel e João Lucas Reprodução/Instagram Para o artista, a principal forma de lidar com os haters sem comprometer a saúde mental tem sido a terapia. Ele e Sasha fazem acompanhamento psicológico e reconhecem os impactos positivos tanto na vida individual quanto no relacionamento. Segundo ele é o espaço em que consegue ser vulnerável com segurança. "Vulnerabilidade tem sido uma das pautas mais presentes na minha vida nos últimos meses. Entender que isso não é fraqueza, é uma ferramenta. É um privilégio poder ser vulnerável e fazer isso com pessoas que te promovem um ambiente seguro", reflete. Masculinidade tóxica Por muito tempo, "ser homem" esteve associado à força, brutalidade e violência como formas de sobrevivência. Hoje, esse modelo já não faz sentido, mas ainda assim, comportamentos ligados à masculinidade tóxica seguem sendo reproduzidos, como agressividade, repressão emocional, homofobia e misoginia. Ao lidar com comentários homofóbicos, João passou a se questionar por que causava tanto incômodo nas pessoas. Segundo ele, essa reflexão o acompanhou durante todo o ano de 2025. "Sempre me perguntei porque na época em que meu pai era jovem, não existia tanto estigma de um cara ter cabelo comprido, por exemplo. Artistas como David Bowie, Mick Jagger, Elton John eram amados naquela época, e flertavam com a feminiliddade de uma forma linda, com liberdade. Onde isso se perdeu?", questiona. A partir daí, o cantor mergulhou no tema, acompanhando estudos, sociólogos e pesquisadores do comportamento social para formular suas próprias conclusões. "Quando a mulher ganha mais liberdade, poder de escolha, o feminino sai do lugar de admiração e entra no lugar de concorrência dentro da perspectiva masculina. Alguns homens começaram a se incomodar com isso, indo pro lugar de competição, o que gera essa repulsa da masculinidade tóxica", diz. João Lucas fala sobre masculinidade tóxica Mateus Aguiar João ainda lista algumas falas comuns que homens ouvem desde a infância, como: "chorar é coisa de mulherzinha", "homem não chora", "se veste que nem homem", "se comporta que nem homem", "o homem tem que ser homem. "Mas, afinal, o que é esse homem que a gente tem que ser? Eu queria entender porque as pessoas se incomodam tanto com a sensibilidade, educação, atenção, o famoso olhar açucarado. Porque isso é um problema? A forma que somos criados como homens nos conduz ao isolamento. Você cresce sem falar sobre os seus sentimentos", diz. O artista conta que, além da terapia, tem buscado se aproximar e conviver com homens que também fogem desse padrão tóxico, que não tenham medo de demonstrar vulnerabilidade. "Entendi que a hombridade está pouco relacionada a ser um homem rude, se vestir de determinada forma ou a amar futebol e pornografia", analisa. Apesar dos comentários de ódio, João diz ser impactado por mensagens de homens héteros que passaram a identificar comportamentos machistas e misóginos em si mesmos. "Recentemente, recebi um relato muito bonito de um cara que saiu de um relacionamento e percebeu que era muito tóxico com a parceira. Ele chegou a essa conclusão por meio da terapia e agora busca se curar", conta. Pré-adolescência Embora hoje, aos 26 anos, consiga lidar melhor com esse tipo de comentário, nem sempre foi assim. Na pré-adolescência, ao entrar em uma nova escola, João se deparou com um grupo de meninos que se autodenominava "os betas". Eles falavam abertamente sobre pornografia, não se relacionavam com meninas e gostavam de futebol - algo que nunca despertou seu interesse. Ao invés de jogar bola, ele costumava levar o violão para a escola e tocar músicas no intervalo, como One Less Lonely Girl, de Justin Bieber. "Foi um estopim para os meninos me perseguirem de uma forma absurda. Eu me questionava: 'Por que eu sou assim?'. E tentava me forçar a gostar de futebol, a estar com essas pessoas, mas eu não conseguia. Até que desencanei e decidi ser eu mesmo", lembra. Foi na igreja que ele encontrou acolhimento e construiu amizades importantes, especialmente por meio da música. "Me fez permanecer fiel a mim e não esquecer quem eu sou. Desde então, eu me sinto um homem muito livre quanto a isso, em lugares que eu pertenço, que eu me encaixo, não faço nada para agradar o outro e fico muito seguro com a minha felicidade", diz. João Lucas fala sobre planos para 2026 Mateus Aguiar Planos para 2026 O ano de 2026 marca um grande desafio profissional para João Lucas: interpretar Percy Jackson na primeira montagem oficial brasileira de Percy Jackson – O Ladrão de Raios: O Musical, que estreia em outubro, em São Paulo. O teatro musical já era um sonho antigo. Ele havia comentado com sua equipe a vontade de realizar esse projeto apenas em 2027 ou 2028, mas a oportunidade chegou antes do esperado. "Recebi o convite para o teste sem muita expectativa, apesar de querer muito. Fiquei muito feliz por ter sido aprovado. Amo essa história desde criança, quando vi o filme pela primeira vez. É um prazer enorme e uma responsabilidade gigante", diz. Embora tenha feito teatro na infância, esta será sua primeira grande produção nos palcos. Ainda assim, João pretende seguir investindo na atuação, mesmo com a música como prioridade. "A meta é conciliar as duas carreiras. Elas se encontram muito. Minha turnê, por exemplo, já teve um lado bastante teatral", explica.
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January 15, 2026 at 4:16 PM
Estas são as tendências fitness para um 2026 mais saudável, segundo pesquisa especializada
Com a virada do ano, muitas pessoas passam a correr atrás das famosas metas de An Novo. Entre elas, melhorar a saúde costuma estar no topo da lista, o que leva cada vez mais pessoas a buscarem um estilo de vida mais ativo e equilibrado. A Pesquisa Mundial de Tendências de Fitness, realizada pelo American College of Sports Medicine (ACSM), apontou quais práticas devem ganhar força em 2026 no universo fitness. Abaixo, confira quais são elas. Tecnologia 'vestível' Os smartwatches já se consolidaram como itens quase indispensáveis para quem leva os treinos a sério, e a tendência é que sigam em alta em 2026. A chamada tecnologia wearable, ou 'vestível', traz dispositivos que podem ser usados ou acoplados ao corpo, geralmente conectados ao smartphone. Esses aparelhos fornecem informações em tempo real, como contagem de passos, gasto calórico e frequência cardíaca. Com isso, permitem o monitoramento de padrões, desempenho e evolução ao longo do tempo, ajudando a tornar o treino mais estratégico. Programas de condicionamento físico para idosos Com o aumento da expectativa de vida em todo o mundo, cresceu também a procura por treinos voltados ao público acima dos 60 anos. Um exemplo emblemático é Ary Fontoura, que aos 92 anos compartilha sua rotina de exercícios na academia. A tendência reforça a demanda por programas focados em força, equilíbrio e mobilidade, fundamentais para reduzir o risco de quedas e garantir mais autonomia e qualidade de vida para os idosos. Leia também Exercícios físicos para controle de peso Com mais de 1 bilhão de pessoas acima do peso no mundo, a obesidade se tornou uma questão de saúde pública. O relatório do destaca ainda a popularização de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, que não dispensam a prática de atividade física. Pelo contrário: a perda de gordura precisa caminhar junto à preservação da massa muscular. Nesse cenário, ganham espaço programas de treino pensados especificamente para esse perfil. A prática regular de exercícios contribui para melhorar a função metabólica e reduzir a gordura corporal, combinando atividades aeróbicas e treinos de força. Aplicativos de exercício Os aplicativos de treino seguem como aliados importantes de quem busca mais flexibilidade. Eles permitem que o usuário se exercite nos horários e locais mais convenientes, além de funcionarem como estímulo para manter a regularidade. Por meio dessas plataformas, é possível acompanhar treinos, resultados e evolução. Pilates e Yoga são algumas das tendências fitness de 2026, segundo estudo Freepik Integração corpo e mente Atividades que promovem a conexão entre corpo e mente, como yoga e pilates, também devem seguir em evidência em 2026. Segundo a pesquisa, o interesse por essas modalidades cresceu 27% entre 2022 e 2024. Além de fortalecerem o corpo, esses treinos também trabalham a mente e as emoções.
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January 15, 2026 at 4:16 PM
Frutas à vontade, spa e R$ 3 mil por mês: como é academia de super luxo com investimento de cunhado investigado de Vorcaro
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro do Banco Master e alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta (14), também é investidor de uma das academias de luxo mais exclusivas de São Paulo com mensalidades que chegam a R$ 3,5 mil e trazem um cardápio de mimos, como um "open bar" de frutas, sauna e spa. Zettel é fundador e CEO da Moriah Asset, fundo voltado a investimentos em empresas de diversos ramos. Um deles é a academia de luxo Les Cinq Gym, em São Paulo, considerada uma das mais caras da capital paulista e frequentada por nomes como Claudia Raia, Reynaldo Gianecchini, Cleo e Bruna Marquezine. A reportagem da GQ Brasil já visitou a academia e conta em detalhes a proposta do espaço VIP. Les Cinq Gym é totalmente equipada com aparelhos da Technogym Divulgação Experiências de luxo A academia fica no bairro dos Jardins, onde oferece aos frequentadores experiências além da musculação, como sauna e atividades de wellness em um espaço de 1.500m² em uma estrutura de quatro andares. O ambiente foi idealizado e assinado pelo designer e artista plástico Kiko Sobrino. Parte do mobiliário é de origem alemã, o revestimento da parede de acesso principal é feito em Murano e o balcão é confeccionado com pedra ônix vinda da Indonésia. Além disso, o espaço conta com um painel fotográfico de três metros produzido pelo artista plástico Israel Macedo. Até mesmo o cheiro cítrico da academia foi pensado e desenvolvido junto com uma empresa espanhola para agradar quem treina. A GQ Brasil questionou a assessoria da Les Cinq sobre a participação efetiva de Zettel na operação da academia. A reportagem será atualizada assim que, ou se, houver um posicionamento da empresa. Leia mais na GQ Brasil O fato é que a Les Cinq é liderada por CEO Rodrigo Sangion, um preparador físico nascido no interior de São Paulo que atraiu uma fatia influente da classe paulistana para treinar em sua academia. Uma parte dessa receita para isso é a estrutura e acomodações da academia. Outra parcela foi a atenção redobrada àqueles capazes de bancar a mensalidade. A Les Cinq é equipada com aparelhos de musculação de última linha da Technogym: o aluno utiliza uma pulseira que, conectada ao equipamento, disponibiliza todo o seu treino e a execução correta de cada exercício. Além disso, há um professor para cada dois a três alunos. É o que Sangion chamou, em entrevista à GQ Brasil no ano passado, de "método Sangion": treinos de curta duração, mas com atenção redobrada na execução e eficácia. Além da musculação, a academia oferece aulas de diferentes modalidades, incluindo balé fitness, bike indoor, mobilidade, pilates fit e pop dance agendadas por um aplicativo. Os alunos recebem agrados como toalhas geladas, frutas à vontade na área de musculação, conexão de internet de alta velocidade e pontos para recarregar celulares. Os vestiários seguem uma proposta que remete a um spa, com inspiração em cenários de praia e cachoeira, criando um ambiente voltado ao bem-estar, equipado com produtos de higiene e beleza da Granado, além de itens como secadores, chapinhas e barbeadores. O espaço conta ainda com sauna seca para mulheres e sauna úmida para homens. Para ter acesso a todos os benefícios e aulas da Les Cinq, é preciso desembolsar R$ 3.500 por mês, mas há um plano anual mais acessível no valor de R$ 1.950 mensais. O investidor Já Zettel afirma publicamente ter uma cartela diversificada - e bilionária - de investimentos em negócios por meio de sua empresa de investimentos, a Moriah Asset. Isso inclui dinheiro aplicado em redes de hortifrúti, suplementos esportivos e até mesmo um aporte de R$ 100 milhões para a expansão internacional da rede de açaí Oakberry. Zettel, preso e liberado pela PF, é investigado por elo com o cunhado, Daniel Vorcaro, do Banco Master Reprodução/Linkedin Zettel atraiu as atenções após a PF considerá-lo um braço direito de Vorcaro com acesso a informações privilegiadas do banqueiro envolvido no escândalo do Banco Master. Fora do mundo dos negócios, o investidor é pastor evangélico de uma unidade da Igreja Lagoinha em Minas Gerais e casado com a irmã de Vorcaro, Natália. O cunhado de Vorcaro chegou a ser preso e liberado por agentes quando estava prestes a embarcar para Dubai. Já Vorcaro está preso desde novembro. Segundo a PF, ele é alvo de uma operação que investiga a venda de títulos de crédito falsos por meio do Master, situação que tem agitado a República. O Master teria emitido CDBs prometendo rendimentos de até 40% acima da taxa básica do mercado, um retorno considerado irreal. De acordo com a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões. Alunos da Les Cinq têm acesso a diferentes modalidades como pilates, ballet fitness, bike indoor e mais Divulgação
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January 15, 2026 at 1:19 PM
Como foto policial de Kurt Cobain inspirou corte de cabelo de ator em ascensão em Hollywood
Muitas celebridades esbanjaram estilo no tapete Globo de Ouro 2026, que aconteceu no último final de semana (11), reunindo os principais nomes da indústria audiovisual. Uma delas foi o jovem ator Connor Storrie, de 25 anos, que tem despontado como novidade pela série queer canadense Heated Rivalry. O novato foi um dos mais bem vestidos da noite, mas não foi o traje de smoking Saint Laurent que roubou a cena, e sim o seu corte de cabelo no estilo mod mullet, em alta para os fashionistas, que leva uma história pra lá de curiosa. Segundo revelado para a GQ americana, o visual de Connor foi inspirado no grande astro da música grunge, Kurt Cobain, em seu momento mais rock star possível: quando ele fora detido pela polícia em 1986. Na ocasião, o cantor do Nirvana tinha apenas 19 anos e foi preso por vandalizar muros da sua cidade natal, Aberdeen, em Washington. A sua mugshot (foto de ficha criminal) chegou até a hairstylist Candice Birns, responsável por realizar o corte de cabelo no ator, e foi a solução de todos os problemas. Isso porque ela conta que a busca por um corte vintage foi longa. Kurt Cobain em uma foto policial após ser preso pela polícia de Aberdeen, Washington, em maio de 1986. Bureau of Prisons/Getty Images "Comecei a procurar Patrick Swayze no filme 'Caçadores de Emoção', depois puxei uma foto antiga dos Beatles, ali por volta de 1967, e pensei: ‘Ok, se esses três tivessem um filho, esse poderia ser o seu cabelo’”, contou Birns à publicação. A cabeleireira explicou também que o "mod mullet" de Connor é uma mistura que traz referências dos anos 1960 com os anos 90. Uma opção estilosa que pode ser realizada em cabelos lisos e cacheados, este último como o caso do ator. Com toque de atitude e naturalidade. Leia também Connor Storrie estrela a nova série queer do momento, Heated Rivalry. Getty Images A série Heated Rivalry foi recém-adquirida pelo streaming HBO Max, que já anunciou que deve disponibilizar a produção no Brasil no próximo mês de fevereiro. A obra canadense, baseada na série de livros da autora Rachel Reid, conta a história de romance proibido entre dois jogadores de hóquei. Com cenas apimentadas, a produção tem feito sucesso entre a geração mais jovem na internet. Connor Storrie faz par romântico com o ator Shane Hollander.
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January 15, 2026 at 1:19 PM
Você sabia? Participante do BBB já sofreu AVC dentro da casa e precisou ser retirada do programa
Muita coisa pode acontecer em 100 dias de Big Brother Brasil, inclusive problemas de saúde. Nesta quarta-feira (14), Henri Castelli, ator e participante do grupo Camarote do BBB 26, chocou os telespectadores ao sofrer duas convulsões dentro do reality show. No entanto, ele não foi o único que já teve um quadro sério de saúde na casa mais vigiada do Brasil. Em 2005, na quinta edição do BBB, a participante Marielza Souza sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico durante o programa. Na época, ela tinha 47 anos e integrou a edição com grandes participantes, como os finalistas Grazi Massafera e Jean Wyllys, após ser sorteada em uma promoção para entrar na casa. No entanto, sua estadia durou apenas duas semanas. Na manhã em que sofreu o AVC, Marielza acordou se sentindo mal e chegou a comentar com outros participantes que estava estranha e enjoada. O dia seguiu normalmente, e ela chegou até mesmo a se exercitar na bicicleta ergométrica. Mas quando chegou a noite, por volta das 21h30, ela desmaiou na banheira de hidromassagem. Marielza Souza, participante do BBB 5, desmaia na hidromassagem TV Globo Os brothers, incluindo o médico Rogério Padovan, prestaram os primeiros socorros a Marielza, que logo foi levada pela equipe médica do programa. Naquele momento, a transmissão do pay per view da Globo foi interrompida e os telespectadores não puderam acompanhar as imagens do atendimento. Ela foi levada ao hospital, onde seu caso foi estabilizado, mas ainda com a exigência de cuidados. Marielza ficou internada e chegou a apresentar pressão alta, dor de cabeça e dificuldades no movimento do lado esquerdo do corpo. Em entrevista ao Jornal Extra em 2021, ela revelou que sofreu outros dois AVCs após o programa. "Posso dizer que sou uma sobrevivente. Ainda enfrento um sério problema na coluna. Mas não posso reclamar de nada. Deus me deu muitas chances de sobrevivência. Acredito que tem muita coisa boa para acontecer ainda na minha vida", disse Marielza na época. Sem condições de retornar ao BBB, ela foi substituída por Aline Cristina, que também foi escolhida por meio de um sorteio e, posteriormente, se tornou uma das participantes com maior rejeição da história do programa. Por onde anda Marielza? Hoje com 67 anos, Marielza Souza vive afastada dos holofotes e não conta para qualquer um que já participou do BBB. "Só conto quando a pessoa é mais chegada mesmo, para não parecer esnobe", disse ao Extra. As informações mais recentes afirmam que ela vive na zona oeste do Rio de Janeiro, próximo à comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, onde ela divide um apartamento de dois quartos com a filha mais velha, Carolina. Aposentada, ela recebe cerca de R$ 1 mil por mês. Marielza Souza Reprodução
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January 15, 2026 at 1:19 PM
Como uma mansão no Jardins, em SP, tem provocado uma "treta de bilionários" na Justiça
A construção de uma mansão nos Jardins tem gerado uma confusão na Justiça protagonizada pelos moradores de um dos bairros mais caros de São Paulo e lar de donos de algumas das maiores fortunas no país. O embate começou com o surgimento de um curioso e atípico tapume. O termo atípico não é à toa. Embora centenas de novos prédios tenham sido erguidos em São Paulo nos últimos anos, a vida continua praticamente a mesma no Jardins. O motivo é que parte da região é tombada pelo patrimônio histórico do estado, uma conquista da poderosa associação de moradores AME Jardins. A convivência ia bem, até que um dos associados decidiu dar a própria cara uma mansão e gerar uma “treta de bilionários” nos tribunais. O associado é João Adibe, CEO da Cimed. A empresa é uma das maiores do país no ramo farmacêutico e catapultou o nome de Adibe no mundo empresarial, hoje um bilionário segundo a revista Forbes. Nascido em São Paulo e fã de futebol, ele já chegou a se declarar candidato à presidência do Palmeiras e encomendou uma rara McLaren nas cores e com um escudo do time. Na última sexta (9), a Justiça negou um recurso da defesa de Adibe que buscava suspender acusações na Justiça em relação à obra, que segundo a AME desrespeitou as regras do bairro. Ao longo dos meses, os advogados dele tentam justificar judicialmente que o imóvel está dentro das regras - e onde, inclusive, ele já mora com a família. Os advogados da associação, porém, tem outra interpretação para o caso. Uma mansão estilo Versace Além da agenda administrativa, Adibe também é uma espécie de garoto-propaganda da farmacêutica e tem mais de 4 milhões de seguidores no Instagram. Quando iniciou a mansão na rua Guadelupe para morar com a esposa e influenciadora, Cinthya Marques, ela divulgou vídeos com o andamento da obra. Segundo a publicação, a piscina da casa seria inspirada em Gianni Versace, designer fundador da Versace e um dos maiores nomes na história do luxo. “Eu acho que o Gianni Versace ia ficar orgulhoso”, disse Cinthya aos mais de 400 mil seguidores no Instagram. A obra e a divulgação causaram (ainda mais) incômodo na vizinhança. Initial plugin text O Jardins é formado por quatro bairros: Jardim América, Paulista, Europa e Paulistano. O projeto, com inspiração europeia, foi iniciado na década de 1910 com ênfase em vias arborizadas e terrenos amplos para destacar a arquitetura. O público-alvo sempre foi o de alto padrão, hoje organizado em associações contra alterações no bairro. Um exemplo é que, em 2024, os moradores derrubaram na Justiça uma decisão do próprio Condephaat, órgão estadual responsável pela manutenção e preservação do patrimônio histórico de São Paulo, de liberar a construção de prédios de até três andares no Jardins. A mansão de Adibe, localizada mais precisamente no Jardim Paulistano, teve uma reação semelhante nas cortes. O CEO foi alvo de uma ação civil da AME por ter, supostamente, desrespeitado regras ambientais e de patrimônio histórico ao promover a demolição da estrutura original do imóvel que já estava no terreno. Visão da obra vista pela mansão vizinha a de empresário, segundo imagens de laudo Reprodução Em nota, a AME afirma que não tem autoridade para aprovar ou desaprovar uma obra, mas que o empresário teria extrapolado a informação dada por ele mesmo à associação em uma reunião sobre o tamanho da intervenção que seria feita no imóvel. Na ação, ela alega ter havido a construção do segundo andar de uma edícula, de Adibe ter ultrapassado a altura máxima permitida para a região - quase todo horizontalizada -, ter causado danos ambientais ao remover vegetação e até mesmo uma suposta invasão de privacidade do vizinho bilionário, o banqueiro André Schwartz, também um CEO, à frente do Banco Genial. A associação pediu na Justiça a paralisação da obra após a fiscalização de agentes do Condephaat e da Subprefeitura de Pinheiros, que teriam concluído pelo embargo da obra em agosto do ano passado. Mas segundo a ação da entidade, as obras continuaram normalmente, o que levou à necessidade de continuar com o caso na Justiça. O CEO de gigante do ramo farmacêutico João Adibe Celso Doni/Divulgação “A continuidade das obras ao arrepio das ordens administrativas de embargo evidencia o risco de consolidação de uma situação fática ilegal, prejudicando a fruição do patrimônio cultural e ambiental pela coletividade”, concluiu a juíza Mariana Medeiros Lenz do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em dezembro, sob pena máxima de R$ 5 milhões no descumprimento das ordens. Leia mais sobre dinheiro na GQ Brasil Outro lado Os advogados de Adibe reagiram novamente e defenderam que as obras são regulares e que houve emissão do Habite-se, o documento que atesta que o projeto seguiu o combinado original da obra com a prefeitura e pediu a suspensão das medidas em relação às medidas de embargo sofridas. A Justiça negou esse argumento da defesa, segundo documento obtido pela GQ Brasil, e agora o caso deverá continuar rolando nos tribunais paulistas. A família de Adibe diz que “acompanha e colabora integralmente com todas as averiguações conduzidas pelas autoridades competentes. Todos os esclarecimentos serão prestados no processo em curso, inclusive a defesa”.
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January 15, 2026 at 1:21 PM
De volta ao Brasil, o açougueiro mais famoso do mundo prega a filosofia "do nariz ao rabo" e ensina a preparar o churrasco ideal
“L'etruscoooo”, grita Dario Cecchini, 70, em pé em cima de uma cadeira, referindo-se ao corte bovino que logo serviria em um dos três jantares que promoveu no restaurante Pobre Juan, em São Paulo, em novembro. Em seguida, ele dá uma grande mordida na carne sustentada por um osso, toca sua famosa trombeta e circula pelo salão, enquanto os comensais giram guardanapos no alto. Bigodudo e estiloso, o carismático açougueiro italiano, apaixonado pelo Brasil, voltou ao país para promover mais de suas festas de arromba. Da oitava geração de profissionais da carne de sua família, Cecchini comanda um açougue e dois restaurantes na pequena Panzano in Chianti, na Toscana, que atrai centenas de turistas diariamente, muitos deles brasileiros, para provar pratos tradicionais como a bistecca alla fiorentina, sua especialidade. Fã de caipirinha de caju e pão de queijo, ele, que já virou episódio de “Chef's Table”, roda o mundo para difundir a filosofia de usar o animal de cabo a rabo na cozinha. SEMPRE FELIZ A cada dia que você acorda, se existe paixão e saúde, há vida. Se fico triste, faço uma festa. Aqui, estou em casa, porque o Brasil carrega essa mesma filosofia. Não posso me sentir triste, porque tenho meu açougue em Panzano. Todos vêm para almoçar, tomar uma taça de vinho. Não há tristeza. Acho que sou um vampiro. Crio uma festa e pego a energia de todos os convidados. Ocorre uma troca que aumenta o astral de todos. Isso me dá força. O PODER DA COMIDA Nós, da comida, temos o maior poder do mundo. Conseguimos trazer felicidade a quem está em nossa mesa durante duas, três horas. Fico muito emocionado quando falo sobre isso (chora). Não podemos resolver os problemas, as doenças, a falta de dinheiro, mas podemos fazer as pessoas felizes à nossa mesa. Não é só comida, é energia. CENTRO DO MUNDO Quando me perguntam se trilhei meu próprio caminho, digo que sim. Percorri 10 metros, porque nasci na casa da minha família, em frente ao açougue. Esse é meu pequeno centro do mundo. Há as “nonnas” que me viram nascer. O barbeiro de 85 anos que encontro todos os dias. Não posso sair de lá. Mas o Brasil é minha segunda casa. QUASE BRASILEIRO Existe algo que não pode ser explicado muito bem, mas que se chama empatia. É sentir-se em casa em outro lugar. Pelo que vejo, a coisa mais importante para o povo brasileiro é a celebração da vida. Eu tinha viajado ao Brasil várias vezes, mas não havia captado totalmente o espírito do país. Porém, em uma das visitas, recebemos um convite para conhecer a escola de samba Vai-Vai. Vi 4 mil pessoas dançar juntas (emociona-se). Nosso trabalho em Panzano é para a comunidade. Fazemos boa comida a bom preço para a comunidade. Na quadra de samba, vi a comunidade e gostei. Dario Cecchini em frente a seu açougue na Itália Divulgação PÃO DE QUEIJO Ao desembarcar no Brasil, a primeira coisa no aeroporto é o pão de queijo. Panzano é uma cidade de mil pessoas, muito difícil de chegar, longe de tudo. Mas creio que nos visitam, no mínimo, cinquenta brasileiros por dia. A primeira cidade que nos segue no Instagram não é Nova York, nem Roma, mas São Paulo. Existe uma identificação fortíssima. No ano que vem, espero conhecer o sul, porque na região de Porto Alegre há muitos ítalo-brasileiros que frequentam nosso açougue. Porém, São Paulo é belíssima, é casa. O Rio de Janeiro é português e São Paulo, italiana. ESTILO Esta lã é tradicional das montanhas da Toscana (aponta para seu colete). As cores são as da Itália. Gosto de me sentir bem vestido. Sabe, eu tenho 70 anos. Quando você envelhece, precisa cuidar melhor de si mesmo. É como ter mais energia. Fico feliz quando encontro calças japonesas ou sapatos com estampa de vaca (aponta para suas sandálias). Precisamos ser felizes também no vestir, não conformados. A vida deve ser alegria. Só temos uma viagem. Não quero virar o homem mais rico do cemitério. A minha esperança é deixar uma mensagem por meio do meu trabalho. Podemos fazer um trabalho criativo com a carne, mas também passar uma mensagem de respeito aos animais, de consumo responsável e sustentável. LEGADO Formamos cerca de 200 açougueiros. Somos árvores que semeiam sementes. Não se trata apenas do sangue da família, mas de inspiração. Espero que minha mensagem dê frutos, que possa inspirar muitos açougueiros a dar o melhor de si para aprimorar seu trabalho. DE CAETANO A METAL Sempre toco música no açougue. Clássica, heavy metal, Bach, Beethoven, Mozart, Black Sabbath, AC/DC, Metallica, de tudo um pouco. Na música brasileira, há uma canção linda cantada por Caetano Veloso, “(Cucurrucucú) Paloma”. É um milagre. A poesia é a única coisa que nos faz enxergar a vida. Você pode escrever mil livros, mas um poema abre sua mente. Gosto de “A Divina Comédia”, do (poeta grego Konstantínos) Kaváfis e de Borges. DO NARIZ AO RABO As pessoas estão começando a entender que não existe apenas o filé, mas que usar o animal inteiro — do nariz ao rabo — representa uma filosofia melhor e mais responsável. Existem outros cortes que também são muito bons. Fui provar meu primeiro filé aos 18 anos. No nosso pequeno açougue, só comíamos o que os clientes não queriam, o que sobrava: pernas, cabeças, tripas, sangue. Minha avó era uma cozinheira incrível e preparava todos esses pratos para nós, para não desperdiçar nada, e ficava excepcional. Passei por uma educação fantástica. Dario Cecchini em um dos jantares no Pobre Juan, em novembro Divulgação EM PAZ COM OS VEGETARIANOS “To beef or not to beef.” Sinto-me em paz com todos. Podemos encontrar uma maneira de melhorar o mundo juntos. Muitos vegetarianos e até veganos vêm ao restaurante. Há respeito mútuo. Temos um menu vegetariano tão extenso quanto o de carnes. Esses movimentos são uma reação à indústria da carne. Quanto mais a indústria mal- trata os animais, maior é a reação. Espero que haja uma conscientização de que os bichos merecem viver bem. FAST-FOOD Temos um formato de negócio que se chama Cecchini Panini (um food truck de sanduíches). Fast-food deve ser comida boa a um bom preço. Não conseguimos ficar sempre sentados à mesa por três horas. Frequentemente comemos um sanduíche, mas ele precisa levar um bom pão, uma boa carne e bons ingredientes. Não podemos nos limitar a restaurantes estrelados pelo “Guia Michelin”. Precisamos oferecer comida boa para todos, essa será a revolução. Nunca fui ao McDonald's. DANTE ALIGHIERI Minha citação favorita é: “O amor que move o sol e as outras estrelas” (último verso de “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri). Sem amor, não há vida. É uma vida morta. LIÇÕES DA NONNA Meu dia perfeito envolve uma festa no almoço e outra no jantar. Meus pais morreram muito jovens. Precisei interromper meus estudos e pensar na minha irmã mais nova e na minha avó. Minha querida avó cozinheira, quando envelheceu, não estava mais neste mundo, estava no mundo da demência. Ela se lembrava de todas as celebrações do passado e vivia sempre feliz. Eu dizia: “Vovó, a senhora precisa ficar tranquila”. E ela respondia: “O que eu posso fazer? Há uma festa, minha amiga vai casar” (emociona-se). Quando eu tiver demência, quero lembrar de todas as festas, com a minha trombeta, como a minha avó. Não quero morrer triste. O FIM Os açougueiros convivem com a morte o dia todo. Devemos honrar a morte e acreditar na vida. É a morte do animal que nutre a nossa vida. Precisamos nos mostrar sempre sensíveis e compreender que cada corte de carne consiste em um pedaço de vida. Somos carnívoros, mas devemos ter respeito e gratidão. COMIDA DE TAXISTA Não tenho nada contra as estrelas Michelin, mas sou uma pessoa simples, que gosta de gente. Hoje, o almoço (no Pobre Juan) estava delicioso, porque era cheio de sabores e coisas simples, com farofa, pão de queijo, cordeiro. A caipirinha de caju é muito perigosa para mim (ri). Quando há informação demais em um prato, não é que eu seja contra, é que minhas papilas gustativas não entendem. Quero comer da maneira que come o povo, porque aí entendo o povo e estou com ele, onde há um mercado, onde ficam os taxistas. Se como em um restaurante Michelin, não sei onde estou. Poderia estar em Nova York, em São Paulo, em Hong Kong, entende? “CARNE DIEM” O meu trabalho não é apenas um emprego, é uma forma de comunicação. A comida é a forma mais elevada de comunicação entre as pessoas. Não é blablablá. Em nossos restaurantes, só há uma mesa. Já juntamos russos e ucranianos, palestinos e israelenses. A comida boa não é o fim, é o meio. O fim é o convívio, a magia, a comunidade. Sou como um feiticeiro. Crio uma realidade paralela. Você não está mais em casa, com seus problemas, no escritório. Não! Você está à minha mesa. Trata-se do “carne diem”. Depois, a magia se quebra, mas a memória permanece. Não é “ah, caviar; ah, foie gras; ah, champanhe”; não é só isso. É o convívio. O CHURRASCO IDEAL Ele precisa de boa lenha. Carvalho, azinheira, uma lenha forte. Carne de boa qualidade, que não seja congelada do frigorífico. Duas taças de vinho tinto — ou duas caipirinhas de caju — para o mestre da grelha. E muita paixão. Debora Bloch é a Mulher do Ana da edição especial Men of The Year 2025 Juliana Rocha Onde adquirir a GQ Brasil de dezembro/janeiro A edição de dezembro da GQ Brasil está nas bancas, no aplicativo Globo+ e na loja virtual, com entrega para a Grande São Paulo e para Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Porto Alegre e Campinas. Para quem ainda não é assinante, vale aproveitar o combo assinatura, com desconto.
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January 15, 2026 at 1:28 PM
BBB 26: Como Juliano Floss transformou o físico, ganhou músculos e mais de 20kg em um ano
O influenciador e dançarino Juliano Floss é um dos nomes do Camarote do BBB 26, e antes de entrar na casa mais vigiada do Brasil, costumava compartilhar sua rotina de treinos nas redes sociais. Desde o fim de 2024, o jovem chamou a atenção ao mostrar mudanças intensas no seu físico, após ganhar mais de 20kg no intervalo de um ano. "Sempre fui bem magrinho, e por dançar, gasto muita caloria. Esse negócio de conciliar a dança com a musculação é bem difícil. Quando comecei a ver os resultados, o treino começou a virar algo significante, deixou de ser um hobby e virou um hábito diário, sou meio viciado em treinar", contou em papo com a GQ Brasil. Juliano Floss turbinou seus músculos no último ano. Reprodução/Instagram Musculação, dança e alimentação Para alcançar esse resultado expressivo, Juliano passou a fazer acompanhamento com personal trainer, fazendo musculação diariamente, de domingo a domingo, além da aula de dança semanal e boxe três vezes na semana. Juliano Floss ganhou mais de 20kg em 2025. Reprodução/Instagram Na academia, ele costumava realizar treinos com duração de duas a três horas e meia, até chegar no seu limite de fadiga, trabalhando cada grupo muscular por dia. A alimentação teve parte importante na construção de músculos neste último ano. O influenciador buscou um nutricionista e transformou sua relação com a comida, seguindo uma dieta de bulking visando o ganho de massa magra. "Se eu não treinar muito, se não comer muito, não consigo manter, perco rapidinho tudo o que consegui", contou. Juliano Floss está no elenco do 'BBB 26'. Reprodução/Instagram Por ter dificuldade de acordar e logo comer, Juliano costumava iniciar o dia com uma vitamina com banana, aveia e whey, batendo suas metas de proteínas e carboidratos. Entre o café da manhã e o almoço, ele optava por uma barrinha de proteína. No almoço, o consumo era de, em média, 400g de proteína, dois pratos cheios de arroz e muita salada, abrangendo legumes e vegetais. De lanche da tarde, ele não abria mão de um açaí caprichado, de 500 a 700 ml e frutas. Pela noite, repetia o almoço, apenas trocando a fonte de carboidrato. Por exemplo, se comeu arroz no almoço, no jantar iria optar por um macarrão. O influenciador pontuou que a namorada, Marina Sena, o ajudou muito em relação às suas refeições. "Ela é uma pessoa que come muito saudável, come muita salada. Então, ela acaba me influenciando, quando você tá com alguém que costuma comer bem, você também vai comer bem".
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January 15, 2026 at 1:27 PM
Silva sente 'agonia mortal' de episódio em que criticou Virginia e Luísa Sonza em show: 'Até hoje não assisti o vídeo'
Para Silva, o ano realmente só começa depois do Carnaval. Ou melhor, depois do seu bloco de Carnaval. No próximo sábado (17), o cantor capixaba de 37 anos irá trazer a 7ª edição do Bloco do Silva, com reinterpretações e participações especiais. O evento fechado acontecerá no espaço do Memorial da América Latina, em São Paulo. O projeto nasceu em 2019 e desde então conquistou um espaço significativo no Panteão do calendário carnavalesco, atraindo público de 15 mil pessoas. "Já entrou na agenda das pessoas. Se não faço, sou super cobrado", diz ele em conversa com a GQ Brasil. Desta vez, a festa ganha um traço especial e dois shows arrebatadores: Pretinho da Serrinha e Alcione, ícones do samba tradicional. Segundo explica o artista, se trata de uma retomada da sua assinatura para o evento, após um período de insatisfações e entraves comerciais. Por outro lado, a folia acontece após um contexto polêmico em que o músico se envolveu em setembro do ano passado. Em cima do palco durante uma apresentação no Distrito Federal, ele fez críticas pesadas a nomes como da influenciadora Virginia Fonseca, Paula Lavigne e a cantora Luísa Sonza. O desabafo, em tom descompensado, ganhou ampla repercussão na mídia. Agora já mais distante do episódio, Silva o descreve como constrangedor e atípico, e dá mais detalhes sobre a situação. "Tanto que até hoje não assisti. Quando que passo por esse vídeo, fico com uma agonia mortal", afirma. "Tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que citei, penso que a infelicidade maior foi essa. Não me orgulho, se eu não estivesse naquele estado, inflamado, jamais faria", explica ele. A ocasião deixou marcas, mas não ofuscaram o alto astral que embala a sua nova fase pessoal e musical. Com um novo álbum a caminho (o último trabalho, Encantado, é de 2024), Silva promete uma sonoridade solar – já adiantada pelo single Virá –, confirma estar apaixonado e "fazendo as pazes" com a sua intimidade exposta nas redes sociais. "Estou me sentindo mais à vontade em mostrar o meu jeito, a minha vida. Então pretendo, sim, começar a ser mais aberto e menos bicho do mato", brinca. Leia a entrevista com o cantor Silva na íntegra: Silva leva o seu 'Bloco do Silva' para São Paulo, no próximo dia 17 de janeiro; evento terá shows de Alcione e Pretinho da Serrinha. Jorge Bispo/Divulgação O Bloco do Silva tem um lugar especial na sua carreira — foi um projeto que rompeu a bolha. O que mudou desde então? E que novidades você pretende trazer, tanto no repertório quanto na forma de pensar e realizar o evento nesse ano? Ele nasceu de um jeito bem despretensioso, em janeiro de 2019, sete anos já... Cara, eu era apenas uma criança [ri]. Fizemos no Cine Joia, um lugar que deve caber no máximo 1.500 pessoas, chutaria. E tudo começou porque eu queria fazer um show de Carnaval. Sou muito saudosista com a música brasileira. Tenho as minhas faixas preferidas dos anos 1970 e 1980, da fase de samba reggae, do axé music. Além disso, gosto de estar sempre produzindo. Falei: 'Vou fazer um show com as músicas que amo tanto'. O Saulo foi a participação especial nessa primeira edição e deu muito certo. Acabamos com o estoque de bebida de uma semana do espaço. A expectativa cresceu, não só do público, mas também de quem trabalha comigo. Para fazer um evento dessa magnitude precisamos de bons parceiros, sozinhos não conseguiríamos. Foi uma briga até achar um parceiro que entendia o que eu queria para o bloco. Chegou num momento em que eu não estava feliz. Ele não tinha a minha cara. Quando foi esse momento? Acho que aconteceu conforme foi crescendo. Quando deixou de ser um evento para 3 mil pessoas e virou para 15 mil. Foi uma mudança muito grande. Nisso começaram a entrar parceiros, sócios, pessoas que queriam participar de tudo. Só que leva o meu rosto, o meu nome. Eu chegava no meu evento e tinham artistas que estavam tocando – artistas que gosto muito e, inclusive, de quem sou amigo –, mas que não combinavam musicalmente com a energia do bloco. Quando voltamos da pandemia, existia tanta expectativa das pessoas que trabalhavam comigo. Por mais que eu quisesse fazer algo que expanda para outros públicos, sou preocupado com a parte artística. Quero que seja bonito e coerente, não quero que nada destoe. É como fazer uma festa para os seus amigos; você vai cuidar da playlist, da comida, da bebida, eu encaro desse jeito. Então, de 2023 para cá, retomei a rédea para decidir o line-up. Acredito que agora finalmente tem a minha cara. Isso está me deixando muito feliz e empolgado. E não tem jeito, tenho que fazer todo verão. Já entrou na agenda das pessoas. Se não faço, sou super cobrado. Agora estou feliz porque está com a minha cara, a minha energia e a minha identidade. Então, você diria que o diferencial do Bloco do Silva 2026 é que você está mais satisfeito? A edição do ano passado também foi muito especial porque tivemos João Gomes. O Maestrinho fez uma participação. Inclusive, o projeto gigantesco dos meninos ['Dominguinho'] meio que surgiu depois do bloco. Você vê, encontros que geram coisas que nem imaginamos. Foi super legal. Agora, a minha preocupação é com quem chega no evento. Pretinho da Serrinha, tem um samba muito chique, bem feito, de verdade. Vou tocar no pôr do sol, que é um momento que combina muito com o meu show. Será super longo, com cerca de 42 músicas. Fui cuidadoso com a escolha do repertório, não coloquei nada que eu não ame muito, inclusive, faixas que não apareciam desde as primeiras edições do evento. Vai ser bem bonito. Logo depois vem Alcione, a rainha total do negócio. A voz dela está intacta, a banda dela é uma coisa de louco, então será maravilhoso. E entre um show e outro terão ótimos DJs que tocam brasilidade. Explica essa decisão de não ser o headliner do seu próprio evento? Geralmente toco por último nos meus blocos. Mas dessa vez não tinha como me apresentar depois de Alcione. Outra coisa também é que quero assistir ao show dela, que é sempre histórico. Estou indo com coração de público. Você e Alcione terão um momento juntos no palco? Sobre isso, é surpresa. Não tem nada amarrado, mas se rolar vou ficar nos céus porque vai ser a primeira vez. Eu adoraria, com toda a certeza. Em setembro do ano passado rolou aquele episódio do desabafo no show em Brasília. Como foi passar por esse momento turbulento e midiático, e o que você aprendeu com ele? Foi algo muito atípico para mim, sou um cara bem discreto com as minhas opiniões. Mas tudo aquilo eram questões que eu vinha pensando há meses. Sabe quando a coisa já está na sua cabeça? Coisas que você comenta com os amigos, é claro. Mas, só para situar, no dia anterior me apresentei no Festival Coala, em São Paulo, com o show de despedida da minha turnê do álbum 'Encantado'. Já estava super emocionado por isso. No dia seguinte foi Brasília, em um 7 de setembro, com toda aquela conjuntura política. Sabe aquele dia que você acorda da pá virada? Estava assim, me sentindo raivoso e diferente, porque costumo ser calmo e ter autocontrole. Antes das apresentações, sempre faço um esquenta com a banda. Nesse dia fiquei muito hiperativo e entrei no palco com esse espírito. Tem coisas que até apagaram da minha cabeça. Os meninos falaram que improvisei no piano, me achando o jazzista. Em algum momento, me dei conta que o público estava comigo e acabei falando tudo aquilo, foi um descarga. Esse episódio me deixou muito constrangido, tanto que até hoje não assisti. Quando que passo por esse vídeo, fico com uma agonia mortal. Tive a oportunidade de conversar com algumas das pessoas que citei. Penso que a infelicidade maior foi essa. Acabou saindo uma coisa atrás da outra. Não me orgulho, se eu não estivesse naquele estado, inflamado, jamais faria. Inclusive, fiquei muito mal, constrangido de aparecer depois. As pessoas me ajudaram. Ivete [Sangalo] deu ótimos conselhos e a própria Paula [Lavigne] me disse: "Ih, Caetano já fez isso não sei quantas vezes na vida". Hoje lido bem com essa história. Virou até figurinha de meme que os meus fãs usam. Mas passou e bola para frente. Figurinha mencionada por Silva, criada por fã clube, e compartilhada por ele nas redes sociais. Reprodução/Instagram Você é discreto sobre a sua vida pessoal, principalmente nas redes sociais, mas recentemente o seu novo relacionamento veio a público. Se sente num momento mais aberto para compartilhar sobre isso? Quando estamos amando ficamos mais seguros para mostrar o que está acontecendo. Quando ainda está na fase das entrelinhas, não gosto de expor, até para não expor quem não deve. Ao mesmo tempo, já que gosto de ser sincero, vamos para a sinceridade [ri]. Quando posto que estou namorando recebo uma chuva de mensagens de homens dando em cima, mandando nudes. O meu boy também, então não dá para mentir que não rola um pouco de ciúmes. Ao mesmo tempo, pô, é minha vida, sabe? Acho que as pessoas também vão gostar de saber como estou vivendo, se estou feliz, se estou amando, se não estou. Mas sou comedido porque penso que a arte é mais interessante do que a vida corriqueira. Por isso tenho dificuldade de usar a rede social de um jeito mais ativo. Prefiro ficar imaginando o que é a vida do meu artista predileto, do que ficar vendo aquela coisa: "Nossa, ele faz o mesmo que eu todo dia". Parece que banaliza. Agora estou começando a fazer as pazes com isso, finalmente. Estou me sentindo mais à vontade em mostrar o meu jeito, a minha vida. Então pretendo, sim, começar a ser mais aberto e menos bicho do mato. Silva (à direita) e o namorado Samuel Emery (á esq.) em viagem à Bahia no fim do ano. Reprodução/Instagram Imagino que isso transbordará nas suas próximas músicas. Então, para finalizar, o que você pode adiantar sobre o novo álbum de estúdio? Já tem previsão para lançá-lo? Estou quase me sentindo a Rihanna [ri]. Estou com a corda no pescoço, as pessoas que trabalham comigo estão me cobrando. Mas o meu processo de produção é muito lento. Sou detalhista, gosto de compor, produzir, gravar... Não tem como ser diferente, então estou penando para dar conta de agenda de shows e outras coisas da vida. Se Deus quiser, o álbum vai sair. Não está nos finalmentes, mas quase lá. Estou bem feliz com o jeito que ele está saindo. Não vejo a hora de colocá-lo na praça. Podemos, pelo menos, esperar por canções mais românticas? Músicas alegres para esquecermos desse mundo horroroso que estamos vivendo. Não digo que é um álbum escapista, mas tem essa coisa de nos tirar desse lugar "grudado na tela num quarto escuro". É um disco que vai te levar para ver o sol. SERVIÇO Bloco do Silva Apresentação: 17/01/2026 (Sábado) Horário: 12h às 22h Local: Memorial da América Latina Classificação: +18 anos Ingressos
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January 15, 2026 at 1:20 PM
Quem é Sergey Brin, bilionário que tirou Jeff Bezos do pódio de mais ricos do mundo
Nesta terça-feira (13), o ranking das três maiores fortunas do planeta mudou de cara: sai Jeff Bezos, fundador da Amazon e investidor da indústria aeroespacial, e entra Sergey Brin. De acordo com a relação em tempo real da revista Forbes, Brin detém uma fortuna estimada em US$ 253,2 bilhões, contra US$ 252,4 bilhões de Bezos. Com isso, o pódio dos bilionários passa a ter forte presença de empresários associados ao Google, gigante das buscas e uma das empresas líderes na corrida pela inteligência artificial. Sim, Elon Musk segue o homem mais rico, com US$ 723,8 bilhões. Mas em segundo e terceiro lugar estão fundadores da empresa tech: Larry Page (US$ 274,4 bi) e o próprio Sergey Brin. O valor das ações da Alphabet, grupo detentor do Google, cresceu 1,3%, superando US$ 337 na tarde desta terça-feira. Os papeis da Amazon fizeram movimento contrário, caindo 2% em valor. Os motivos para a performance da gigante das buscas incluem uma tendência de aumento das ações no pregão, assim com a parceria anunciada na segunda (12) com a Apple, que utilizará o Gemini, produto de IA do Google, para o desenvolvimento de sua própria solução, a Siri. Ambos Page e Brin adicionaram cerca de 2,5 bilhões de dólares às suas fortunas em um dia. Quem é Sergey Brin, o terceiro homem mais rico do mundo? Sergey Brin, 52, é filho de pais russos, Michael e Eugenia Brin, que emigraram de Moscou aos Estados Unidos em 1979. Na época, a família temia ser vítima da perseguição contra judeus soviéticos, movimento que teve início com o fim das relações diplomáticos do bloco com Israel em 1967. Brin conta sobre a experiência em uma publicação em seu blog em 2009: "O simples fato de solicitar a saída da União Soviética já nos marcou com a 'letra escarlate' - meu pai perdeu seu emprego e recebemos visitas da polícia". Após nove meses da data do pedido de emigração, a família conseguiu fugir para a Áustria e depois para a França. Desembarcaram por fim em Nova York, em 25 de outubro de 1979. "Graças a muitas organizações e pessoas, pudemos recomeçar a vida nesta terra", conta. Cerca de 15 anos depois, com a família estabilizada no país, o jovem, que se formara em ciência da informática e matemática pela Universidade de Maryland, fazia seu doutorado em computação em Stanford. Mas para além da rotina de estudos, dividia uma ambição maior com seu colega de curso, Larry Page: a criar uma forma de organizar o crescente volume de informações circulando na internet, mercado em franca expansão que só estouraria anos depois com a bolha da internet. Sergey Brin em conferência em 2002 Getty Images O trabalho começou no dormitório estudantil onde Page passava os dias e dali foi crescendo. Seu modelo, baseado no PageRank (uma espécie de ranking de relevância das páginas na rede), recebeu em 1998 uma injeção de 1 milhão de dólares de investidores e familiares. Em 2004, quando a empresa de Brin e Page (chamada Google) inaugurou na bolsa de valores, a ferramenta já processava 138 mil buscas por minuto, de acordo com a Enciclopédia Britânica. Brin chegou a ser o presidente da Alphabet Inc., holding criada em agosto de 2015 fruto de uma reestruturação interna do Google. Ambos os fundadores já não têm um cargo operacional na empresa: em 2019, Brin e Page migraram para o conselho de diretoria, ainda que mantivessem controle majoritário das ações do grupo. Na trajetória de Brin com o Google, houve erros e acertos. Em conversa com alunos de Stanford em dezembro, ele destaca em particular a performance anêmica do óculos de realidade aumentada Google Glass em 2014. "Gosto do que estávamos fazendo com o Google Glass, mas acho que tentamos comercializá-lo rápido demais, antes que pudéssemos torná-lo o mais eficiente possível em termos de custo e mais preparado para o consumidor", lembra. "Mas pensei: 'Sou o próximo Steve Jobs, posso fazer isso acontecer.'"
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January 14, 2026 at 9:25 AM
No BBB, Juliano Floss entrega que urina sentado e levanta debate sobre tema: saiba porque é mais recomendado
Juliano Floss, 21, está na casa mais vigiada do Brasil, o BBB 26, reality show que estreou nesta última segunda-feira (12). Em menos 24 horas de programa, o dançarino e influenciador digital já repercutiu um assunto bastante relevante para os homens. A sua declaração em questão foi sobre o ator de urinar sentado, algo que, segundo ele, adotou há um ano. A fala foi compartilhada durante uma conversa com o participante Pedro. O trecho de Floss acabou ganhando espaço nas redes sociais da própria TV Globo, com uma edição engraçada, fazendo alusão ao programa Bem-Estar. "Tem um ano que eu estou mijando sentado, mas não em lugar público, mas em casa… Alguém me falou que tem um câncer, acho que de próstata, que o homem desenvolve porque a gente força um músculo toda vez que a gente vai fazer xixi de pé. Quando a gente tá sentado, é mais relaxante", afirmou o influencer. A fala gerou uma série de comentários, a maioria deles positivos. "Que papo perfeito, homens por favor sentem", escreveu uma internauta. "Certíssimo ele. Isso é recomendação médica", comentou outro rapaz. Mas, afinal, por que os homens devem fazer xixi sentados ou em pé? Initial plugin text Segundo o médico e coordenador do Departamento de Disfunções Miccionais da Sociedade Brasileira de Urologia, Dr. Alexandre Fornari, o hábito é, sim, bastante recomendado. "Sim, urinar sentado pode ser melhor para homens, especialmente os mais velhos ou com problemas de próstata (HPB), pois melhora o esvaziamento da bexiga, reduz o esforço, diminui o gotejamento e melhora a higiene; para homens jovens e saudáveis, a posição é mais uma questão de preferência, mas sentar ainda pode ser mais higiênico, pois evita respingos. A posição sentada relaxa mais os músculos pélvicos", disse. Apesar do estigma em torno da masculinidade no ato de urinar em pé, urinar sentado também é mais higiênico, portanto, mais respeitoso, já que diminuí as chances de contaminação de bactérias no vaso. Leia também No entanto, do ponto de vista clínico, o médico especialista nega que há interferência na próstata. "Claro que um homem que tem um problema de próstata obstrutivo, além de ter um fluxo mais lento e demorado, vai ter um jato mais fraco, e às vezes é mais fácil de acertar no vaso estando sentado do que em pé. Mas não tem uma influência para a próstata, um tipo de micção ou outra", explicou. Entenda como a prática de urinar após o sexo pode ser beneficiante para o corpo Getty Images
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January 14, 2026 at 9:25 AM
Avaliada em R$ 27 milhões, Mercedes rara ficou esquecida na garagem por 11 anos
Que este carro antigo tem história para contar já fica claro nas fotos na ocasião de sua venda este mês: esta Mercedes-Benz 300 SL ‘Gullwing’ de 1956 ainda ostenta manchas e poeira sobre o chassi de 80 anos de idade. De acordo com inspeção encomendada pela casa de leilões Artcurial em dezembro, não há sinal de restauro no veículo, sugerindo um modelo ainda original de fábrica. Hoje, ele espera um novo comprador e é avaliado em até 5 milhões de dólares (cerca de 27 milhões na cotação atual). Esta Mercedes é rara por se tratar de uma de apenas 30 unidades do modelo exportadas pela fabricante para a França. Também há o caráter da encomenda: este carro em particular saiu da linha de produção em Stuttgart, Alemanha, em 26 de janeiro de 1956 com todos os extras de fábrica, além de um acabamento em cor 'Graphitgrau' (fazendo dele um de apenas 106 330SL no mundo). O comprador original foi o parisiense Claude Foussier, homem de múltiplos predicados: exportador da Coca-Cola para a Europa, atirador esportivo com duas passagens pela Olimpíada (Roma 1960 e Tóquio 1964) e condecorado em 2010 com o título de comandante de honra das forças legionárias francesas. Reprodução / Artcurial Foussier, na época morando em um condomínio de luxo em Paris, ficou com o carro até março de 1961. O veículo acabou meses depois na mão de outro industrialista francês, Jean Piger, que após declinar um sem número de ofertas de interessados, enfim abriu mão da Mercedes em 2014, vendendo-a para um colecionador alemão. Quando foi transportado de Paris, fazia 11 anos que o veículo colecionava poeira na garagem do Château de Margeaix, residência construída na comuna de Beaulieu, França. A última vez que havia visto rua ou estrada era 1993. Reprodução / Artcurial O resto da história desta Mercedes não é lá tão mais ativa. O novo dono alemão optou por manter o carro embrulhado em plástico com o intuito de preservá-lo, guardado em uma garagem no subsolo. Assim ele ficou por cerca de 10 anos até ser novamente comprada por um colecionador francês que, responsável pela venda este mês, não chegou a tentar rodar novamente com o veículo. Leia também Reprodução / Artcurial Fim não tão digno para um modelo como o 300 SL 'Gullwind', desenvolvido pela fabricante alemã para ser um carro com pedigree de corrida: ele era capaz de fazer 230 km/h de ia de 0 a 100km/h em menos de 9 segundos. O termo 'Gullwind' (ou 'asa de gaivota') descrevia as duas portas que abrem para cima, solução técnica para comportar o chassi robusto do veículo. Esse modelo foi fabricado de 1954 a 1957.
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January 14, 2026 at 9:26 AM
Coleção de relógios do Vini Jr conta com modelo milionário inspirado em filme clássico
Vini Jr tem uma coleção de relógios de respeito, igual sua carreira no futebol. Dono de um estilo refinado, o atacante do Real Madrid conta com acessórios no nível de sua performance em campo e sempre chama a atenção de colecionadores com seus modelos impressionantes. Entre peças da Rolex, Richard Mille, Audemars Piguet e outras marcas da alta relojoaria, a GQ Brasil selecionou oito relógios da coleção do jogador de futebol que tiram o fôlego de qualquer um. Confira: Relógio Opera Godfather, da Jacob & Co Divulgação/Jacob & Co Jacob & Co Opera Godfather Inspirado no filme O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola, este relógio da Jacob & Co é avaliado em R$ 2,4 milhões. A peça foi feita em parceria com a Paramount especialmente para fãs, já que ela toca a música tema do filme e tem o seu logotipo desenhado no mostrador. O modelo tem turbilhão de eixo triplo, caixa de 42 mm em titânio DLC preto e 666 diamantes em cilindros cravejados para tocar a música. Rolex Day-Date Divulgação/Rolex Rolex Day-Date Clássico da Rolex, o Day-Date é feito em ouro branco 18 quilates, mostrador verde-oliva e luneta canelada — símbolo inconfundível da marca. Lançado em 1956, este modelo exibe a data e o dia da semana por extenso em duas aberturas distintas, sendo o primeiro relógio do mundo a ter essa função. Ele é avaliado em R$ 421.500. RM 037, da Richard Mille Divulgação/Richard Mille Richard Mille RM 037 Fã de relógios da Richard Mille, o jogador de futebol é dono de um RM 037, feito em material ultraleve e resistente, perfeito para um atleta como Vini Jr. O modelo combina a tecnicidade extrema, sofisticação e acabamento manual de alto nível, apresentando horas, minutos, data ampliada e seletor de funções em seu mostrador, feito com o design único da relojoaria suíça. Na internet, ele pode ser encontrado à venda a partir de R$ 1,7 milhão. Quirky Tourbillon, da Gaga Milano Divulgação/Gaga Milano Gaga Milano Quirky Tourbillon Modelo exclusivo da Gaga Milano, o Quirky Tourbillion é um dos relógios mais diferentes da coleção do atacante. A peça de 48 mm é feita com pulseira branca de couro de jacaré e caixa em outro branco 18 quilates, além de 460 diamantes cravejados para deixar o acessório de R$ 742 mil inda mais luxuoso RM 67-01, da Richard Mille Divulgação/Richard Mille Richard Mille RM 67-01 Pensado para uso diário, o RM 67-01 é a combinação entre a ergonomia extrema e a alta perfomance, além do design que somente a Richard Mille pode oferecer — desta vez com os números bem grandes em seu mostrador. O modelo é feito com caixa ultrafina e movimento automático de manufatura com rotor de geometria variável, sendo destaque por seu conforto no pulso. Ele está disponível na internet a partir de R$ 1,2 milhão. RM 67-02 Alexis Pintorault, da Richard Mille Divulgação/ Richard Mille Richard Mille RM 67-02 Alexis Pintorault Inspirado no esquiador francês Alexis Pintorault, o RM 67-02 leva a mesma essência e conforto do RM 67-01, mas ousa em seu design ainda mais esportivo. O modelo foi pintado nas cores da bandeira francesa, em homenagem ao atleta, com pulseira em material têxtil e caixa em quartzo TPT e carbono TPT. Ele é avaliado em US$ 450 mil, cerca de R$ 2,4 milhões na cotação atual. Audemars Piguet Royal Oak Divulgação/Audemars Piguet Audemars Piguet Royal Oak O Royal Oak da Audemars Piguet é um dos mais icônicos da marca e se destaca por sua luneta octogonal e parafusos aparentes. Pioneira nos esportivos luxuosos na relojoaria, o modelo de 41 mm é feito em ouro rosa e leva o design atemporal e o ousado da marca, perfeito para qualquer ocasião que exija sofisticação. Ele é avaliado em cerca de R$ 580 mil. Rolex GMT Master-II Divulgação/Rolex Rolex GMT Master-II Perfeito para atletas que viajam o mundo todo, o Rolex GMT Master-II apresenta dois fusos horários diferentes em um só relógio. O ponteiro convencional mostra as horas de seu local preferido, mas o colorido pode exibir o horário de qualquer país do mundo que você está visitando. O modelo de Vini é feito de ouro com mostrador verde, disponível na internet a partir de R$ 253 mil.
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January 14, 2026 at 9:26 AM