De Pinah a Milton Cunha: veja como votaram os jurados no ranking das rainhas de bateria; faça você também seu top 10
Quem são as rainhas de bateria mais icônicas do carnaval carioca? Uma resposta difícil de responder para muitas das 30 personalidades do samba convidadas pelo GLOBO para votar em quem consideram as mais impactantes da história. Uma delas é Pinah, que foi lembrada por muitos como a grande passista que sambou com o então jovem príncipe Charles, durante sua passagem pelo Rio, em 1978. Outro é o faraônico pesquisador e ex-carnavalesco Milton Cunha, e muitos outros representantes da classe artística, jornalística, da academia e do próprio carnaval.
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Cada um escolheu três rainhas: o 1º lugar ganhou três pontos, o 2º, dois pontos, e o 3º lugar, um ponto. Feitas as contas, foi montado um ranking com 21 nomes. Mas você pode criar o seu próprio top 10, na ferramenta online que o GLOBO disponibiliza com todas elas. No pódio do GLOBO, Evelyn Bastos, Viviane Araujo e Soninha Capeta ficaram em 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente.
Abaixo, você vê em detalhes, como votaram os jurados convidados.
Alex Escobar, apresentador.
1º: Viviane Araújo.
2º: Luma de Oliveira.
3º: Evelyn Bastos.
Alex de Oliveira, coordenador da Corte do carnaval e ex-Rei Momo.
1º: Viviane Araújo: Alegria e samba no pé.
2º: Luma de Oliveira: Amor e dedicação.
3º: Luiza Brunet: Refinamento e elegância.
Aldione Senna, passista histórica da Estácio de Sá.
1º: Soninha Capeta: Teve uma infância difícil, depois ainda criança se tornou rainha da Beija-Flor e ficou por 20 anos.
2º: Edcléa das Neves: Teve uma grande história dentro da Portela e se tornou rainha de bateria.
3º: Adele Fátima: Uma modelo negra, recebeu o título de Sardinha 88.
Ancelmo Gois, jornalista.
1º: Quitéria Chagas: Quitéria tem 26 anos de Sapucaí e é uma pessoa interessada em carnaval, dedicada mesmo. O posto de rainha de bateria desde a que a Luma apareceu virou algo de celebridade, mas a Quitéria tem 26 anos de dedicação. Ela é uma pessoa que está muito ligada ao Império Serrano.
2º: Luma de Oliveira: Marcou uma época com a fantasia do Eike no pescoço.
3º: Paolla Oliveira: Teve entregas incríveis, como a do desfile com a cabeça de onça.
Angélica Ferrarez, historiadora, curadora, pesquisadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Adele Fátima.
2º: Raíssa Oliveira.
3º: Valéria Valenssa.
Avelino Ribeiro
1º: Monique Evans: Foi a primeira rainha de bateria que alcançou uma grande projeção nacional, ousando ao usar top less na Avenida. Assumiu glamourosa o posto, abrindo caminho para outras rainhas.
2º: Paolla Oliveira: Mesmo sendo uma atriz famosa, conseguiu conquistar todos com seu samba e performance, se tornando uma das rainhas de bateria mais carismáticas e esperadas na Sapucaí nos últimos anos.
3º: Luma de Oliveira: Como rainha de bateria conseguia atrair a todos. Difícil conseguir explicar essa atração, mas vê-la interagindo com os ritmistas e o público era bonito demais.
Aydano André Motta, jornalista e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Luma de Oliveira: Uma devota da festa, que encantou desde a Caprichosos de Pilares, foi para o acesso com a Tradição e brilhou com a Viradouro, produzindo cena histórica ao se ajoelhar com a bateria. Nesses e em todos os outros desfiles com incrível beleza e muito samba no pé. A maior rainha da história carnavalesca.
2º: Viviane Araújo: Um dos grandes ídolos da Sapucaí. Vê-la dobrar no setor 1 sob a euforia do público é sempre espetacular. Um personagem que a Avenida legou ao Brasil.
3º: Mayara Lima: O presente e o futuro da festa. Uma artista espetacular, que arrebata a plateia com dança impecável e surpreendente. A cada ano, cria e encena novas coreografias, interagindo com a bateria em movimentos maravilhosos. A melhor dançarina do carnaval atual.
Belinha Delfim, professora de dança e passista.
1º: Evelyn Bastos: A mais nova entre as três, com menos anos de posto, mas com grande impacto social, cultural e representativo. Rainha de sua comunidade e mega engajada em projetos dentro da escola.
2º: Viviane Araújo: Quase 20 anos à frente da bateria do Salgueiro, respeitada pela comunidade carnavalesca, presente e constante. Tornou-se um dos principais cartões de visita do Carnaval carioca e paulista.
3º: Luma de Oliveira: Mudou o conceito de rainha de bateria, criou momentos icônicos e eternos na Sapucaí e abriu caminho para tudo que veio depois.
Bernardo Araújo, jornalista e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Monique Evans: A pioneira.
2º: Eloína dos Leopardos: Pioneirismo e coragem.
3º: Viviane Araújo: A mais longeva e mais identificada com uma escola.
Carlinhos de Jesus, coreógrafo.
1º: Soninha Capeta: O nome capeta vem porque ela sambava de uma forma que tirava o fôlego, a gente dizia “nossa, essa menina é um capetinha”. Não tem peito, nem bunda, nem coxa, mas samba para cacete. Já é avó de tantos netos e continua sendo passista. Sonia tem uma história de tradição, e cavou com unhas e garras esse espaço tão glamouroso que é o da rainha de bateria.
2º: Evelyn Bastos: A Evelyn é uma rainha da comunidade que eu vi começar e evoluir. Ela dança o samba com muito gracejo, com rebolado, seguindo a bateria da Mangueira, que traz muito forte o surdo sem resposta, que tem uma marcação diferente. E ela mantém uma movimentação, uma alternância constante do samba no pé muito visível, o traçado do quadril, que é muito bonito de ver.
3º: Mayara Lima: A Mayara, também de comunidade, é uma grande revelação do samba, pela inovação e graciosidade. Ela interpreta as percussões dançando, mexe na hora do tamborim, chacoalha na hora do chocalho, samba de acordo com o instrumento que sobressai no momento. E faz isso com maestria e um domínio muito grande. Não é que ela tenha inventado, porque nossos ancestrais, os orixás, já dançavam em cima de um único batuque. Mas ela traz uma inovação que é a variação de movimentos em cima de uma variação de instrumentos, com gracejo e graciosidade sensacionais.
Dorina, cantora, comunicadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Eloína dos Leopardos: Uma pioneira! Começou na Beija-Flor em 1970, e o posto de rainha só surgiu em 1978.
2º: Monique Evans: Popularizou o posto de rainha.
3º: Viviane Araújo: tem a cara e um reinado enorme em frente ao Salgueiro.
Dudu Nobre, cantor e compositor.
1º: Adele Fátima: pela identificação dela com a Mocidade, a visibilidade que ela teve. Não era uma modelo que virou passista. Primeiro ela foi passista e rainha de bateria, depois foi um sucesso.
2º: Viviane Araújo: Sempre foi uma menina do samba próxima de todos nós, nas escolas, nos eventos, shows. Chega no Salgueiro e cria uma identificação muito forte, eleva aquilo a outro patamar, e vira uma grande personalidade do carnava e das artes de maneira geral.
3º: Mayara Lima: consegue aparecer nesse mercado de uma maneira muito orgânica, muito singela, e a cada ano vem com uma história nova. Uma leoa na internet e na Avenida.
Eduarda Apolinário, passista do Salgueiro e rainha dos passistas do Império de Brás de Pina.
1º: Evelyn Bastos: A primeira escola que desfilou foi a Mangueira do Amanhã. Mesmo muito pequena, entendia a importância. Para a gente que é da comunidade, ir passando por cargos e assumir o de rainha de bateria, é especialmente incrível, porque é um trabalho de anos. Por esse motivo e por toda admiração que tenho pela Evelyn, coloco ela como meu primeiro lugar.
2º: Viviane Araújo: Rainha das rainhas. Tenho uma admiração incrível, não só por ser rainha da minha escola de coração, mas por também ter trabalhado com ela numa ocasião especial. Mulher incrível, que concilia Salgueiro, trabalho, maternidade, e sei o que é isso, porque também sou mãe. Maravilhosa, incrível e tenho muito orgulho de ela ser rainha de bateria da minha escola de coração
3º: Mayara Lima: Tive o grande prazer de trabalhar com ela e ver que concilia o ser mãe e o trabalho, ser uma pessoa muito influente no carnaval. Ela merece estar nesse lugar, fora o samba, as meninas que representa e se inspiram nela.
Fábio Fabato, jornalista e escritor.
1º: Monique Evans: Mistura pioneirismo - foi das primeiras mulheres muito famosas a brilhar na Avenida - com ousadia em termos de figurinos e também performances à frente de ritmistas. Impossível não lembrar de sua personagem indígena com toques egípcios em “Tupinicópolis”, também de seus cabelos raspados antes mesmo de ser moda. Conta a seu favor também o fato de ter sido rainha em dois desfiles considerados históricos (Mocidade 85 e Estácio 92). Até mesmo o desafio de ser porta-estandarte com seios à mostra, na União da Ilha, ela topou encarar. Definitivamente, a maior.
2º: Luma de Oliveira: figura icônica que elevou o posto de rainha à condição de posição super midiática. Fez história ao usar o lugar à frente dos ritmistas para buscar espécie de sobrevida ao seu casamento nos 90 - a famosa coleira com a inscrição “Eike”, na Tradição. Na Viradouro, marcou época com performances especiais, com destaque para o famoso ajoelhar diante dos últimos setores da Avenida. A passagem pela Mocidade foi bastante polêmica quando desistiu do desfile de 2004 alegando uma gravidez (algo que se provou falso).
3º: Raíssa de Oliveira: cria da comunidade de Nilópolis, orgulho da região, reinou por anos à frente da Bateria da Beija-Flor e, literalmente, cresceu no posto. Ou seja, de menina virou mulher e passou simbolizar a escola, sempre tão endossadora de longevidade entre os seus quadros. Pensar em Raíssa é pensar na Beija e essa identificação lastreada por amor e samba no pé - tão em falta hoje em dia. Isso a classifica entre as grandes de todos os tempos.
Felipe Ferreira, professor e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Mayara Lima: uma boa sambista, tem integração com a bateria.
2º: Evelyn Bastos: é a cara da Mangueira, representa bem o morro. Uma rainha de bateria que se afirma como mulher e rainha.
3º: Iza: Mulher famosa internacionalmente, que é da comunidade e se identifica muito com a escola.
Flávia Barbosa, jornalista.
1º: Monique Evans: Precursora, carisma puro, cheia de personalidade. Instigava a plateia e a escola. Inesquecível, criou uma linhagem nem sempre honrada.
2º: Viviane Araújo: Samba, canta, se engaja, toca, gosta de carnaval. Reverenciada por sua bateria, o que diz muito sobre alguém que entende seu papel.
3º: Evelyn Bastos: Cria! Samba no pé com a ginga e o charme que a galera gosta. Sacode no suingue da bateria, a prova de que quando a comunidade escolhe uma das suas, a Sapucaí treme! Salve Evelyn, salve a nação verde-rosa!
Flávia Oliveira, jornalista.
1º: Eloína dos Leopardos: Travesti que Joãosinho Trinta fez rainha de Bateria na Beija-Flor em 1979. Ela voltou à Sapucaí em 2025 pelo Tuiuti, que homenageou Xica Manicongo.
2º: Dodô da Portela: Foi a porta-bandeira do primeiro título da escola. Foi rainha de bateria em 2004, aos 84 anos, desafiando o etarismo e a ditadura da forma física e dos padrões de beleza.
3º: Viviane Araújo: A rainha das rainhas. Além de sambar à frente dos ritmistas, costumava desfilar tocando tamborim.
George Louzada, coreógrafo.
1º: Mayara Lima.
2º: Evelyn Bastos.
3º: Dede Marinho.
Leonardo Bruno, jornalista, roteirista e apresentador.
1º:
2º:
3º:
Luiz Antônio Simas, historiador.
1º: Soninha Capeta: Soninha foi uma rainha extraordinária da comunidade. Hoje, é uma baluarte. Tinha uma maneira de samba à frente da bateria exuberante.
2º: Evelyn Bastos: Evelyn é cria da comunidade da Mangueira, passista que chegou à condição de rainha soberana.
3º: Mayara Lima: Mayara reiventa a dança da rainha sincronizando o samba dela com o ritmo de forma impressionante.
Marvvila, cantora e musa da Portela.
1º: Mayara Lima: Ela impressiona pela musicalidade e pela conexão profunda com a bateria. Ela samba sobre todos os instrumentos, com destaque para o tamborim e o chocalho, demonstrando cadência, precisão e uma compreensão rítmica rara. Sua dança dialoga diretamente com o som, revelando sincronia absoluta com os elementos da bateria. Mayara também incorpora referências da dança. Este ano percebi a presença da salsa cubana e movimentos afro, que utiliza com inteligência e respeito à tradição, agregando identidade, força e contemporaneidade ao samba, sem jamais descaracterizá-lo. Sua energia é genuína, verdadeira, vem de dentro e se reflete na Avenida.
2º: Bianca Monteiro: Ela é sinônimo de elegância, tradição e força. Quando chega a hora do desfile, ninguém a segura: ela se transforma em pura potência. Carrega a Portela com imponência, respeito absoluto à história da escola e uma postura impecável dentro e fora da Avenida. Sua presença traduz o peso simbólico do cargo de rainha, aliando classe, responsabilidade e compromisso. Além disso, Bianca desenvolve um trabalho social consistente, mostrando que o papel de uma rainha vai muito além do espetáculo, sendo também referência, exemplo e inspiração para sua comunidade.
3º: Evelyn Bastos: Evelyn é uma referência absoluta no Carnaval. Mulher preta, filha de uma ex-rainha de bateria da Mangueira, moradora do Morro da Mangueira, há mais de uma década à frente de uma bateria , ela carrega muito mais do que beleza: carrega história, consciência e resistência. Evelyn levanta bandeiras das minorias durante todo o ano, não apenas no carnaval, e desenvolve trabalhos sociais relevantes, reafirmando seu compromisso com a coletividade. Hoje, ocupa um espaço histórico ao integrar a diretoria da Liesa, um marco importantíssimo, sobretudo por ser uma mulher preta em um lugar que, até então, não havia sido ocupado dessa forma. Ela escreve sua própria história enquanto abre caminhos para muitas outras mulheres, mantendo vivo o samba forte, potente e ancestral das passistas que vieram antes dela.
Mestre Odilon, antigo mestre de bateria e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Bruna Bruno.
2º: Mayara Lima.
3º: Viviane Araújo.
Mestre Paulinho, ex mestre de bateria da Beija-Flor.
1º: Sabrina Sato: A Sabrina é uma pessoa muito simples e muito carinhosa. Dispensa comentários. Muito dedicada a estar à frente de uma bateria e à comunidade. Uma pessoa realmente muito humilde, muito simples, se doou muito comigo na frente da bateria da Vila Isabel e até hoje é uma hiper amiga.
2º: Raíssa Oliveira: A Raíssa começou comigo ainda criança, tenho uma amizade muito grande. Nós ganhamos cinco títulos com ela. Ela é sambista da terra de Nilópolis. Era uma garotinha que despontou na ala das crianças, mirim, e depois foi colocada no cargo de rainha de bateria. Nós prosperamos com títulos, boas apresentações, e ela se tornou uma musa para o carnaval do Brasil, pela Beija-Flor de Nilópolis.
3º: Luma de Oliveira: Foi a minha primeira rainha de bateria na Caprichosos de Pilares. A gente acompanhava a cantora Simone, ela falou pra deixar a Luma subir no palco pra sambar com os ritmistas. O público foi à loucura. E aí eu a convidei pra ser rainha. Ela era novinha, e participou dos carnavais de 1988 e 1989. Tinha uma graciosidade única, muito simpática, sempre humilde e carinhosa com a comunidade. Deu super certo, ela ganhou prêmio.
Milton Cunha, apresentador e ex-carnavalesco.
1º: Soninha Capeta: A Sônia tem um tipo de dança original, única. Quando eu entro na Beija, eu pego ela já como uma vedete do Joãozinho 30 e ela reina na frente da bateria. É inesquecível, e é mulher de comunidade, retinta, representa.
2º: Eloína dos Leopardos: A Eloína representa por mostrar que a luta trans é de muito tempo. Outra coisa que também me comove na história dela é a visão do Joãozinho 30 pela democracia, por escolher outros corpos para serem as rainhas.
3º: Evelyn Bastos: A Evelyn é a empoderada do terceiro milênio. Ela tomou isso pra ela, estudou, burilou. Ela é uma deusa, um furacão. Quando Evelyn samba, o som do tambor vira carne, músculo, nervo, esqueleto. Ela corporifica o som. Como se isso não bastasse, ela que é a tal, pensa, argumenta, raciocina, e o mais importante: ela vai pra cima, não leva desaforo pra casa e isso eu amo. Ela é o que todas as outras serão.
Nilce Fran, vice-presidente da Portela.
1º: Nega Pelé: Sambista raiz, cria da escola. Mulher preta, representatividade pura.
2º: Soninha Capeta: Raiz do samba, pertence a uma comunidade forte, que é Nilópolis. Preta, passista, mulata, segurando o espaço que deveria sempre ser das raízes da escola.
3º: Evelyn Bastos: Dispensa comentários. Raiz pura, entendeu a proposta, representa sua comunidade, nasceu nela, se capacitou. Meu orgulho ser sua segunda professora de samba, pois a primeira foi sua mãe, Valéria. Me representa e representa a atualidade de rainhas de comunidade.
Pinah, baluarte da Beija-Flor.
1º: Soninha Capeta: Foi a segunda rainha de bateria da Beija -Flor com seu samba no pé perfeito. Até hoje tem um tempo requebrado inclusive.
2º: Viviane Araújo: Simpática, carismática e como diz rainha das rainhas.
3º: Sabrina Sato: É uma Brasil-Japão louca por carnaval. Vive a folia 365 dias. Por ela carnaval seria todos os dias.
Pretinho da Serrinha, compositor e percussionista.
1º: Viviane Araújo.
2º: Evelyn Bastos.
3º: Sabrina Sato.
Rachel Valença, pesquisadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro.
1º: Soninha Capeta: Foi rainha de bateria da Beija-Flor numa época em que esse posto já era cobiçado por famosas, mas se sobrepôs a elas.
2º: Quitéria Chagas: Além de grande passista, se destaca por sua fidelidade à bandeira imperiana e sua intensa participação no cotidiano da escola.
3º: Mayara Lima: Tem importante papel na atualização das funções de rainha de bateria em tempos midiáticos.
Rafaela Bastos, ex-passista da Mangueira, geógrafa e gestora pública.
1º: Adele Fátima: Pela história. Ela realizou muitos feitos ao longo da sua carreira. Foi a primeira Madrinha de Bateria. Sua marca era ser Mulata-Show, o que na década de 70/80 era uma das principais ideias ou representações da Mulher Passista. De 1981 a 1984 foi Rainha da Mocidade Independente de Padre Miguel. Eu considero a Adele muito fora da curva desde a sua época até os dias de hoje, talvez, por causa dela, muitas mulheres passistas avaliam que é possível ter mobilidade social, mesmo sem um reconhecimento profissional consistente.
2º: Valéria Valenssa: Ela tem muita representatividade. Foi Rainha uma única vez. Mas foi por muitos anos exemplo de beleza negra, a Rainha do Carnaval. Como se o seu reinado carnavalesco representasse e ousasse dizer que, na verdade, o padrão de beleza de uma Rainha era ser uma mulher negra.
3º: Evelyn Bastos: Pelo reconhecimento. Evelyn Bastos foi uma das primeiras mulheres da comunidade da escola de samba. Célebre passista a ser reconhecida como Rainha de Bateria, fez parte de um movimento em que as mulheres passistas têm reconhecimento e ela foi a precursora como Rainha. Além disso, tem mais de uma década como Rainha da Estação Primeira de Mangueira.
Teresa Cristina, cantora.
1º: Mayara Lima: Uma verdadeira rainha da comunidade, tem uma identificação com o samba-enredo da escola, samba muito, é linda, faz a gente querer assisti-la. É de outro mundo. Está num patamar muito diferente.
2º: Evelyn Bastos: Ela e a Bianca são rainhas de bateria do mais alto gabarito, não só rainhas, tão inseridas no contexto da escola, mulheres inteligentíssimas, têm conteúdo, são rainhas importantes.
3º: Bianca Monteiro: Ela e a Evelyn são rainhas de bateria do mais alto gabarito, não só rainhas, tão inseridas no contexto da escola, mulheres inteligentíssimas, têm conteúdo, são rainhas importantes.