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'Beija e anda': grupo dá dicas para beijar sem atrapalhar fluxo de blocos no carnaval
Com estandartes coloridos estampando a frase “Beija e Anda” e adesivos personalizados, o grupo marcou presença na manhã deste sábado fiscalizando os beijoqueiros que atrapalhavam o fluxo do Bloco Aleatório, na Glória. Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Match dos blocos: faça o teste e descubra quem é você no carnaval de rua do Rio Grupo 'beija e anda' estampa adesivos personalizados no Bloco Aleatório Lívia Mendes Segundo João Octávio Araújo, um dos organizadores do movimento, a ideia surgiu de uma situação recorrente nos blocos. — A ideia partiu de uma brincadeira. Sempre tem aquele amigo no meio do bloco ou no cortejo, que vai beijar alguém e acaba ficando parado. Essa pessoa some, atrapalha o fluxo e às vezes até se perde do grupo. Então criamos o movimento de beijar e andar, para continuar seguindo o ritmo do bloco e ninguém ficar para trás — explica. Da nudez ao topless, confira o que pode ou não no carnaval; julgamento muda em 2026, com subquesitos Formado por cerca de 20 integrantes, o grupo foi criado em 2025, mas começou a marcar presença nas ruas no segundo semestre do mesmo ano. Desde então, os participantes têm acompanhado diferentes blocos e cortejos pela cidade. — Pretendemos ir a todos os blocos possíveis nesse carnaval. Aqui mesmo já teve gente beijando e parando e a gente foi lá e gritou ‘Beija e Anda’. Beijar parado é um horror — brinca o organizador. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO Initial plugin text
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February 14, 2026 at 10:52 AM
Estimulação cerebral pode tornar pessoas mais generosas, aponta estudo
Uma técnica de estimulação cerebral capaz de sincronizar suavemente duas áreas do cérebro pode tornar as pessoas mais generosas — mesmo quando isso implica custo pessoal. A conclusão é de um estudo publicado em 10 de fevereiro na revista científica PLOS Biology. Ansiedade financeira: quando o dinheiro não sai da cabeça Geração X, Z, millenials e baby boomers: novo estudo mostra qual deles é mais satisfeito com a vida sexual A pesquisa foi liderada por Jie Hu, da Universidade Normal do Leste da China, em colaboração com cientistas da Universidade de Zurique, na Suiça. Ao alinhar a atividade entre regiões cerebrais específicas, a equipe constatou que foi possível aumentar ligeiramente o comportamento altruísta dos participantes. Pais costumam ensinar os filhos a compartilhar, demonstrar gentileza e considerar as necessidades dos outros — características que ajudam comunidades a funcionar de forma harmoniosa. Ainda assim, adultos variam amplamente no grau de altruísmo: enquanto alguns colocam os demais em primeiro lugar de forma consistente, outros tendem a priorizar ganhos pessoais. Há décadas, cientistas buscam compreender o que explica essas diferenças individuais. Carnaval: vai beber e usa canetas emagrecedoras? Médicos alertam para os riscos dessa combinação explosiva Segundo o coautor Christian Ruff, “Identificamos um padrão de comunicação entre regiões do cérebro que está ligado a escolhas altruístas. Isso melhora nossa compreensão básica de como o cérebro sustenta decisões sociais e prepara o terreno para futuras pesquisas sobre cooperação — especialmente em situações em que o sucesso depende de as pessoas trabalharem juntas”. Já o coautor Jie Hu destacou: “O que há de novo aqui é a evidência de causa e efeito: quando alteramos a comunicação em uma rede cerebral específica usando estimulação direcionada e não invasiva, as decisões de compartilhamento das pessoas mudaram de maneira consistente — alterando a forma como equilibravam seus próprios interesses com os dos outros”. O também coautor Marius Moisa concluiu: “Ficamos impressionados ao ver que aumentar a coordenação entre duas áreas do cérebro levou a escolhas mais altruístas. Quando aumentamos a sincronia entre regiões frontais e parietais, os participantes ficaram mais propensos a ajudar os outros, mesmo quando isso implicava um custo pessoal”. Os resultados, segundo os pesquisadores, contribuem para a compreensão de como o cérebro influencia decisões sociais e podem abrir caminho para novas investigações sobre cooperação e comportamento coletivo.
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February 14, 2026 at 10:52 AM
Carnaval 2026: segunda noite da Série Ouro tem homenagem a Conceição Evaristo com participação de personalidades negras
A homenagem que o Império Serrano prestará à escritora Conceição Evaristo, com o enredo "Ponciá Evaristo Flor do Mulungu", reunirá diversas personalidades negras na segunda noite de desfile das escolas de samba da Série Ouro, neste sábado, na Sapucaí. Também cruzarão a Avenida, a partir das 21h, a Botafogo Samba Clube, Em Cima da Hora, Arranco do Engenho de Dentro, Estácio de Sá, União de Maricá e Unidos da Ponte. Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Qual é a rainha de bateria mais icônica da história do carnaval? Júri elege lista das mais marcantes; você concorda? No último carro do Império Serrano, intitulado “Casa de Preto também é academia”, será apresentado como espaço de saber, memória e ancestralidade, transformando-se simbolicamente em um palácio ancestral. A alegoria traduzirá a força da escrevivência negra ao unir livro, palavra e samba, em uma cena que funde passado, presente e futuro a partir do conceito do Tempo Espiralar, desenvolvido por Leda Maria Martins. As cadeiras imortais que remetem às ancestrais Tia Maria do Jongo, Vovó Joana, Dona Ivone Lara, Tia Eulália e Jovelina Pérola Negra serão ocupadas por grandes mulheres do nosso tempo. Ao lado de Ainá Evaristo — filha da homenageada — , estarão a jornalista Flávia Oliveira, a filósofa Sueli Carneiro, a escritora Eliana Alves Cruz e a ialorixá Mãe Meninazinha de Oxum. — O enredo surgiu a partir de um encontro entre o Império Serrano e dona Conceição Evaristo. Já tinha muita vontade de falar sobre ela. Achei que não seria possível, mas tudo deu certo e vamos levar para a Avenida os conceitos de escrevivências que são as vivências das mulheres pretas através da escrita e da obra dela — explica o carnavalesco Renato Esteves do Império, quarta escola a desfilar. Série Ouro: desfiles começam com homenagens a Xande de Pilares e Leci Brandão; UPM e Ilha entre as favoritas A noite será aberta pela Botafogo Samba Clube que, em seu segundo ano na Sapucaí, mostrará o legado de Roberto Burle Marx, mestre do paisagismo e das artes visuais. O enredo "O Brasil floresce em arte" mostrará a flora e os biomas brasileiros em desfile que contará com plantas cenográficas. Além do lado artístico no modernismo, assim como a expedição por florestas e seus jardins tropicais, seu sítio em Guaratiba será lembrado. Em seguida, é a vez da Em Cima da Hora, cujo enredo "Salve todas as Marias - Laroyê Pombagira" é uma reverência ao seu espirito de resistência, sua conexão com as ruas e encruzilhadas da vida. A terceira escola a entrar na Sapucaí é a Arranco do Engenho de Dentro, promete transformar a Sapucaí em picadeiro, com a história de Maria Eliza Alves dos Reis (1909-2007), a mulher por trás do Palhaço Xamego, a primeira palhaça negra do Brasil. Leandro Vieira desenvolveu enredo da Maricá "Berenguendens e Balangandãs" Léo Queiroz/Divulgação União de Maricá Do Papa Negro da Estácio ao tamborzão da Ponte A segunda metade do desfile será aberto pela Estácio de Sá, cujo enredo retratará o líder espiritual Tata Tancredo, que morreu em 1979, aos 74 anos. O pai de santo, que, através de práticas religiosas, impulsionou a tradição de se passar o réveillon na Praia de Copacabana, será representado pelo ex-rei momo Djeferson Mendes. A União de Maricá mais uma vez tenta subir para o Grupo Especial com o enredo "Berenguendéns e Balagandãs", desenvolvido pelo premiado Leandro Vieira, que na elite do desfile responde pela homenagem a Ney Matogrosso, na Imperatriz Leopoldinense. Em seu desfile, a agremiação vai contar a história da joalheria produzida por negros no Brasil. —Esse enredo é uma ideia antiga. Vem um pouco na esteira desse pensamento que acaba marcando o meu trabalho desde 2019, que é contar um pouco a história que a história não conta. Existe por trás do balangandã uma história de identidade rebeldia, transexual —explica Leandro. A Porto da Pedra vai falar das profissionais do sexo no seu enredo "Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite", desenvolvido por Mauro Quintaes. Os desfiles da Série Ouro serão encerradas pela Unidos da Ponte, cujo enredo "Tamborzão - O Rio é baile! O poder é black!", vai exaltar as raízes negras e periféricas prometendo transformar a Sapucaí num grande baile de resistência, identidade e celebração. Conheça as letras dos sambas BOTAFOGO SAMBA CLUBE Carnavalesco: Alexandre Rangel e Raphael Torres "O Brasil que floresce em arte" Tão natural quanto o tom da natureza Relicário de beleza O abstrato Nas telas, seus pincéis cheios de vida Em alma colorida que retrato E foi assim Da arte seu talento fez pra mim Imaginária fonte de inspiração Inovadora criação O dom criou as calçadas imortais Nas curvas de delírios tropicais O traço que encanta e cativa Viva a natureza viva! Baila no ar Pousa na vitória-régia Pra encontrar o cerrado dos ipês Mandacaru é a flor que nasce onde mais seca A aquarela mais perfeita de meu Deus Vem contemplar as bromélias A sutileza coloriu meu pantanal Em todo canto desse meu Brasil menino Diversidade sem igual Cada flor que você protegeu Cada espécie que catalogou É mais que moldura, maior que o gesto É manifesto de amor Botafogo Samba Clube Vem cantar é carnaval O teu legado é patrimônio mundial Vamos semear o bem como o Mestre ensinou Entreguei meu alvinegro pra você encher de cor O amor floresceu nesse lindo jardim História que não vai ter fim EM CIMA DA HORA Carnavalesco: Rodrigo Almeida "Salve todas as Marias- Laroyê Pombagira" Acorda Exu, Laroyê Tem pimenta e dendê Pombogira Mojubá Fiz um pedido aos pés de uma figueira Pra saudar Rosa Caveira Pambu Njila a girar Ganga Dilê, Ganga Dilê, ô Ganga Dona das Almas vai quebrar demanda Feiticeira dos encantos Nunca me deixou sozinho No Cruzeiro ou na Calunga Meia-noite toca o sino É lei, é lei, à fogueira, condenada Quanto mais o fogo ardia, ela dava gargalhada Ê, cacurucaia, é Tata de Angola Dona Sete Catacumbas é da Em Cima da Hora Alma cigana, entregue à liberdade Te chamam de impura, corpo sem dignidade Das cinzas renascida, enfrenta o julgamento Leva pro inferno as más línguas do consenso É Quitéria, colondina, Rosa Negra e Mortalha É Mulambo e Padilha, é menina e navalha Na encruzilhada vou oferecer Vela preta e vermelha, a champanhe e o padê Em cada esquina, meu povo vai incorporar E Cavalcanti vem baixar nesse Congá Abre a roda Em Cima da Hora firma o ponto no tambor Acende um toco, dá um pito e um marafo Porque a Dona da Casa chegou ARRANCO DO ENGENHO DE DENTRO Carnavalesco: Annik Salmon "A Gargalhada é o Xamego da vida" A alegria tomou conta de mim Rufem tambores pra anunciar Sou eu Falcão pairando em trampolim No circo da ilusão brilhar Ó, Guarany! Na arte, alforria pra resistir A pretitude às bênçãos do Rosário A trupe em família se consagrou Esse é o legado Ser palhaço é revolucionário Ê, chamego num xote pra lá de bão Reina amor no coração Vem cheio de graça Com seu par, chamegando daqui acolá No picadeiro, nosso altar Será que ela é homem Ou ele é mulher? Será que isso importa? Pois é Não é Benjamin, Carlitos não é O nome é Maria, aplaudam de pé E assim, quando a dor torturar A camélia secar, sorri Ainda que a lona desbote A Estrela não morre, sorri Artista-mãe que nos inspira Não é delírio, é fantasia! Nas encruzilhadas da felicidade a sambar Não tem corda bamba que faça meu riso tombar Dou gargalhada feliz da vida O meu Arranco é Xamego na avenida História de garra, coragem e fé De tantas Marias, de toda mulher IMPÉRIO SERRANO Carnavalesco: Renato Esteves "Ponciá Evaristo Flor do Mulungu" Sou eu, a Flor do Mulungu Brilham os olhos d'Água! Orayeyê! É de Mamãe Oxum! Sou Ponciá Consagrada Entregue às palavras E ao axé das ancestrais Se tempos atrás Ecoavam vozes do porão Hoje reescrevo a história Poesia a despertar nas pretas mãos Nos becos da minha memória Meu verbo é ouro de aluvião Meu verso é barro de artesão Pra Folia de Reis, chamo vô e chamo tio Na Folia de Reis, vou vivendo por um fio Ô lê lê, lá vem batuque, pra congada começar Angorô, vira menino! Angorô, não vou virar! Não é fácil emergir nesse contraste Benevuto, a maldade, não quer me ver sorrir No refúgio desses becos e vielas De mãos dadas com Sabela Eu só quero ser feliz O Rio que me acolheu me ensinou também a florir Vi muita gente de lá no rosto negro do povo daqui Sou eu quem dá voz à caneta que silencia o fuzil Me torno imortal no Livro Brasil Malungo! Que Negro-Estrela possa ser reconhecido Sem o choro de um futuro interrompido Por todo preto, escreviver! A gente combinamos de não morrer! Combinamos de não morrer! Chamei Maria, preta velha jongueira Vovó Joana, pra benzer Madureira Busquei Ivone pra matar essa saudade O negro é raiz da liberdade! É Kizomba de preta literatura! É escrita sem censura no Império a florescer! Casa de Preto também é Academia Serrinha, Ponciá Yalodê! ESTÁCIO DE SÁ Carnavalesco: Marcus Paulo "Tata Tancredo - O Papa Negro no Terreiro do Estácio" Macumba é macumba, canjerê, mojubá Macumba é macumba, firma ponto no gongá Kolofé, saravá Omolokô No terreiro de Tancredo a Estácio incorporou Oh, Tata! Traz a guia de miçanga Pra quem é da nossa banda a demanda enfrentar Oh, Tata! Salve a linha de umbanda e a bandeira de Oxalá Naquele tempo de malandro e meganha Eu usei lata de banha pra fazer o instrumento Ensinamento pro São Carlos que subia A ladeira todo dia encarando o regimento Tancredo o bastião e testemunha O primeiro fundamento da curimba e da mumunha Atabaques no terreiro, na porteira o guardião Uma vela no cruzeiro, duas velas pro leão Chegou general da banda, azeitado no dendê Na canjira galo canta, Cantagalo eu quero ver Vai, nas ondas do mar Yemanjá ganhar presentes de fé Todo povo da cidade num só canto Contra o quebranto firma no batuquejê Ao papa negro, mandingueiro, de arerê Quem é de santo, veste branco e vai dizer Coisa de acender, pemba de riscar Folha e feitiço pra cura Coisa de acender, pemba de riscar Banho de folha e feitiço pra curar UNIÃO DE MARICÁ Carnavalesco: Leandro Vieira "Berenguendéns e Balangandãs" Nega da ladeira do Pelô Tens o som de Salvador E a magia que fulgura Revolucionar é seu papel E a arte do cinzel Tu carregas na cintura Junto ao tabuleiro nas manhãs Há o sonho das irmãs que anseiam liberdade Ecoa toda Nzinga de Matamba A mandinga e a demanda Realeza, identidade Balanço que lembra meu adarrrum Na armadura de Ogum, memória ancestral Adorno que guardo no meu Ilê Herança dos Malês É forja do metal! Santa luz da rebeldia que moldou o livramento Somos joias da princesa, filhas do empoderamento Penduricalho que te entrego de lembrança Guarda a fé, o fogo e o talho Resplandece a esperança Eu peço aos meus Orixás E entrego todo o axé A nega pode e vai ter o que quiser Tantas pretas consagradas Meu espelho com orgulho A quem renega a mulherada Vá dormir com esse barulho Balangandãs, berenguendéns Canta Maricá, o que a baiana tem Pertencimento que reluz no amuleto Claro, tinha que ser preto! PORTO DA PEDRA Carnavalesco: Mauro Quintaes "Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite" Dama do luar e cabaré Quem ousa enfrentar a força da mulher? Meu corpo, encruzilhada de mistérios Na boca, minha língua, uma navalha Caminho para o céu e o cemitério Na esquina, o feitiço que gargalha A ninfa divindade do erudito Libido que te leva ao infinito Sou Geni que se libertou Fiz um Porto da Pedra que você jogou Eu vim de longe para lhe satisfazer Meu ofício vem do vício que alimenta seu prazer A preferida da realeza e do cais Conheço o chão das promessas que o homem faz Parceira no amor, transveste sedução Musa do escritor, veneno e salvação Também sou moça e de família Mãe e filha, meu sustento vem da luta Uma puta mulher, que sabe o que quer Em casa, na cama, na rua Dona de mim, vestida ou nua O preço da vida quem sabe sou eu Preserve seu corpo, meu bem, ao encontro do meu Sou da chama a centelha na vermelha luz Minha sina se assemelha à dor da Vera Cruz Tenho a garra e a certeza Sou o que eu queria Tigresa que mata um leão por dia! UNIDOS DA PONTE Carnavalesco: Nicolas Gonçalves "Tamborzão - O Rio é baile! O poder é black" Nascido e criado nos berços da África Venci as mazelas, trilhei o caminho Essência que luta e resiste Sou filho valente do Afrobeat Tentaram suprimir a minha voz A batida é negritude, tem fundamento Na ginga, dancei Lundu No Maxixe, me requebrei Na força do Black onde o negro é rei Pega a visão, meu irmão Não venha afrontar, fechar na vacilação A gente vai bater de frente e o baile vai rolar Tenha consciência que o pobre tem seu lugar Vai, varar a madrugada até o dia amanhecer O nosso morro tem voz e poder É dia de graça pra tantos irmãos Vem botar abaixo a segregação Nossa arte estampa os muros Tem charme no viaduto Ninguém resiste ao nosso som Minha estrela sempre vai brilhar Não vou esquecer minha raiz Sou mais um Silva, eu só quero é ser feliz Paredão já tá formado, quem quiser poder chegar Todo mundo convidado a funkear 150 BPM acelerado No tamborzão da Ponte, ninguém fica parado Initial plugin text
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February 14, 2026 at 10:21 AM
De Pinah a Milton Cunha: veja como votaram os jurados no ranking das rainhas de bateria; faça você também seu top 10
Quem são as rainhas de bateria mais icônicas do carnaval carioca? Uma resposta difícil de responder para muitas das 30 personalidades do samba convidadas pelo GLOBO para votar em quem consideram as mais impactantes da história. Uma delas é Pinah, que foi lembrada por muitos como a grande passista que sambou com o então jovem príncipe Charles, durante sua passagem pelo Rio, em 1978. Outro é o faraônico pesquisador e ex-carnavalesco Milton Cunha, e muitos outros representantes da classe artística, jornalística, da academia e do próprio carnaval. Musas do carnaval: veja aqui o ranking das rainhas 'Vale isso?': Desfile sobre Rita Lee na Sapucaí pode ter guitarra? Cada um escolheu três rainhas: o 1º lugar ganhou três pontos, o 2º, dois pontos, e o 3º lugar, um ponto. Feitas as contas, foi montado um ranking com 21 nomes. Mas você pode criar o seu próprio top 10, na ferramenta online que o GLOBO disponibiliza com todas elas. No pódio do GLOBO, Evelyn Bastos, Viviane Araujo e Soninha Capeta ficaram em 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente. Abaixo, você vê em detalhes, como votaram os jurados convidados. Alex Escobar, apresentador. 1º: Viviane Araújo. 2º: Luma de Oliveira. 3º: Evelyn Bastos. Alex de Oliveira, coordenador da Corte do carnaval e ex-Rei Momo. 1º: Viviane Araújo: Alegria e samba no pé. 2º: Luma de Oliveira: Amor e dedicação. 3º: Luiza Brunet: Refinamento e elegância. Aldione Senna, passista histórica da Estácio de Sá. 1º: Soninha Capeta: Teve uma infância difícil, depois ainda criança se tornou rainha da Beija-Flor e ficou por 20 anos. 2º: Edcléa das Neves: Teve uma grande história dentro da Portela e se tornou rainha de bateria. 3º: Adele Fátima: Uma modelo negra, recebeu o título de Sardinha 88. Ancelmo Gois, jornalista. 1º: Quitéria Chagas: Quitéria tem 26 anos de Sapucaí e é uma pessoa interessada em carnaval, dedicada mesmo. O posto de rainha de bateria desde a que a Luma apareceu virou algo de celebridade, mas a Quitéria tem 26 anos de dedicação. Ela é uma pessoa que está muito ligada ao Império Serrano. 2º: Luma de Oliveira: Marcou uma época com a fantasia do Eike no pescoço. 3º: Paolla Oliveira: Teve entregas incríveis, como a do desfile com a cabeça de onça. Angélica Ferrarez, historiadora, curadora, pesquisadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Adele Fátima. 2º: Raíssa Oliveira. 3º: Valéria Valenssa. Avelino Ribeiro 1º: Monique Evans: Foi a primeira rainha de bateria que alcançou uma grande projeção nacional, ousando ao usar top less na Avenida. Assumiu glamourosa o posto, abrindo caminho para outras rainhas. 2º: Paolla Oliveira: Mesmo sendo uma atriz famosa, conseguiu conquistar todos com seu samba e performance, se tornando uma das rainhas de bateria mais carismáticas e esperadas na Sapucaí nos últimos anos. 3º: Luma de Oliveira: Como rainha de bateria conseguia atrair a todos. Difícil conseguir explicar essa atração, mas vê-la interagindo com os ritmistas e o público era bonito demais. Aydano André Motta, jornalista e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Luma de Oliveira: Uma devota da festa, que encantou desde a Caprichosos de Pilares, foi para o acesso com a Tradição e brilhou com a Viradouro, produzindo cena histórica ao se ajoelhar com a bateria. Nesses e em todos os outros desfiles com incrível beleza e muito samba no pé. A maior rainha da história carnavalesca. 2º: Viviane Araújo: Um dos grandes ídolos da Sapucaí. Vê-la dobrar no setor 1 sob a euforia do público é sempre espetacular. Um personagem que a Avenida legou ao Brasil. 3º: Mayara Lima: O presente e o futuro da festa. Uma artista espetacular, que arrebata a plateia com dança impecável e surpreendente. A cada ano, cria e encena novas coreografias, interagindo com a bateria em movimentos maravilhosos. A melhor dançarina do carnaval atual. Belinha Delfim, professora de dança e passista. 1º: Evelyn Bastos: A mais nova entre as três, com menos anos de posto, mas com grande impacto social, cultural e representativo. Rainha de sua comunidade e mega engajada em projetos dentro da escola. 2º: Viviane Araújo: Quase 20 anos à frente da bateria do Salgueiro, respeitada pela comunidade carnavalesca, presente e constante. Tornou-se um dos principais cartões de visita do Carnaval carioca e paulista. 3º: Luma de Oliveira: Mudou o conceito de rainha de bateria, criou momentos icônicos e eternos na Sapucaí e abriu caminho para tudo que veio depois. Bernardo Araújo, jornalista e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Monique Evans: A pioneira. 2º: Eloína dos Leopardos: Pioneirismo e coragem. 3º: Viviane Araújo: A mais longeva e mais identificada com uma escola. Carlinhos de Jesus, coreógrafo. 1º: Soninha Capeta: O nome capeta vem porque ela sambava de uma forma que tirava o fôlego, a gente dizia “nossa, essa menina é um capetinha”. Não tem peito, nem bunda, nem coxa, mas samba para cacete. Já é avó de tantos netos e continua sendo passista. Sonia tem uma história de tradição, e cavou com unhas e garras esse espaço tão glamouroso que é o da rainha de bateria. 2º: Evelyn Bastos: A Evelyn é uma rainha da comunidade que eu vi começar e evoluir. Ela dança o samba com muito gracejo, com rebolado, seguindo a bateria da Mangueira, que traz muito forte o surdo sem resposta, que tem uma marcação diferente. E ela mantém uma movimentação, uma alternância constante do samba no pé muito visível, o traçado do quadril, que é muito bonito de ver. 3º: Mayara Lima: A Mayara, também de comunidade, é uma grande revelação do samba, pela inovação e graciosidade. Ela interpreta as percussões dançando, mexe na hora do tamborim, chacoalha na hora do chocalho, samba de acordo com o instrumento que sobressai no momento. E faz isso com maestria e um domínio muito grande. Não é que ela tenha inventado, porque nossos ancestrais, os orixás, já dançavam em cima de um único batuque. Mas ela traz uma inovação que é a variação de movimentos em cima de uma variação de instrumentos, com gracejo e graciosidade sensacionais. Dorina, cantora, comunicadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Eloína dos Leopardos: Uma pioneira! Começou na Beija-Flor em 1970, e o posto de rainha só surgiu em 1978. 2º: Monique Evans: Popularizou o posto de rainha. 3º: Viviane Araújo: tem a cara e um reinado enorme em frente ao Salgueiro. Dudu Nobre, cantor e compositor. 1º: Adele Fátima: pela identificação dela com a Mocidade, a visibilidade que ela teve. Não era uma modelo que virou passista. Primeiro ela foi passista e rainha de bateria, depois foi um sucesso.  2º: Viviane Araújo: Sempre foi uma menina do samba próxima de todos nós, nas escolas, nos eventos, shows. Chega no Salgueiro e cria uma identificação muito forte, eleva aquilo a outro patamar, e vira uma grande personalidade do carnava e das artes de maneira geral. 3º: Mayara Lima: consegue aparecer nesse mercado de uma maneira muito orgânica, muito singela, e a cada ano vem com uma história nova. Uma leoa na internet e na Avenida. Eduarda Apolinário, passista do Salgueiro e rainha dos passistas do Império de Brás de Pina. 1º: Evelyn Bastos: A primeira escola que desfilou foi a Mangueira do Amanhã. Mesmo muito pequena, entendia a importância. Para a gente que é da comunidade, ir passando por cargos e assumir o de rainha de bateria, é especialmente incrível, porque é um trabalho de anos. Por esse motivo e por toda admiração que tenho pela Evelyn, coloco ela como meu primeiro lugar. 2º: Viviane Araújo: Rainha das rainhas. Tenho uma admiração incrível, não só por ser rainha da minha escola de coração, mas por também ter trabalhado com ela numa ocasião especial. Mulher incrível, que concilia Salgueiro, trabalho, maternidade, e sei o que é isso, porque também sou mãe. Maravilhosa, incrível e tenho muito orgulho de ela ser rainha de bateria da minha escola de coração 3º: Mayara Lima: Tive o grande prazer de trabalhar com ela e ver que concilia o ser mãe e o trabalho, ser uma pessoa muito influente no carnaval. Ela merece estar nesse lugar, fora o samba, as meninas que representa e se inspiram nela. Fábio Fabato, jornalista e escritor. 1º: Monique Evans: Mistura pioneirismo - foi das primeiras mulheres muito famosas a brilhar na Avenida - com ousadia em termos de figurinos e também performances à frente de ritmistas. Impossível não lembrar de sua personagem indígena com toques egípcios em “Tupinicópolis”, também de seus cabelos raspados antes mesmo de ser moda. Conta a seu favor também o fato de ter sido rainha em dois desfiles considerados históricos (Mocidade 85 e Estácio 92). Até mesmo o desafio de ser porta-estandarte com seios à mostra, na União da Ilha, ela topou encarar. Definitivamente, a maior. 2º: Luma de Oliveira: figura icônica que elevou o posto de rainha à condição de posição super midiática. Fez história ao usar o lugar à frente dos ritmistas para buscar espécie de sobrevida ao seu casamento nos 90 - a famosa coleira com a inscrição “Eike”, na Tradição. Na Viradouro, marcou época com performances especiais, com destaque para o famoso ajoelhar diante dos últimos setores da Avenida. A passagem pela Mocidade foi bastante polêmica quando desistiu do desfile de 2004 alegando uma gravidez (algo que se provou falso). 3º: Raíssa de Oliveira: cria da comunidade de Nilópolis, orgulho da região, reinou por anos à frente da Bateria da Beija-Flor e, literalmente, cresceu no posto. Ou seja, de menina virou mulher e passou simbolizar a escola, sempre tão endossadora de longevidade entre os seus quadros. Pensar em Raíssa é pensar na Beija e essa identificação lastreada por amor e samba no pé - tão em falta hoje em dia. Isso a classifica entre as grandes de todos os tempos. Felipe Ferreira, professor e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Mayara Lima: uma boa sambista, tem integração com a bateria. 2º: Evelyn Bastos: é a cara da Mangueira, representa bem o morro. Uma rainha de bateria que se afirma como mulher e rainha. 3º: Iza: Mulher famosa internacionalmente, que é da comunidade e se identifica muito com a escola. Flávia Barbosa, jornalista. 1º: Monique Evans: Precursora, carisma puro, cheia de personalidade. Instigava a plateia e a escola. Inesquecível, criou uma linhagem nem sempre honrada. 2º: Viviane Araújo: Samba, canta, se engaja, toca, gosta de carnaval. Reverenciada por sua bateria, o que diz muito sobre alguém que entende seu papel. 3º: Evelyn Bastos: Cria! Samba no pé com a ginga e o charme que a galera gosta. Sacode no suingue da bateria, a prova de que quando a comunidade escolhe uma das suas, a Sapucaí treme! Salve Evelyn, salve a nação verde-rosa! Flávia Oliveira, jornalista. 1º: Eloína dos Leopardos: Travesti que Joãosinho Trinta fez rainha de Bateria na Beija-Flor em 1979. Ela voltou à Sapucaí em 2025 pelo Tuiuti, que homenageou Xica Manicongo. 2º: Dodô da Portela: Foi a porta-bandeira do primeiro título da escola. Foi rainha de bateria em 2004, aos 84 anos, desafiando o etarismo e a ditadura da forma física e dos padrões de beleza. 3º: Viviane Araújo: A rainha das rainhas. Além de sambar à frente dos ritmistas, costumava desfilar tocando tamborim. George Louzada, coreógrafo. 1º: Mayara Lima. 2º: Evelyn Bastos. 3º: Dede Marinho. Leonardo Bruno, jornalista, roteirista e apresentador. 1º: 2º: 3º: Luiz Antônio Simas, historiador. 1º: Soninha Capeta: Soninha foi uma rainha extraordinária da comunidade. Hoje, é uma baluarte. Tinha uma maneira de samba à frente da bateria exuberante. 2º: Evelyn Bastos: Evelyn é cria da comunidade da Mangueira, passista que chegou à condição de rainha soberana. 3º: Mayara Lima: Mayara reiventa a dança da rainha sincronizando o samba dela com o ritmo de forma impressionante.  Marvvila, cantora e musa da Portela. 1º: Mayara Lima: Ela impressiona pela musicalidade e pela conexão profunda com a bateria. Ela samba sobre todos os instrumentos, com destaque para o tamborim e o chocalho, demonstrando cadência, precisão e uma compreensão rítmica rara. Sua dança dialoga diretamente com o som, revelando sincronia absoluta com os elementos da bateria. Mayara também incorpora referências da dança. Este ano percebi a presença da salsa cubana e movimentos afro, que utiliza com inteligência e respeito à tradição, agregando identidade, força e contemporaneidade ao samba, sem jamais descaracterizá-lo. Sua energia é genuína, verdadeira, vem de dentro e se reflete na Avenida. 2º: Bianca Monteiro: Ela é sinônimo de elegância, tradição e força. Quando chega a hora do desfile, ninguém a segura: ela se transforma em pura potência. Carrega a Portela com imponência, respeito absoluto à história da escola e uma postura impecável dentro e fora da Avenida. Sua presença traduz o peso simbólico do cargo de rainha, aliando classe, responsabilidade e compromisso. Além disso, Bianca desenvolve um trabalho social consistente, mostrando que o papel de uma rainha vai muito além do espetáculo, sendo também referência, exemplo e inspiração para sua comunidade. 3º: Evelyn Bastos: Evelyn é uma referência absoluta no Carnaval. Mulher preta, filha de uma ex-rainha de bateria da Mangueira, moradora do Morro da Mangueira, há mais de uma década à frente de uma bateria , ela carrega muito mais do que beleza: carrega história, consciência e resistência. Evelyn levanta bandeiras das minorias durante todo o ano, não apenas no carnaval, e desenvolve trabalhos sociais relevantes, reafirmando seu compromisso com a coletividade. Hoje, ocupa um espaço histórico ao integrar a diretoria da Liesa, um marco importantíssimo, sobretudo por ser uma mulher preta em um lugar que, até então, não havia sido ocupado dessa forma. Ela escreve sua própria história enquanto abre caminhos para muitas outras mulheres, mantendo vivo o samba forte, potente e ancestral das passistas que vieram antes dela. Mestre Odilon, antigo mestre de bateria e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Bruna Bruno. 2º: Mayara Lima. 3º: Viviane Araújo. Mestre Paulinho, ex mestre de bateria da Beija-Flor. 1º: Sabrina Sato: A Sabrina é uma pessoa muito simples e muito carinhosa. Dispensa comentários. Muito dedicada a estar à frente de uma bateria e à comunidade. Uma pessoa realmente muito humilde, muito simples, se doou muito comigo na frente da bateria da Vila Isabel e até hoje é uma hiper amiga. 2º: Raíssa Oliveira: A Raíssa começou comigo ainda criança, tenho uma amizade muito grande. Nós ganhamos cinco títulos com ela. Ela é sambista da terra de Nilópolis. Era uma garotinha que despontou na ala das crianças, mirim, e depois foi colocada no cargo de rainha de bateria. Nós prosperamos com títulos, boas apresentações, e ela se tornou uma musa para o carnaval do Brasil, pela Beija-Flor de Nilópolis. 3º: Luma de Oliveira: Foi a minha primeira rainha de bateria na Caprichosos de Pilares. A gente acompanhava a cantora Simone, ela falou pra deixar a Luma subir no palco pra sambar com os ritmistas. O público foi à loucura. E aí eu a convidei pra ser rainha. Ela era novinha, e participou dos carnavais de 1988 e 1989. Tinha uma graciosidade única, muito simpática, sempre humilde e carinhosa com a comunidade. Deu super certo, ela ganhou prêmio. Milton Cunha, apresentador e ex-carnavalesco. 1º: Soninha Capeta: A Sônia tem um tipo de dança original, única. Quando eu entro na Beija, eu pego ela já como uma vedete do Joãozinho 30 e ela reina na frente da bateria. É inesquecível, e é mulher de comunidade, retinta, representa. 2º: Eloína dos Leopardos: A Eloína representa por mostrar que a luta trans é de muito tempo. Outra coisa que também me comove na história dela é a visão do Joãozinho 30 pela democracia, por escolher outros corpos para serem as rainhas. 3º: Evelyn Bastos: A Evelyn é a empoderada do terceiro milênio. Ela tomou isso pra ela, estudou, burilou. Ela é uma deusa, um furacão. Quando Evelyn samba, o som do tambor vira carne, músculo, nervo, esqueleto. Ela corporifica o som. Como se isso não bastasse, ela que é a tal, pensa, argumenta, raciocina, e o mais importante: ela vai pra cima, não leva desaforo pra casa e isso eu amo. Ela é o que todas as outras serão. Nilce Fran, vice-presidente da Portela. 1º: Nega Pelé: Sambista raiz, cria da escola. Mulher preta, representatividade pura. 2º: Soninha Capeta: Raiz do samba, pertence a uma comunidade forte, que é Nilópolis. Preta, passista, mulata, segurando o espaço que deveria sempre ser das raízes da escola. 3º: Evelyn Bastos: Dispensa comentários. Raiz pura, entendeu a proposta, representa sua comunidade, nasceu nela, se capacitou. Meu orgulho ser sua segunda professora de samba, pois a primeira foi sua mãe, Valéria. Me representa e representa a atualidade de rainhas de comunidade. Pinah, baluarte da Beija-Flor. 1º: Soninha Capeta: Foi a segunda rainha de bateria da Beija -Flor com seu samba no pé perfeito. Até hoje tem um tempo requebrado inclusive. 2º: Viviane Araújo: Simpática, carismática e como diz rainha das rainhas. 3º: Sabrina Sato: É uma Brasil-Japão louca por carnaval. Vive a folia 365 dias. Por ela carnaval seria todos os dias. Pretinho da Serrinha, compositor e percussionista. 1º: Viviane Araújo. 2º: Evelyn Bastos. 3º: Sabrina Sato. Rachel Valença, pesquisadora e integrante do júri do Estandarte de Ouro. 1º: Soninha Capeta: Foi rainha de bateria da Beija-Flor numa época em que esse posto já era cobiçado por famosas, mas se sobrepôs a elas. 2º: Quitéria Chagas: Além de grande passista, se destaca por sua fidelidade à bandeira imperiana e sua intensa participação no cotidiano da escola. 3º: Mayara Lima: Tem importante papel na atualização das funções de rainha de bateria em tempos midiáticos. Rafaela Bastos, ex-passista da Mangueira, geógrafa e gestora pública. 1º: Adele Fátima: Pela história. Ela realizou muitos feitos ao longo da sua carreira. Foi a primeira Madrinha de Bateria. Sua marca era ser Mulata-Show, o que na década de 70/80 era uma das principais ideias ou representações da Mulher Passista. De 1981 a 1984 foi Rainha da Mocidade Independente de Padre Miguel. Eu considero a Adele muito fora da curva desde a sua época até os dias de hoje, talvez, por causa dela, muitas mulheres passistas avaliam que é possível ter mobilidade social, mesmo sem um reconhecimento profissional consistente. 2º: Valéria Valenssa: Ela tem muita representatividade. Foi Rainha uma única vez. Mas foi por muitos anos exemplo de beleza negra, a Rainha do Carnaval. Como se o seu reinado carnavalesco representasse e ousasse dizer que, na verdade, o padrão de beleza de uma Rainha era ser uma mulher negra. 3º: Evelyn Bastos: Pelo reconhecimento. Evelyn Bastos foi uma das primeiras mulheres da comunidade da escola de samba. Célebre passista a ser reconhecida como Rainha de Bateria, fez parte de um movimento em que as mulheres passistas têm reconhecimento e ela foi a precursora como Rainha. Além disso, tem mais de uma década como Rainha da Estação Primeira de Mangueira. Teresa Cristina, cantora. 1º: Mayara Lima: Uma verdadeira rainha da comunidade, tem uma identificação com o samba-enredo da escola, samba muito, é linda, faz a gente querer assisti-la. É de outro mundo. Está num patamar muito diferente. 2º: Evelyn Bastos: Ela e a Bianca são rainhas de bateria do mais alto gabarito, não só rainhas, tão inseridas no contexto da escola, mulheres inteligentíssimas, têm conteúdo, são rainhas importantes. 3º: Bianca Monteiro: Ela e a Evelyn são rainhas de bateria do mais alto gabarito, não só rainhas, tão inseridas no contexto da escola, mulheres inteligentíssimas, têm conteúdo, são rainhas importantes.
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February 14, 2026 at 10:21 AM
Blocos da Zona Norte exaltam a relação com o território e a identidade suburbana
A folia na Zona Norte está garantida: só entre os blocos regulamentados pela Riotur, são 106 desfilando por bairros do subúrbio neste carnaval. E há de tudo: desde grupos que nasceram de uma bebedeira entre amigos e se transformaram em bateria — como o Papo de Cachaça, no Méier — até blocos como o Terreirada, na Quinta da Boa Vista, que desenvolvem enredo, pesquisa e propostas pedagógicas. Em comum, eles reafirmam o carnaval como expressão da cultura suburbana carioca — feita de pertencimento, memória e ocupação da rua como espaço coletivo. Homenagem a Dona Zica e bailes no Sesc: Confira opções no carnaval na Zona Norte Para onde vai o lixo depois dos grandes eventos? Projeto na Zona Norte dá novo destino a cinco toneladas de recicláveis em três meses Ao colocar o território no centro da festa, esses blocos mostram que a Zona Norte não apenas participa, mas molda ativamente o carnaval do Rio, com estética própria, narrativas singulares e papel central na manutenção da diversidade cultural da cidade, como ressalta o presidente da Riotur, Bernardo Fellows: — Ao todo serão 54 blocos oficiais desfilando na Zona Norte da cidade e 52 na Grande Tijuca, ocupando ruas, praças e bairros que são bases históricas e culturais do carnaval carioca. Essa descentralização é um compromisso da Riotur com o reconhecimento do papel fundamental do subúrbio na construção do samba, da folia e da identidade do Rio. Celebrar o carnaval na Zona Norte é valorizar a raiz, a memória e a força de uma cidade que faz da rua o seu maior palco. Com desfile marcado para hoje, com concentração a partir do meio-dia, o Terreirada ocupa novamente a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão. O bloco surgiu em 2012, mas foi em 2016 que chegou ao endereço atual, onde consolidou sua identidade. Hoje, conta com ala de percussão, dirigida por Thaís Bezerra; e ala de pernalta, dirigida por Raquel Potí. Segundo Raquel, o ponto de virada foi a incorporação de enredos, figurinos e repertórios ancorados na cultura popular, com seus símbolos e ritos. Já Thaís reforça a importância da territorialidade nesse processo: — Eu cresci na Zona Norte, na Vila da Penha, e conheço a potência do subúrbio, das tradições e da convivência entre vizinhos. O Terreirada trabalha para manter essa cultura viva, colocando o território no centro da folia. A Quinta da Boa Vista não é apenas um local de apresentação; ela funciona como um terreiro vivo, um espaço de encontro, criação e ancestralidade. Terreirada homenageia personalidades que se relacionam com a cultura popular Divulgação/Fernando Maia/Riotur Pelo segundo ano consecutivo, o bloco aposta em acessibilidade, com área exclusiva para pessoas com deficiência, gestantes e famílias com crianças de colo, além de interpretação em Libras durante o desfile. Também integra o selo Folia Verde, com ações de gestão de resíduos e educação ambiental em tempo real. “O carnaval é a maior manifestação cultural do país e, por isso, um palco potente para discutir sustentabilidade, justiça ambiental e direito à cidade. É reafirmar a festa como espaço político, de consciência e mobilização coletiva”, destaca em nota a direção do bloco Terreirada. Na Vila Kosmos, a Charanga Talismã constrói desde 2018 um carnaval a partir da escuta do território. Para as diretoras Raissa Azevedo e Ana Paula Martins, a experiência suburbana molda o jeito de brincar e de ocupar a rua. Charanga Talismã, na edição de 2025 Divulgação/Shouriço — É o subúrbio que nos ensina a fazer festa desde o encontro cotidiano, mesmo sem investimento. O carnaval acontece porque existe resistência e o entendimento de que brincar é coisa séria. É uma forma de estar no mundo e organizar a cidade a partir da rua — afirma Raissa. Este ano, o desfile será realizado amanhã, com concentração a partir das 7h, e se debruça sobre a América Latina, conectando memória, política e cultura popular. O cortejo traz referências como o boi do Maranhão, homenagens a sambistas do repertório do bloco e a valorização de manifestações suburbanas, como os bate-bolas. — Entendemos o carnaval como festa, mas também como expressão profunda de quem somos enquanto território e comunidade — resume Raissa, apoiada por Ana Paula. No Méier, o Papo de Cachaça traduz o espírito boêmio e familiar do carnaval suburbano. Criado a partir de uma bebedeira entre amigos, o bloco cresceu e hoje desfila tradicionalmente na segunda-feira de folia, a partir das 16h, com bateria nos moldes das escolas de samba. Bloco Papo de Cachaça, no Méier, em edições anteriores Divulgação/Papo de Cachaça — Nosso público é familiar; vai de criança a idosos, gente que gosta de samba, de carnaval de verdade. A gente toca samba-enredo, samba antigo, mas também mistura ritmos. É o povão na rua — conta Oswaldo Aragão, um dos organizadores. Para ele, a trajetória do bloco reforça a vocação carnavalesca da região e ajuda a recolocar o Méier no mapa da folia: — O Méier sempre foi de carnaval. O subúrbio tem isso no DNA, e o Papo de Cachaça é mais um bloco que fortalece essa cultura raiz, feita na rua e para quem vive o bairro. Em Madureira, o DNA Suburbano desfila hoje, a partir das 15h, com o peso simbólico de um território que é berço do samba e polo histórico da cultura popular carioca. Cercado por referências como Portela, Império Serrano e Tradição, o bloco assume o carnaval como “o maior espetáculo da Terra” — e como espaço de orgulho, disputa e resistência cultural. — Fazer carnaval em Madureira é, antes de tudo, um sentimento de orgulho. O sobrenome “Suburbano” não é à toa. Aqui nasceram Paulo da Portela e tantos outros poetas do samba — afirma Reinaldo de Paula, da direção, lembrando que o bloco foi apadrinhado pela Portela e mantém diálogo próximo com diversas escolas. Este ano, o DNA Suburbano leva para a rua o enredo “A crise da educação não é uma crise, é um projeto”, em homenagem ao antropólogo Darcy Ribeiro. O desfile reúne alas, comissão de frente e bateria própria, além de um concurso anual de samba-enredo que abre espaço para novos compositores — muitos deles fora do circuito midiático tradicional. — O carnaval ajuda a fortalecer outras expressões culturais, sobretudo as culturas negras. Mas é preciso deixar claro que cultura não acontece só depois do túnel. Falta um apoio mais igualitário entre as regiões da cidade — critica De Paula. Para o bloco, descentralizar o carnaval de rua da Zona Sul e do Centro para a Zona Norte é fundamental para dinamizar a cultura carioca e garantir o direito do subúrbio à produção cultural. — O suburbano tem direito de fazer cultura e de ser apoiado para isso — reforça. Initial plugin text
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February 14, 2026 at 10:21 AM
Ex-ícone do carnaval, Nana Gouvea lembra que recebia ajuda de custo para desfilar: 'não teria condições de pagar o que as rainhas hoje pagam'
Figura marcante do carnaval, Nana Gouvea se afastou das avenidas em 2009. Hoje vivendo nos Estados Unidos, ela, que ocupou o posto de rainha de bateria da Caprichosos de Pilares, recorda com saudade dos momentos à frente dos ritmistas: Entrevista: Karine Alves fala da preparação para a transmissão do carnaval na Globo e do namoro com filho de Tony Tornado E mais: Adriana Bombom fala da preparação intensa para o carnaval aos 52 anos e das filhas com Dudu Nobre — O carnaval me dava uma base de trabalho, de sustento, de divulgação na mídia, me dava um respaldo. O carnaval me ajudou muito e era uma paixão para mim. Eu participei de uma época de ouro. As rainhas de bateria eram fantásticas, maravilhosas. Eram mulheres escolhidas a dedo: ou eram musas da comunidade ou celebridades que realmente vestiam a camisa das escolas, mulheres que tinham muita dedicação, respeito aos ensaios, à presença, à divulgação. Era uma fase muito bonita do posto de rainha de bateria. Nós éramos rainhas mesmo, todas nós. Eu desfilava na mesma noite que Luisa Brunet, Viviane Araújo, Fábia Borges. Lembro que eu saía da minha escola, me trocava e ia de novo para a Avenida para assistir às outras rainhas. Nessa época do ano, as pessoas sempre lembram de mim. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Nana conta que, na época em que desfilava, recebia uma ajuda de custo da escola de samba para se dedicar integralmente ao posto: — Eu sempre fui muito aberta com o meu presidente, o Alberto Leandro. Quando comecei, comentei com ele que provavelmente не poderia ficar se não tivesse uma ajuda de custo. Eu era mãe solo e realmente precisava trabalhar e fazer dinheiro. Eu não poderia ter ido a muitos eventos e ensaios caso eu tivesse que pegar outros trabalhos como modelo, fazendo presença, porque eu teria que viajar. Mas ele fazia questão que eu estivesse na escola, e eu também queria estar lá. Então, entramos num consenso de que ele iria me ajudar com um certo valor. Naquela época, os presidentes tinham a compreensão de que uma rainha de bateria presente, que se dedicasse à escola, era positivo para conseguir patrocínios, para a quadra estar sempre cheia. Tudo isso se revertia financeiramente para a escola. Eu saí no início da fase das rainhas patrocinadoras, vamos assim dizer. Eu escapei. Eu não teria condições de pagar o que elas pagam. Não combina com o que eu acho que meu trabalho deve ser. Eu acho que tenho que ser paga pelo meu trabalho, não tenho que pagar para trabalhar. Mas as coisas mudam. Galerias Relacionadas Initial plugin text
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February 14, 2026 at 10:12 AM
Chefe do Parlamento venezuelano anuncia libertação de 17 presos políticos antes da aprovação de anistia
O chefe do Parlamento da Venezuela anunciou na madrugada de sábado a excarceração de 17 presos políticos, enquanto seguem as discussões para a aprovação de uma lei de anistia geral. A presidente interina Delcy Rodríguez propôs a legislação em 30 de janeiro e, em tese, ela abrangerá os 27 anos do chavismo no poder. A aprovação na Assembleia Nacional foi adiada para a próxima semana após divergências sobre o alcance do instrumento e o papel do Judiciário em sua aplicação. — No âmbito da Lei de Anistia, 17 pessoas privadas de liberdade na Zona 7 estão sendo excarceradas — escreveu nas redes sociais Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, em referência a celas da Polícia Nacional em Caracas, sem revelar nomes. — Continuemos essa rota de paz para a construção de uma convivência democrática e fraterna — acrescentou. Familiares de presos políticos indicaram, em grupos no WhatsApp, que até o momento ninguém havia sido libertado. Rodríguez é irmão da presidente interina, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar dos Estados Unidos. O deputado prometeu, há uma semana, aos familiares de presos políticos, a libertação imediata assim que a lei fosse aprovada, durante uma visita à Zona 7. Famílias acampam em frente à sede policial desde o primeiro anúncio de excarcerações feito por Delcy Rodríguez em 8 de janeiro. — Aqui na Zona 7, não — escreveu uma mulher minutos após o anúncio. A ONG Foro Penal contabiliza 431 presos políticos que receberam liberdade condicional e 644 que permanecem atrás das grades.
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February 14, 2026 at 9:45 AM
Carnaval: dores de cabeça, tontura e vômito; saiba reconhecer os sinais do consumo de bebida batizada com metanol
O carnaval é um feriado de celebração, festa e alegria, mas também de muita bebida alcoólica que vai desde cerveja até uísque e outros tipos. No fim de 2025, o Brasil viveu uma crise sanitária associada à adulteração de destilados. Segundo o Ministério da Saúde, entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, foram registradas 890 notificações, com 73 casos e 22 óbitos confirmados por intoxicação por metanol. Virginia Fonseca: o que causa distensão abdominal, que teria estufado barriga da influenciadora O que significa ser um teriano? Fenômeno se tornou uma tendência em diversos países; veja vídeos Diferente do álcool comum (etanol), o metanol, ao ser metabolizado pelo organismo, gera substâncias altamente tóxicas que interferem, sobretudo, na produção de energia das células e atingem especialmente o sistema nervoso. Dentre as complicações mais frequentes estão alterações visuais (visão turva ou embaçada), lesão do nervo óptico, confusão e desorientação mental, convulsões, queda do nível de consciência (coma), arritmias e insuficiência respiratória, podendo evoluir para óbito. Especialista alerta que o risco de intoxicação por metanol é maior porque nem sempre há sinais imediatos, o que faz com que os sintomas sejam confundidos com uma ressaca mais intensa. — Os sintomas costumam surgir de forma progressiva, geralmente entre seis e 24 horas após a ingestão da bebida, podendo, em alguns casos, aparecer até 48 horas depois — explica o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina e Diagnóstico, laboratório de análises clínicas da Rede D’Or. Um dos principais diferenciais em relação à intoxicação alcoólica comum, segundo o médico, é a intensidade e a evolução do quadro, muitas vezes incompatíveis com a quantidade de bebida ingerida. Sinais de atenção O Ministério da Saúde orienta que, neste carnaval, diante de uma suspeita associada a sintomas como dor de cabeça intensa e persistente, náuseas, vômitos frequentes, dor abdominal, tontura, mal-estar e, sobretudo, alterações visuais — como visão turva ou embaçada, dor ocular e sensibilidade à luz —, a pessoa procure atendimento médico imediatamente e evite automedicação. Taça de vinho antes de dormir: sim ou não? Neurologista fala do real impacto dessa bebida no sono — As alterações visuais são as mais características e não devem ser ignoradas, mesmo quando discretas. Ao chegar ao serviço de emergência, é importante relatar a suspeita de ingestão de bebida de origem duvidosa e, se possível, levar a embalagem ou uma amostra do que foi consumido — alerta Magarinos. O patologista recomenda ainda, como forma de prevenção, consumir apenas bebidas de procedência conhecida, evitar produtos sem rótulo ou vendidos em condições suspeitas e buscar atendimento médico diante de qualquer sinal incomum após o consumo de álcool.
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February 14, 2026 at 7:52 AM
Lotação esgotada: hotéis na Zona Sul e no Centro têm 98% dos quartos ocupados para o carnaval
Às margens do carnaval, os hotéis da Zona Sul e do Centro já operam praticamente com lotação máxima. Segundo dados do HotéisRio, a taxa de ocupação nessas regiões alcança 98% no período de 14 a 17 de fevereiro de 2026. Na média geral da capital, o índice chega a 91,82%, enquanto a região da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e São Conrado registra ocupação de 86,97%. Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Carnaval RJ 2026: conheça os enredos e ouça os sambas das escolas do Grupo Especial Dados apresentados pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pela Riotur indicam que mais de 8 milhões de pessoas vêm curtir o feriado na cidade. De folga: Município do Rio e estado terão três dias de ponto facultativo no carnaval; entenda Na segunda-feira, o governo do Estado do Rio divulgou as projeções para o período. O secretário de Turismo, Gustavo Tutuca, afirmou que a taxa de ocupação hoteleira na capital estava em 83,70%. Segundo a pasta, os bairros mais procurados foram: Centro: 90,90% Glória/Botafogo: 88,40% Ipanema/Leblon: 87,50% Leme/Copacabana: 85,80% Barra/Recreio/São Conrado: 78,40% O Aeroporto Internacional do Rio se prepara para receber 599 mil passageiros entre 13 de fevereiro e 22 de fevereiro. O número é 23% mais do que em 2025, segundo a pasta. — Esperamos receber cerca de 6 milhões de foliões — afirmou Tutuca. Turismo em alta O Rio de Janeiro fechou 2025 em alta no turismo, com resultados acima da média nacional. Um levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec), a partir de dados do IBGE, mostra que o volume de serviços ligados à atividade no estado cresceu 7,6% em dezembro na comparação com novembro. Em relação ao mesmo mês de 2024, o avanço foi de 15,2%, conferindo ao setor um crescimento acumulado de 10,8%. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO No restante do país, o desempenho foi bem mais discreto. Em dezembro, o turismo no Brasil avançou apenas 0,2% frente a novembro e 0,1% na comparação anual. No acumulado de 2025, a alta foi de 4,6%. Initial plugin text Initial plugin text
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February 14, 2026 at 7:52 AM
De homenagens a alas em falta: confira o que deu certo e o que frustrou durante o primeiro dia de desfiles na Sapucaí
Sete escolas da Série Ouro começaram a se apresentar nessa sexta-feira na Sapucaí, inaugurando a temporada de 2026. Apesar das homenagens — como a Xande de Pilares, pela Unidos do Jacarezinho, e à Leci Brandão, pela Unidos de Bangu —, fantasias e alegorias iluminadas com LED e o novo sistema de som dando conta do recado, algumas agremiações enfrentaram problemas ao cruzar a avenida, chegando à dispersão com atraso; outras, tiveram alas com alegorias em falta. Os pontos positivos, no entanto, se sobressaíram. Confira o que deu certo e o que frustrou durante a estreia. Qual é a rainha de bateria mais icônica da história do carnaval? Júri elege lista das mais marcantes; você concorda? Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Pontos positivos Sem chuva: para alegria do público e das escolas, o primeiro dia de desfiles aconteceu sem chuvas. O sol durante o dia foi tanto, que o Rio chegou ao nível de calor 3, com temperaturas próximas a 39 °C. Durante os finais de semana de ensaios técnicos, a chuva foi marcante, atrapalhando até o sistema de som da Sapucaí. Sistema de som: principal mudança de infraestrutura na avenida, o novo som não decepcionou. Pela primeira vez os intérpretes desfilaram sem o tradicional carro de som, e havia dúvidas se o novo sistema poderia ter problemas. Durante o ensaio técnico do Salgueiro, por exemplo, no último sábado, houve um curto-circuito em meio as chuvas, o que fez o som da escola parar por alguns minutos. Série Ouro: desfiles começam com homenagens a Xande de Pilares e Leci Brandão; UPM e Ilha entre as favoritas Público lotou: diferente dos outros anos, esse primeiro dia da Série Ouro foi de arquibancadas lotadas.Torcidas levaram bandeiras e cartazes em homenagens às escolas, além de terem participado ativamente das "paradinhas" — momento em que a bateria é abafada, dando espaço para o canto do samba-enredo. LED na Unidos de Padre Miguel: homenageando a indígena potiguar Clara Camarão, a UPM apresentou na Sapucaí um desfile repleto de neons e efeitos com luzes de LED. Mais de 15 maquiadores foram acionados para preparar os componentes, que ficaram horas sendo enfeitados. Blocos de rua do carnaval carioca fazem 120 anos: cortejo nasceu influenciado por coligação política na eleição presidencial de 1906 Emoção com a presença de Leci Brandão: homenageada pela Unidos de Bangu, a artista, de 82 anos, chegou à Sapucaí de cadeira de rodas, se recuperando de um problema de saúde. Ela foi ovacionada por componentes da escola e pelo público, que a parou pedindo fotos. Em cima de um carro alegórico, ela mostrou que sabia o samba de cor. Acari se supera após perder fantasias para chuvas: No carnaval de 2025, o ateliê da União do Parque Acari foi inundado durante um temporal e muitas fantasias foram perdidas. Neste ano, a escola desfilou bonita e sem problemas com qualquer peça. Unidos da Ponte leva baile funk à Sapucaí: Stevie B, DJ Marlboro, MC Cacau; confira nomes que vão desfilar Pontos negativos Assaltos na saída: quatro turistas francesas foram vítimas de um arrastão na saída da dispersão da Unidos do Jacarezinho, primeira escola a desfilar pela Série Ouro, na Sapucaí. O grupo foi abordado na Rua Frei Caneca. Uma delas teve o celular roubado. Desfile prejudicado: a Unidos do Jacarezinho enfrentou dois incêndios no ano passado, o que afetou mais de dois terços das alas da escola. Por causa disso, as alegorias passaram pela avenida aquém do esperado, incluindo a comissão de frente, cujos componentes estavam com fantasias incompletas. A escola encerrou a participação com dois minutos de atraso. Da nudez ao topless, confira o que pode ou não no carnaval; julgamento muda em 2026, com subquesitos
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February 14, 2026 at 7:47 AM
Centro do Rio tem bloqueios para desfiles da Série Ouro; veja o trânsito no entorno da Sapucaí a cada dia
O entorno do Sambódromo da Marquês de Sapucaí tem um esquema especial de trânsito durante os desfiles do da Série Ouro e do Grupo Especial do carnaval 2026, que já acontecem desde 0h desta sexta-feira na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, e vão até a próxima terça-feira. As interdições são por conta do deslocamento dos carros alegóricos, e serão mantidas ao longo dos dias de apresentação das escolas, com ajustes diários para garantir a circulação nas principais vias da região. Programe-se: Já decidiu onde vai pular carnaval? Confira a ferramenta de blocos do GLOBO Carnaval RJ 2026: conheça os enredos e ouça os sambas das escolas do Grupo Especial As interdições no entorno do Sambódromo seguem o mesmo padrão dos dias anteriores, com fechamento das principais vias de acesso à Avenida Presidente Vargas e das ruas próximas à Passarela do Samba. A Rua Frei Caneca e o Viaduto Trinta e Um de Março serão liberados diariamente às 7h30 e voltarão a ser fechados às 19h em cada noite de desfile. Veja abaixo como vai funcionar. O acesso à Avenida Presidente Vargas será bloqueado a partir da Avenida Francisco Bicalho e da Praça da Bandeira, assim como a pista lateral no sentido Candelária, até a Praça da República. O trânsito com destino ao Centro será desviado para a Avenida Paulo de Frontin e, na sequência, para as ruas Itapiru ou Haddock Lobo, dependendo do ponto de origem. De folga: Município do Rio e estado terão três dias de ponto facultativo no carnaval; entenda Também haverá bloqueio no acesso à Avenida Paulo de Frontin, no sentido Centro, para veículos que saem do Túnel Rebouças. Nesse caso, o desvio será feito pela Rua Santa Alexandrina. Os retornos existentes na Avenida Paulo de Frontin, na altura da Cidade Nova, permanecerão fechados. Os motoristas vindos da Avenida Brasil ou da Ponte Rio-Niterói, com destino ao Centro e à Zona Sul, devem utilizar o Túnel Marcello Alencar, exceto durante as madrugadas em que houver deslocamento de carros alegóricos. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO Durante os dias de desfile, o estacionamento estará proibido nas vias internas aos bloqueios e nas principais ruas do entorno do Sambódromo, para preservar a circulação de carros alegóricos e pedestres. Initial plugin text Initial plugin text
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February 14, 2026 at 7:17 AM
Como é a cabine dupla, novidade da Sapucaí este ano que pode definir o resultado do carnaval
Atenção, Sapucaí! No domingo, dia 15, o Grupo Especial toma conta da Avenida. Serão quatro escolas por noite, de domingo a terça-feira de carnaval, em uma disputa intensa pelo título mais cobiçado da folia. Mas, neste ano, a corrida pelo campeonato chega com um elemento a mais de expectativa. Mudanças importantes foram implementadas nos desfiles — e uma delas promete mexer diretamente com o resultado: a nova posição das quatro cabines de jurados no Sambódromo. A alteração pode transformar a dinâmica de avaliação, influenciar estratégias e exigir ainda mais precisão das escolas, que sabem que cada detalhe conta e cada décimo é precioso na hora de definir a campeã. Carnaval terá 16 homenagens a personalidades em 2026: do Mestre Ciça a Lula, de Ney Matogrosso a Conceição Evaristo; confira os enredos Desfiles: quiz do GLOBO traz 10 perguntas sobre os enredos com homenageados em 2026; teste seus conhecimentos Cabines espelhadas Assim como no ano passado, serão quatro as cabines de jurados no Sambódromo. Mas a posição delas mudou no Grupo Especial. Além das existentes nos setores 3 e 10, duas estarão espelhadas, uma de frente para a outra, nos setores 6 e 7. Isso promete mudar a forma como casais de mestre-sala e porta-bandeira, assim como comissões de frente, se apresentam, com a necessidade de atender aos dois lados das arquibancadas ao mesmo tempo. Na Série Ouro, por sua vez, não haverá espelhamento de cabines. No grupo de acesso, elas estarão dispostas nos setores 3, 6 e 10, sendo este último com cabine dupla. Mapa do Sambódromo aponta disposição das cabines de jurados no carnaval 2026, assim como a posição das passarelas retráteis Editoria de Arte Traços da Mestra: Salgueiro se inspira em croqui de Rosa Magalhães, encontrado há seis meses, para fantasiar baianas em desfile sobre carnavalesca Não custa lembrar: em 2026, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) aumentou de 36 para 54 o número de jurados, passando de quatro para seis julgadores por quesito. Na prática, no entanto, a quantidade de notas válidas será mantida, já que haverá um sorteio na Quarta-Feira de Cinzas, data da apuração, para definir quais jurados de cada quesito terão suas notas validadas. Mais novidades Neste carnaval, outro marco será o novo sistema de som da Avenida. Obras foram realizadas no fim do ano passado para a instalação de cabos por baixo do asfalto da Marquês de Sapucaí. Com a tecnologia digital, que fará cantores usarem microfones sem fio e fones de ouvido com retorno, os velhos conhecidos carros de som passam a não ser mais necessários (e, com isso, são aposentados). Assim como em 2025, este ano o carnaval contará com uma passarela retrátil, montada sobre contêineres, ao lado do Setor 1 e do primeiro recuo da bateria. A estrutura, em amarelo e que tem as duas partes acopladas entre um desfile e outro, funciona como passagem do lado ímpar para o par por pessoas que trabalham na festa, sem a necessidade de acessar a área de desfiles. Essa é uma medida da organização dos desfiles para diminuir o número de "bicões" na Avenida, uma queixa antiga das escolas de samba. Dias de folia: Carnaval de rua do Rio vai ter cerca de 40 dias de desfiles de blocos; saiba os detalhes Galerias Relacionadas Passarela retrátil instalada ao lado do Setor 1 e do primeiro recuo de bateria Fabiano Rocha / Agência O Globo A novidade neste ano é que uma segunda estrutura, semelhante a essa do Setor 1, será instalada próximo à dispersão. Inicialmente anunciada no segundo recuo de bateria — local em que chegou a ser montada e testada —, a segunda passarela retrátil foi transferida nos últimos dias para próximo dos arcos da Praça da Apoteose. Homenageado: Viradouro quer desfile reunindo rainhas que já reinaram ao lado de Mestre Ciça, enredo em 2026 A ordem dos desfiles do carnaval 2026 Sexta-feira, 13 de fevereiro (Série Ouro): Unidos do Jacarezinho Inocentes de Belford Roxo União do Parque Acari Unidos de Bangu Unidos de Padre Miguel União da Ilha do Governador Acadêmicos de Vigário Geral Sábado, 14 de fevereiro (Série Ouro): Botafogo Samba Clube Em Cima da Hora Arranco do Engenho de Dentro Império Serrano Estácio de Sá União de Maricá Unidos do Porto da Pedra Unidos da Ponte Domingo, 15 de fevereiro (Grupo Especial): Acadêmicos de Niterói Imperatriz Leopoldinense Portela Estação Primeira de Mangueira Segunda-feira, 16 de fevereiro (Grupo Especial): Mocidade Independente de Padre Miguel Beija-Flor de Nilópolis Unidos do Viradouro Unidos da Tijuca Terça-feira, 17 de fevereiro (Grupo Especial): Paraíso do Tuiuti Unidos de Vila Isabel Acadêmicos do Grande Rio Acadêmicos do Salgueiro Initial plugin text Initial plugin text
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February 14, 2026 at 7:17 AM
Uma nova ilha no litoral de SP? Entenda a erosão que avança pelo mar e pode redesenhar o mapa brasileiro
O desenho do litoral sul paulista pode mudar nos próximos anos. Uma estreita faixa de areia no Estreito do Melão, em Cananéia, está sob erosão acelerada e pode se romper entre 2032 e 2034, segundo estimativas científicas. Se confirmada, a abertura de uma nova barra deverá isolar a porção sul da Ilha do Cardoso, formando uma nova ilha na região. Qual é a ordem dos desfiles do carnaval de SP? Veja datas e horários Justiça determina suspensão de regras para cabelo e vestimenta nas escolas cívico-militares de SP O ponto mais vulnerável fica na restinga que separa o oceano do Canal do Ararapira, estuário que divide São Paulo do Paraná. Essa faixa arenosa, que chegou a ter cerca de 100 metros de largura, encolheu para aproximadamente 20 metros em seu trecho mais estreito. Parte dela já cedeu em 2018, após uma forte ressaca na Enseada da Baleia, alterando o regime de correntes e intensificando o desgaste ao norte. Hoje, o fenômeno já abriu um canal com cerca de 170 metros de largura e três metros de profundidade, dificultando o acesso terrestre de moradores. A área ao sul do estreito, com cerca de seis quilômetros, pode ficar completamente cercada por água caso o rompimento se consolide. Dinâmica natural e impactos locais De acordo com o geólogo Rodolfo José Angulo, professor da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Laboratório de Estudos Costeiros, a abertura de uma nova conexão com o mar é “inevitável” pelas características geomorfológicas do local. Ele monitora a região desde 2000 e já havia previsto o rompimento registrado em 2018. O Canal do Ararapira integra o Mosaico Lagamar, uma das áreas ambientalmente mais sensíveis do país, onde águas doces e salgadas se misturam sob influência das marés. A mudança na circulação pode alterar a navegação, redistribuir sedimentos e afetar manguezais que dependem do equilíbrio entre salinidade e aporte fluvial. Se a nova barra se abrir no Estreito do Melão, a tendência é que a atual conexão com o oceano perca força e sofra assoreamento gradual. O sistema costeiro deve buscar um novo equilíbrio hidrodinâmico, mas com impactos diretos para seis territórios tradicionais caiçaras, incluindo comunidades como Vila Mendonça e Nova Enseada da Baleia. Parte das famílias já precisou ser realocada após o episódio de 2018. Intervenção sob debate e ação judicial Diante do avanço da erosão, discute-se a possibilidade de enrocamento, técnica que utiliza blocos de pedra para conter o impacto das ondas. Especialistas alertam, porém, que estruturas rígidas podem deslocar o problema para áreas vizinhas e acelerar o desgaste em outros trechos. Em fevereiro de 2026, a Justiça determinou prazo de 45 dias para que o governo estadual apresente providências, atendendo a pedido do Ministério Público, que classificou a situação como crítica e cobrou um plano de contingência. Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente informou que a Fundação Florestal realiza monitoramento com drones, sensoriamento remoto e inspeções periódicas, além de analisar um projeto técnico preliminar para a área. O governo sustenta que a alteração da linha de costa é um fenômeno natural, possivelmente intensificado por eventos extremos e pela elevação do nível do mar. Quatro famílias vivem a cerca de um quilômetro do ponto mais sensível, e um plano de adaptação climática está em elaboração para identificar áreas seguras de ocupação nas próximas décadas. A paisagem pode mudar, mas o desafio imediato é equilibrar preservação ambiental e proteção das comunidades que vivem da pesca e da dinâmica do estuário.
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February 14, 2026 at 7:16 AM