‘Sonho realizado’: cantor mexicano Christian Chávez se dobra ao carnaval do Rio ao subir no trio do Chá da Alice
Pouco antes de assumir o microfone e puxar o desfile do Chá da Alice, o cantor Christian Chávez falou diretamente aos foliões que lotavam a Rua 1º de Março, no Centro do Rio, e fez questão de destacar a relação recente com o carnaval carioca — agora, em um formato diferente.
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— No ano passado, tive a oportunidade de desfilar na Sapucaí com a Grande Rio e agora estarei aqui com vocês num bloco, num megabloco. Obrigado Chá da Alice, obrigado pelo convite. Pra mim é um prazer — disse o artista, já no trio.
A fala foi recebida com gritos e aplausos do público, que aguardava a entrada do cantor como uma das principais atrações do megabloco, responsável por abrir a temporada do Circuito Preta Gil no Carnaval de rua do Rio.
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Christian também antecipou o que vinha pela frente no repertório, misturando carreira solo e nostalgia.
— Vamos cantar ainda outras músicas, mas também pra cantar Rebelde — anunciou, antes de dar início à apresentação.
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Domingos Peixoto / Agência O GLOBO
A presença do cantor mexicano ajudou a transformar o desfile em um encontro entre o pop latino e o Carnaval carioca, reforçando o tom pop do Chá da Alice e empolgando foliões que chegaram fantasiados em homenagem ao RBD.
Entre gritos, celulares erguidos e coro coletivo quando o cantor emendou “Un pouco de tu amor”. O momento foi dos pontos altos do desfile e confirmou que, do Sambódromo aos megablocos de rua, o Rio segue sendo palco — e personagem — na trajetória carnavalesca de Christian Chávez.
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Em outro momento, o mexicano desceu do trio e atendeu aos fãs, para delírio dos foliões mais apaixonados pela atração internacional.
'RBD' no trio
Fundador do Chá da Alice, Pablo Falcão, de 47 anos, decidiu repetir uma tradição pessoal: reunir os amigos e levá-los fantasiados para o desfile. Desta vez, o tema foi claro. Todos se vestiram como estudantes do RBD, em referência direta a Christian Chávez.
O grupo usava saias azuis, blusas e camisas brancas, meias-calças, gravatas e suspensórios vermelhos, compondo figurinos nos tons vermelho, azul e branco, inspirados no visual clássico do grupo mexicano.
— Eu sou da geração da Xuxa, mas o Chá da Alice é pop. RBD é pop, Xuxa é pop. Então fizemos essa homenagem linda — disse Pablo.
Segundo ele, ano passado, quando o grupo É O Tchan participou, todos entraram na fantasia.
Criado no Rio de Janeiro em 2009, o Chá da Alice nasceu nas casas noturnas e rapidamente ganhou as ruas, tornando-se um dos blocos mais queridos do Carnaval carioca. Com o tempo, o projeto se expandiu e passou a ter edições em capitais como São Paulo, Recife, Brasília, Curitiba e Florianópolis.
Ao longo de sua trajetória, diversos artistas já passaram pelo trio do bloco, entre eles Ivete Sangalo, Ludmilla, Anitta, Daniela Mercury, Preta Gil e É o Tchan, consolidando o Chá da Alice como um dos principais palcos do pop no Carnaval de rua.
Além da celebração musical, o desfile deste fim de semana marca o início de uma sequência intensa de megablocos no Centro. Após o Chá da Alice, a programação segue no domingo com o trio elétrico comandado pela cantora Lexa. Ao longo das próximas semanas, outros grandes cortejos também integram o Circuito Preta Gil, como Bloco da Gold (31 de janeiro) e, em fevereiro, Será que Abre?, Bloco da Favorita, Cordão do Boitatá, Cordão do Bola Preta, Fervo da Lud, Bloco da Anitta e Monobloco.
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