Ernani Terra
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Professor
Um gênero narrativo: o miniconto

O miniconto: uma obra aberta Segundo o semioticista italiano Umberto Eco, obra aberta é aquela que não tem um sentido único e fechado, ao contrário, é aquela que possibilita ao leitor múltiplas interpretações. Como nos minicontos se usam poucas palavras para se…
Um gênero narrativo: o miniconto
O miniconto: uma obra aberta Segundo o semioticista italiano Umberto Eco, obra aberta é aquela que não tem um sentido único e fechado, ao contrário, é aquela que possibilita ao leitor múltiplas interpretações. Como nos minicontos se usam poucas palavras para se contar uma história, eles se caracterizam por deixar muitos implícitos, ou seja, um miniconto nunca diz tudo. Nem poderia, dadas as limitações do gênero que obriga que seja um texto minimalista. Compete ao leitor fazer emergir esses não ditos. O miniconto tende a ser, portanto, uma obra aberta.
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February 2, 2026 at 1:27 PM
Meu artigo deste mês na revista Meer trata do gênero miniconto.Clique no link para ler.

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Um gênero narrativo
O miniconto
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February 2, 2026 at 1:03 PM
Expressões idiomáticas

Dizemos que há expressão idiomática quando uma unidade de sentido é constituída de mais de uma palavra cujo significado não pode ser inferido a partir do significado individual das partes que a compõem. Assim como o sentido dos textos é mais do que a soma das frases que o…
Expressões idiomáticas
Dizemos que há expressão idiomática quando uma unidade de sentido é constituída de mais de uma palavra cujo significado não pode ser inferido a partir do significado individual das partes que a compõem. Assim como o sentido dos textos é mais do que a soma das frases que o constituem, o sentido das expressões idiomáticas é mais do que as palavras que as constituem. Você, certamente, tem contato com inúmeras delas seja como falante ou ouvinte, seja como escritor ou leitor. Uma conhecida canção popular cantada por Rita Lee, Mania de você
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January 22, 2026 at 12:06 PM
Classificação dos gêneros literários

É bastante antiga a tendência em se agrupar os textos literários em classes. A mais antiga classificação que se conhece na cultura ocidental remonta a Platão, que, em sua obra A República, faz menção à comédia, à tragédia, à epopeia e ao ditirambo, composição…
Classificação dos gêneros literários
É bastante antiga a tendência em se agrupar os textos literários em classes. A mais antiga classificação que se conhece na cultura ocidental remonta a Platão, que, em sua obra A República, faz menção à comédia, à tragédia, à epopeia e ao ditirambo, composição poética em louvor ao deus grego Diónisos. Também na Antiguidade grega, outro filósofo, Aristóteles, propunha uma classificação dos gêneros literários que se observa ainda hoje. Para esse filósofo, os gêneros literários devem ser classificados de acordo com sua função estética. Para entender a classificação aristotélica, temos primeiro de nos debruçar num conceito fundamental: o de…
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January 15, 2026 at 1:04 PM
Objetividade em textos jornalísticos

No artigo, discuto que, embora persigam um ideal de objetividade e de imparcialidade, notícias de jornal, mesmo as da imprensa dita séria, trazem em si marcas de subjetividade. O leitor deve estar atento às marcas linguísticas de subjetividade presentes em…
Objetividade em textos jornalísticos
No artigo, discuto que, embora persigam um ideal de objetividade e de imparcialidade, notícias de jornal, mesmo as da imprensa dita séria, trazem em si marcas de subjetividade. O leitor deve estar atento às marcas linguísticas de subjetividade presentes em textos jornalísticos, particularmente naqueles em que a objetividade e a imparcialidade deveriam ser uma de suas características principais; no caso, as notícias, identificando opiniões em textos que, teoricamente, deveriam passar aos leitores uma exposição que tendesse o mais possível à objetividade. A percepção da subjetividade nos textos é algo que pode e deve ser aprendido.
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January 5, 2026 at 3:14 PM
A sensualidade dos livros

Não consigo ler no computador um texto que tenha mais que dez páginas. Sou daqueles que preferem sentir o cheiro e a textura do papel. Tenho com os livros uma relação sensual. Em De amor e trevas, livro autobiográfico do israelense Amós Oz (1939 - 2018), publicado no…
A sensualidade dos livros
Não consigo ler no computador um texto que tenha mais que dez páginas. Sou daqueles que preferem sentir o cheiro e a textura do papel. Tenho com os livros uma relação sensual. Em De amor e trevas, livro autobiográfico do israelense Amós Oz (1939 - 2018), publicado no Brasil pela Companha das Letras em tradução de Milton Lando, há um trecho com o qual me identifico. Amós está narrando uma passagem de sua infância em que seu pai teve de se desfazer de alguns livros para arrumar dinheiro porque precisava comprar comida para a família.
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December 18, 2025 at 11:46 AM
Atendente

Uma placa afixada em lanchonete perto continha a seguinte frase PRECISA-DE ATENDENTE DE BALCÃO Embora a gramática classifique o sujeito dessa frase como indeterminado, pois o pronome se, ligado a verbo transitivo indireto, é classificado como índice de indeterminação do sujeito, o…
Atendente
Uma placa afixada em lanchonete perto continha a seguinte frase PRECISA-DE ATENDENTE DE BALCÃO Embora a gramática classifique o sujeito dessa frase como indeterminado, pois o pronome se, ligado a verbo transitivo indireto, é classificado como índice de indeterminação do sujeito, o contexto permite concluir que é a lanchonete que precisa de um atendente de balcão. O que chama a atenção na frase colocada na placa é outra coisa. Há uma tendência, atualmente, em se acrescentar a palavra atendente ao nome de alguns cargos e profissões. Em profissões novas, não causa estranheza alguma.
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December 15, 2025 at 1:21 PM
Meu artigo deste mês na revista Meer. Clique no link para ler. www.meer.com/pt/96099-a-c...
A classificação dos gêneros literários
O sistema de gêneros é aberto, uma vez que está conexionado ao sistema histórico-social
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December 2, 2025 at 4:36 PM
Figuras de linguagem 2

No último post, tratei de maneira bastante simples e didática o assunto figuras de linguagem. Volto ao tema, aprofundando-o. O estudo das figuras de linguagem, desde há muito tempo, é objeto de uma disciplina denominada retórica; por isso mesmo as figuras de libnguagem são…
Figuras de linguagem 2
No último post, tratei de maneira bastante simples e didática o assunto figuras de linguagem. Volto ao tema, aprofundando-o. O estudo das figuras de linguagem, desde há muito tempo, é objeto de uma disciplina denominada retórica; por isso mesmo as figuras de libnguagem são chamadas também de figuras de retórica. O estudo das figuras remonta a Aristóteles (séc. IV a.C.) e liga-se à ideia de bem dizer, de argumentar. A retórica entrou em um período de declínio quando deixou o aspecto discursivo, ou seja, como organizar os textos a fim de persuadir o leitor/ouvinte, e voltou-se exclusivamente aos ornamentos do discurso, para o uso de palavras e expressões que visavam a tornar o discurso mais belo e não necessariamente persuasivo.
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December 1, 2025 at 2:17 PM
Figuras de linguagem

Damos o nome de figuras de linguagem, ou figuras de retórica, aos recursos que têm por finalidade destacar a mensagem veiculada pelos textos em geral, ou seja, as figuras não são exclusividade de textos literários, podendo se manifestar nas diversas linguagens. Sim, usamos…
Figuras de linguagem
Damos o nome de figuras de linguagem, ou figuras de retórica, aos recursos que têm por finalidade destacar a mensagem veiculada pelos textos em geral, ou seja, as figuras não são exclusividade de textos literários, podendo se manifestar nas diversas linguagens. Sim, usamos linguagens no plural para deixar claro que figuras podem aparecer inclusive em textos não verbais. Podemos observar figuras em textos publicitários, no jargão de determinadas profissões, em textos humorísticos, em ditados e expressões populares, nas variedades populares da língua. As figuras se manifestam nos níveis fonológico (sons da língua, os fonemas), sintático (no arranjo das palavras) e semântico (relativo aos sentidos das palavras e expressões), daí as gramáticas agrupá-las em figuras de som, figuras de construção e figuras de palavras.
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November 28, 2025 at 5:27 PM
Post novo no Blogue. Nele, falo da história do faminto do Livro das Mil e uma Noites, contada por Sharazade durante as noites 167, 167 e 168. A história do faminto é também contada pelo pai no romance 'Lavoura Arcaica', de Raduan Nassar, que hoje (27 de novembro de 2025) completa 90 anos de idade.
O faminto - Blogue do Ernani Terra
No artigo, falo da história do faminto contada no Livro das Mil e uma noites. Essa história também é contada no livro 'Lavoura arcaica', de Raduan Nassar.
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November 27, 2025 at 5:08 PM
O faminto

“A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós / Um pouco mais de paciência” (Lenine) Quando se fala em conto, não há como não lembrar as histórias contadas por Sherazade em O livro das mil e uma noites. São muitas as histórias que ela contava para o Sultão a cada noite e contá-las…
O faminto
“A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós / Um pouco mais de paciência” (Lenine) Quando se fala em conto, não há como não lembrar as histórias contadas por Sherazade em O livro das mil e uma noites. São muitas as histórias que ela contava para o Sultão a cada noite e contá-las era se manter viva. Sherazade consegue manter a atenção do Sultão durante tanto tempo, não só porque as histórias que narrava eram maravilhosas, mas também porque encaixava uma história na outra e assim a nunca terminava de contar, obrigando o Sultão a poupá-la para saber o fim da história, que Sharazade nunca apresentava.
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November 27, 2025 at 4:53 PM
Post novo no blogue. Clique no link para ler.
Vagueza - Blogue do Ernani Terra
Dentro dos estudos de semântica, discuto o conceito de vagueza, mostrando que o significado de certas expressões linguísticas se caracteriza pela imprecisão.
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November 4, 2025 at 2:43 PM
Vagueza

Numa perspectiva referencial, o sentido de uma palavra é dado por uma relação entre linguagem e mundo. Ao ouvirmos sequências sonoras como peixe, alface e sapato, as associamos, no mundo extralinguístico, respectivamente um tipo de animal vertebrado aquático, a um vegetal comestível,…
Vagueza
Numa perspectiva referencial, o sentido de uma palavra é dado por uma relação entre linguagem e mundo. Ao ouvirmos sequências sonoras como peixe, alface e sapato, as associamos, no mundo extralinguístico, respectivamente um tipo de animal vertebrado aquático, a um vegetal comestível, geralmente em saladas, e a uma espécie de calçado que cobre os pés. Há certas palavras, no entanto, cuja referência ao mundo extralinguístico não é tão precisa como nos exemplos que apresentei. Pense em adjetivos como alto e velho, cujas propriedades não são bem explicitadas. Uma pessoa com 1,70 m que queira ser jóquei será considerada alta; mas, para ser jogador de basquete, com certeza, será considerada baixa.
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November 4, 2025 at 12:04 PM
No meu artigo deste mês na revista Meer, trato do tempo livre e estabeleço a distinção entre ócio e lazer. Clique no link para ler.
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Tempo livre, ócio e lazer
O tempo social é uma instância reguladora de caráter coercitivo
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November 3, 2025 at 11:28 AM
Adjunto ou complemento?

Alunos e, muitas vezes, até professores se atrapalham na classificação de verbos quanto à predicação, particularmente intransitivos e transitivos e dos termos que a eles se referem. Adjuntos ou complementos? A confusão tem razão de ser e decorre de uma nomenclatura que não…
Adjunto ou complemento?
Alunos e, muitas vezes, até professores se atrapalham na classificação de verbos quanto à predicação, particularmente intransitivos e transitivos e dos termos que a eles se referem. Adjuntos ou complementos? A confusão tem razão de ser e decorre de uma nomenclatura que não dá conta de certos casos. Neste post, trato disso. Consultando meus alfarrábios, cheguei à conclusão de que o problema é mais antigo do que eu imaginava. Antes da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), a classificação dos verbos e dos complementos era bastante diferente da adotada hoje. Com relação aos complementos, tínhamos o seguinte:
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October 27, 2025 at 2:49 PM
É que somos muito pobres

O escritor mexicano Juan Rulfo (1917 – 1986) é mais festejado pelo seu romance Pedro Páramo, uma obra-prima sem dúvida. Mas Rulfo é também excepcional contista. Um de seus contos de que mais gosto chama-se É que somos muito pobres que faz parte do livro Chão em chamas,…
É que somos muito pobres
O escritor mexicano Juan Rulfo (1917 – 1986) é mais festejado pelo seu romance Pedro Páramo, uma obra-prima sem dúvida. Mas Rulfo é também excepcional contista. Um de seus contos de que mais gosto chama-se É que somos muito pobres que faz parte do livro Chão em chamas, publicado no Brasil pela Edições BestBolso, num volume em formato pequeno com 174 páginas, com excelente tradução de Eric Nepomuceno. A frase que abre o conto, “Aqui tudo vai de mal a pior”, antecipa ao leitor a tragédia que será narrada.
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October 8, 2025 at 5:31 PM
Falácias

A palavra falácia provém do latim e significa "trapaça", "engano", "ardil". Falácias são argumentos logicamente falsos, muitas vezes usados para levar alguém a erro. Podem-se distinguir dois tipos principais de falácias: as decorrentes de erro na forma, como ocorre em silogismos…
Falácias
A palavra falácia provém do latim e significa "trapaça", "engano", "ardil". Falácias são argumentos logicamente falsos, muitas vezes usados para levar alguém a erro. Podem-se distinguir dois tipos principais de falácias: as decorrentes de erro na forma, como ocorre em silogismos inválidos, e as decorrentes de erros nos fatos apresentados. Apresento, a seguir, alguns exemplos de argumentos falaciosos. Argumentação redundante Trata-se de uma forma de enunciado muito utilizado por pessoas que, quando não têm argumento para sustentar o ponto de vista que pretendem demonstrar, repetem com outras palavras o que já foi afirmado, ou seja, valem-se de redundância.
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October 3, 2025 at 2:35 PM
Post novo no blogue. Nele, comento a história fantasiosa que “explica” a origem da palavra esnobe.
Esnobe - Blogue do Ernani Terra
No artigo, falo sobre a falsa etimologia da palavra esnobe.
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October 1, 2025 at 2:25 PM
Esnobe

Em post recente comentei a expressão “não entendi patavina” (clique aqui para ler) e chamei a atenção para o fato de que existem algumas histórias muito boas sobre origem de certas palavras, mas que não têm nada de verdadeiro. São bonitinhas, mas fantasiosas. Uma dessas historinhas que…
Esnobe
Em post recente comentei a expressão “não entendi patavina” (clique aqui para ler) e chamei a atenção para o fato de que existem algumas histórias muito boas sobre origem de certas palavras, mas que não têm nada de verdadeiro. São bonitinhas, mas fantasiosas. Uma dessas historinhas que circulam com algumas variações é que a palavra esnobe (do inglês snob) teria sua origem no latim. Teria vindo da forma abreviada da expressão latina sine nobilitate (sem nobreza). Uma dessas histórias conta que, na Inglaterra no século XVIII, estudar em universidades (Oxford, Cambridge) era privilégio da nobreza.
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October 1, 2025 at 2:08 PM
Não entendi partavina

Faz muito tempo que não ouço a expressão não entendi patavina cujo sentido é 'não entendi nada'. Há variações dela mais usadas: 'não entendi lhufas' (lhufas é redução redução de bulhufas) e a campeã, ‘não entendi p***a nenhuma’. De onde veio a palavra patavina que aparece…
Não entendi partavina
Faz muito tempo que não ouço a expressão não entendi patavina cujo sentido é 'não entendi nada'. Há variações dela mais usadas: 'não entendi lhufas' (lhufas é redução redução de bulhufas) e a campeã, ‘não entendi p***a nenhuma’. De onde veio a palavra patavina que aparece nessa expressão? Patavina, um pronome com sentido de ‘nada’, ‘coisa nenhuma’, provém do latim ‘patavinu’, adjetivo que designa o habitante de Patávio, hoje chamada de Pádua, Itália. Mas por que o adjetivo que designa o habitante de Patávio (Pádua) foi parar nessa expressão? Patavino era o nome pelo qual era conhecido o historiador romano, Tito Lívio (59 a.
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September 26, 2025 at 12:00 PM
Além da frase: sentidos implicados

David R. Olson, no livro O mundo de papel: as implicações conceituais da leitura e da escrita (Editora Ática) relata que Astington e Olson propuseram, na universidade, a estudantes de graduação o seguinte teste de múltipla escolha: Amanhã é o aniversário de Adam.…
Além da frase: sentidos implicados
David R. Olson, no livro O mundo de papel: as implicações conceituais da leitura e da escrita (Editora Ática) relata que Astington e Olson propuseram, na universidade, a estudantes de graduação o seguinte teste de múltipla escolha: Amanhã é o aniversário de Adam. Bárbara está saindo escondida da sua casa para comprar um presente, quando ele a vê sair e pergunta aonde ela está indo. Bárbara responde: "Estamos sem leite. Vou até a padaria". a) Bárbara quer dizer que vai comprar leite. b) Bárbara admite que vai comprar leite. c) Bárbara afirma que vai comprar leite.
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September 17, 2025 at 2:55 PM
Redundâncias

O mote para este artigo veio de uma frase que li recentemente em um trabalho acadêmico. Em certa passagem do texto, o autor escreveu: “A presença onipresente das tecnologias digitais nos dias de hoje é inegável”. O sinal vermelho acendeu. Parei a leitura diante da frase que me causou…
Redundâncias
O mote para este artigo veio de uma frase que li recentemente em um trabalho acadêmico. Em certa passagem do texto, o autor escreveu: “A presença onipresente das tecnologias digitais nos dias de hoje é inegável”. O sinal vermelho acendeu. Parei a leitura diante da frase que me causou estranhamento. Algo soava como excessivo. Tratava-se, evidentemente, de um cochilo sem maior importância que não comprometeu a legibilidade do texto. Afinal, como dizia o poeta latino Quinto Horácio Flaco, ou simplesmente Horácio (65 a.C. —8 a.C.), “Quandoque bônus dormitat Homerus”, ou seja, em bom português, até o bom Homero às vezes se cochila.
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September 3, 2025 at 12:29 PM
Meu artigo deste mês na revista Meer.
Clique no link para ler.

www.meer.com/pt/94342-red...
Redundâncias
Não dá para confiar cegamente nos corretores ortográficos
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September 2, 2025 at 9:56 AM
Metáfora convencional

A palavra metáfora provém do grego com o sentido de mudança, transposição. Aristóteles destaca que “a metáfora é a transposição do nome de uma coisa para outra […] por de via de analogia”. Podemos então definir metáfora como uma alteração de significado baseada em traços de…
Metáfora convencional
A palavra metáfora provém do grego com o sentido de mudança, transposição. Aristóteles destaca que “a metáfora é a transposição do nome de uma coisa para outra […] por de via de analogia”. Podemos então definir metáfora como uma alteração de significado baseada em traços de semelhança. Em linguagem bem simples: ocorre metáfora quando uma palavra que designa uma coisa passa a designar outra por haver entre elas uma relação de semelhança, ou seja, a metáfora é uma forma de comparação sem que se use um conectivo comparativo (como, assim como, tal etc.).
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August 25, 2025 at 1:08 PM